Bastidores

Conflitos podem tirar F1 do Oriente Médio em 2027; CEO admite opções

ResumoA Fórmula 1, sob gestão do CEO Stefano Domenicali, admite que conflitos geopolíticos no Oriente Médio podem remover etapas da região do calendário de 2026. A categoria desenvolve plano alternativo para encerrar a temporada caso guerras impeçam os GPs do Catar e de Abu Dhabi. A decisão final depende da evolução da segurança regional.

O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a categoria já trabalha com um plano alternativo para o encerramento da temporada de 2026 caso a guerra no Oriente Médio impeça a realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi.

Letícia Camargo
por Letícia Camargo · 30 de julho de 2026
Conflitos podem tirar F1 do Oriente Médio em 2027; CEO admite opções

Conflitos podem tirar F1 do Oriente Médio em 2027; CEO admite opções

O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a categoria já trabalha com um plano alternativo para o encerramento da temporada de 2026 caso a guerra no Oriente Médio impeça a realização dos Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi, previstos para fechar o campeonato.

Resposta direta: Stefano Domenicali, CEO da F1, afirmou que a categoria já tem um plano alternativo para encerrar a temporada de 2026 na Europa, caso a guerra no Oriente Médio impeça os GPs do Catar e de Abu Dhabi. A decisão final será tomada até meados de setembro. Para 2027, o calendário será divulgado normalmente no fim de 2026, com alternativas prontas.

Apesar do cenário de incerteza, o dirigente reforçou que, neste momento, as duas provas seguem confirmadas. Segundo ele, a Fórmula 1 pretende aguardar até meados de setembro antes de tomar qualquer decisão sobre possíveis alterações no calendário.

Plano B para 2026: Europa como destino

"Para nós, hoje, as corridas no Catar e em Abu Dhabi estão confirmadas. Mas, naturalmente, se a situação não evoluir da forma que esperamos até meados de setembro, teremos de tomar uma decisão. Se isso acontecer, posso confirmar que o fim da temporada será realizado na Europa", declarou Domenicali ao site oficial da Fórmula 1 após o Grande Prêmio da Hungria.

O dirigente, no entanto, não revelou quais circuitos europeus poderiam receber as etapas finais caso as corridas no Oriente Médio sejam canceladas. A escolha por palcos no continente europeu reflete a logística já consolidada da categoria e a necessidade de garantir segurança para equipes e público.

Mudanças já ocorreram em 2026

Em razão do conflito na região, a Fórmula 1 já promoveu mudanças no calendário deste ano. Os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita foram cancelados por questões de segurança, enquanto a etapa do Bahrein foi remarcada para a Malásia, com realização prevista para 4 de outubro.

A etapa da Hungria marcou a última corrida antes da pausa de meio de temporada. A competição será retomada em 23 de agosto, com o Grande Prêmio da Holanda. Na classificação do Mundial de Pilotos, Kimi Antonelli lidera com 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton.

Impacto no calendário de 2027

Domenicali também comentou os impactos que o conflito pode causar no calendário da próxima temporada. Segundo o italiano, a Fórmula 1 pretende divulgar normalmente o cronograma de 2027 no fim deste ano, mas já elaborou diferentes cenários caso a instabilidade no Oriente Médio persista.

O CEO explicou que a decisão definitiva só precisará ser tomada no fim do ano e afirmou que a categoria está preparada para adaptar o calendário, se necessário, mantendo a meta de realizar 24 corridas na temporada.

"Neste momento, o calendário que será divulgado no fim do ano segue um planejamento normal. Porém, se a situação no Oriente Médio continuar sem solução, temos alternativas. Ainda há bastante tempo para fazer os ajustes necessários", afirmou.

Preocupação humanitária acima do esporte

Domenicali ressaltou, por fim, que, caso o conflito avance até 2027, a preocupação principal será a situação humanitária, e não os impactos esportivos, embora a Fórmula 1 já tenha elaborado planos de contingência para preservar a realização do campeonato.

A declaração do CEO coloca o esporte em segundo plano diante de uma crise regional que já afetou diretamente o calendário de 2026. A F1, que tradicionalmente encerra suas temporadas no Oriente Médio desde 2009, pode ter que repensar sua geografia esportiva a médio prazo.

Contexto da temporada 2026

A liderança de Kimi Antonelli no Mundial de Pilotos, com 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton, mostra que a competição segue acirrada mesmo com as incertezas logísticas. A pausa de meio de temporada, iniciada após o GP da Hungria, será encerrada em 23 de agosto com o GP da Holanda.

Para os fãs, a indefinição sobre os palcos finais de 2026 e 2027 gera expectativa. A possibilidade de um retorno a circuitos europeus clássicos, como Monza ou Silverstone, para encerrar o campeonato é um cenário que agrada parte do público, mas que também levanta questões sobre a perda de receitas e exposição no Oriente Médio.

Perguntas Frequentes

Quais corridas podem ser canceladas no Oriente Médio?

Os Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi, previstos para encerrar a temporada de 2026, estão sob risco. As etapas do Bahrein e da Arábia Saudita já foram canceladas em 2026 por questões de segurança.

Quando a F1 decidirá sobre o calendário?

A decisão sobre possíveis alterações no calendário de 2026 será tomada até meados de setembro. Para 2027, a definição ocorrerá no fim de 2026.

Onde será o fim da temporada se as corridas no Oriente Médio forem canceladas?

Stefano Domenicali confirmou que, se necessário, o encerramento da temporada será realizado na Europa, mas não revelou quais circuitos europeus estão na lista de opções.

Qual é a meta de corridas para a temporada 2026?

A Fórmula 1 mantém a meta de realizar 24 corridas na temporada, mesmo com as adaptações necessárias.

Quem lidera o Mundial de Pilotos em 2026?

Kimi Antonelli lidera a classificação com 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton, após a pausa de meio de temporada.

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