Fifa: Infantino tenta cartada desesperada após perder apoio
Gianni Infantino enfrenta a maior crise da Fifa e tenta se manter no poder oferecendo a final do Mundial de 2030 a Marrocos. Entenda a cartada e o apoio perdido.
Fifa: Infantino tenta cartada desesperada após perder apoio em polêmica sobre Copa do Mundo
A revelação de uma proposta para vender participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo mergulhou a Fifa em uma crise sem precedentes. Para se manter no poder, Gianni Infantino, presidente da entidade, tenta uma cartada desesperada: oferecer a final do Mundial de 2030 a Marrocos, conforme apurou o jornal "The Times".
A oferta da final de 2030 a Marrocos
Infantino propôs que a partida decisiva do torneio centenário aconteça no futuro Estádio Hassan II, em Casablanca, com capacidade para cerca de 115 mil pessoas. O estádio ainda está em construção. Em troca, o mandatário pede o suporte nos bastidores da Federação Marroquina de Futebol, aliada desde fevereiro de 2016, para que outras federações da região mantenham fidelidade à sua gestão.
Antes da oferta, a expectativa era que a final fosse no Santiago Bernabéu, em Madrid. A entidade, porém, não divulgou oficialmente o local. Em março de 2027, Rabat sediará o Congresso da Fifa que decidirá sobre a reeleição de Infantino.
A crise da Fifa Forward Enterprise (FFE)
A crise começou quando Infantino liderou, secretamente, a criação da subsidiária Fifa Forward Enterprise (FFE). O órgão permitiria negociar participação minoritária dos direitos comerciais da Copa a investidores privados por cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões). Entre os interessados estava a Thrive Eternal, liderada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump.
Sem transparência ou consulta prévia, a reação foi negativa, com ameaça de boicote dos europeus. Infantino abandonou o projeto, mas não recuperou a confiança.
Apoio perdido e aliados restantes
Parte das federações da Uefa retirou o endosso à chapa de Infantino. Nomes como Mattias Grafstrom, secretário-geral; Kevin Lamour, diretor de operações; Carlos Cordeiro, assessor especial; e Arsène Wenger, chefe de Desenvolvimento Global, vincularam o programa ao mandatário.
Apenas Catar, Kuwait, Líbano, Sri Lanka, Indonésia e Filipinas expressaram lealdade. A Arábia Saudita, sede do Mundial de 2034, manteve silêncio. Infantino ainda tenta mostrar força compartilhando registros antigos com os Legends, ex-jogadores famosos análise tática da Copa do Mundo.
Perguntas Frequentes
Por que Infantino quer a final no Marrocos?
Para garantir apoio da federação marroquina e de aliados regionais, visando a reeleição no Congresso da Fifa em 2027.
O que é a Fifa Forward Enterprise?
Subsidiária criada para negociar participação minoritária dos direitos comerciais da Copa, abandonada após reação negativa.
Quem apoiaria Infantino na reeleição?
Até agora, Catar, Kuwait, Líbano, Sri Lanka, Indonésia e Filipinas declararam apoio público.
Qual o próximo passo na disputa?
O Congresso da Fifa em Rabat, em março de 2027, definirá o futuro de Infantino na presidência próximos passos da Fifa.