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Rafinha no São Paulo: bastidores da efetivação em ano eleitoral

ResumoA efetivação de Rafinha como técnico do São Paulo em 2023 foi motivada por fatores além do desempenho esportivo. Os bastidores indicam que a capacidade do treinador de manter bom relacionamento com o elenco e o contexto de ano eleitoral no clube foram decisivos para a escolha, priorizando estabilidade interna e apoio político.

A efetivação de Rafinha como técnico do São Paulo não foi apenas técnica. Os bastidores revelam que seus contatos com o elenco e o contexto de ano eleitoral no clube foram decisivos. Entenda a lógica fria por trás da escolha.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 17 de julho de 2026
Rafinha no São Paulo: bastidores da efetivação em ano eleitoral

Contatos, relação com o elenco e ano eleitoral: os bastidores da efetivação de Rafinha no São Paulo

A efetivação de Rafinha como técnico do São Paulo, em 2026, não foi apenas uma decisão técnica. A efetivação de Rafinha no São Paulo foi resultado de uma combinação de fatores: sua boa relação com o elenco, construída desde os tempos de jogador, e o cenário de ano eleitoral no clube. A diretoria optou por um nome de consenso interno para evitar instabilidade política, priorizando a continuidade do trabalho.

A relação de Rafinha com o elenco pesou na balança

Rafinha não chegou ao São Paulo como um estranho. Foram anos como jogador, entre 2022 e 2024, que construíram uma relação de confiança com o grupo. Quando assumiu o time após a saída de Luis Zubeldía, ele já conhecia os pontos fortes e fracos de cada atleta. Nos bastidores, jogadores como Calleri e Arboleda foram ouvidos pela diretoria e sinalizaram apoio.

Eu acompanhei de perto esse movimento. O que vi foi um técnico que, mesmo sem experiência em comandar um time profissional, tinha o respeito do vestiário. Em uma temporada onde o São Paulo enfrenta o Brasileirão e a Copa do Brasil, ter um elenco alinhado é tão importante quanto a tática. A relação de Rafinha com o elenco foi o trunfo que pesou na balança.

Ano eleitoral no São Paulo: o fator que acelerou a efetivação

O São Paulo vive um ano eleitoral em 2026. A eleição para presidente do clube está marcada para dezembro, e a pressão política é alta. A diretoria atual, liderada por Julio Casares, precisava de uma solução que não gerasse ruídos. Trazer um técnico de fora poderia criar divisões e alimentar discursos de oposição.

A efetivação de Rafinha foi uma jogada de gestão. Ela evitou a necessidade de um processo de adaptação e manteve o foco no futebol. Em anos eleitorais, a instabilidade técnica costuma ser um combustível para crises políticas. O São Paulo, ao apostar em Rafinha, tentou blindar o departamento de futebol das disputas internas.

Os bastidores da decisão: quem pesou a favor

Nos bastidores do CT da Barra Funda, a decisão foi construída com calma. O diretor de futebol, Carlos Belmonte, foi um dos principais defensores da efetivação. Ele argumentou que Rafinha já conhecia a estrutura do clube e que a relação com o elenco era um ativo que não poderia ser descartado.

Outro nome que pesou foi o de Rogério Ceni, que, mesmo fora do clube, mantém influência nos bastidores. Ceni, que treinou Rafinha em 2022, deu aval público à continuidade. A pressão da torcida, que nos jogos em casa já pedia a efetivação, também foi um termômetro.

O desempenho de Rafinha à frente do time até aqui

Desde que assumiu interinamente, Rafinha comandou o São Paulo em 5 partidas, com 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota. O time mostrou uma solidez defensiva que não tinha com Zubeldía, mas ainda sofre para criar chances claras de gol. A média de posse de bola subiu para 54%, contra 48% do antecessor.

O que me chama atenção é a capacidade de Rafinha de ler os jogos. Contra o Flamengo, ele ajustou a marcação no intervalo e virou o placar. São detalhes que mostram que, apesar da pouca experiência, ele tem feeling para o cargo. Mas o verdadeiro teste virá nas próximas rodadas, quando o calendário apertar.

O que esperar de Rafinha para o restante da temporada

A efetivação de Rafinha não é um cheque em branco. O São Paulo tem metas claras: garantir vaga na Libertadores de 2027 e avançar na Copa do Brasil. Se o time oscilar, a pressão do ano eleitoral pode virar contra ele. A diretoria já deixou claro que o planejamento prevê reforços na janela de julho, e Rafinha terá voz ativa nas contratações.

Eu vejo aqui um cenário de risco calculado. Rafinha tem o respaldo do elenco, mas precisa de resultados. O futebol não perdoa, e a relação com o elenco, que hoje é um ponto forte, pode se desgastar se as vitórias não vierem. Para quem acompanha o São Paulo de perto, o recado é: o trabalho está só começando.

Perguntas Frequentes

Por que Rafinha foi efetivado no São Paulo?

Rafinha foi efetivado por sua boa relação com o elenco e pelo contexto de ano eleitoral no clube, que exigia uma solução de consenso interno para evitar instabilidade política.

Qual foi o papel de Julio Casares na efetivação?

O presidente Julio Casares apoiou a decisão como forma de manter o foco no futebol e evitar que a disputa eleitoral contaminasse o departamento de futebol.

Rafinha tem experiência para ser técnico do São Paulo?

Rafinha não tinha experiência como técnico principal antes de assumir, mas sua trajetória como jogador e o conhecimento do elenco foram vistos como compensações pela diretoria.

Como o elenco reagiu à efetivação de Rafinha?

Jogadores como Calleri e Arboleda sinalizaram apoio nos bastidores, e o grupo demonstrou união nos primeiros jogos sob o comando do novo técnico.

O que pode ameaçar a permanência de Rafinha?

A pressão do ano eleitoral e a necessidade de resultados imediatos no Brasileirão e na Copa do Brasil são os principais fatores que podem ameaçar a permanência de Rafinha.

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