Infantino recua com plano, mas ainda sofre pressão da Uefa
O pedido de desculpas não aliviou a pressão sobre Gianni Infantino: a Uefa manteve, nesta quinta-feira (6), a ameaça de boicote às competições da Fifa, e a Conmebol questionou as ações unilaterais reiteradas da entidade. O dirigente, único candidato declarado, aposta na reeleição
Infantino recua com plano, mas ainda sofre pressão da Uefa
O pedido de desculpas não aliviou a pressão sobre Gianni Infantino. A Uefa manteve, nesta quinta-feira (6), a ameaça de boicote às competições da Fifa, e a Conmebol, próxima do dirigente, questionou "as ações unilaterais reiteradas" da entidade máxima do futebol. O recuo no projeto de abrir a Fifa a investidores privados não foi suficiente para acalmar os críticos.
A pressão sobre Infantino segue firme. A Uefa, que já havia perdido a confiança na presidência, reiterou a ameaça de boicote, incluindo a Copa do Mundo. A Conmebol, embora sem citar Infantino diretamente, manifestou "preocupação unânime" com ações unilaterais recorrentes.
Apoio interno e reeleição em 2027
Apesar das críticas, Infantino conta com aliados leais. A cúpula da Fifa expressou "apoio total" ao dirigente ítalo-suíço em reunião de emergência em Rabat, no Marrocos, e se desculpou pela polêmica. Único candidato declarado, Infantino precisa da maioria dos 211 votos dos membros da Fifa para ser reeleito, cargo que ocupa desde 2016.
A eleição está marcada para março de 2027. A Confederação Africana de Futebol (CAF), com 54 membros filiados, é aliada fundamental, assim como a federação marroquina. O ministro do Esporte da África do Sul, Gayton McKenzie, defendeu Infantino, dizendo que ele "contribuiu muito para o futebol africano".
Uefa endurece e cobra garantias
A Uefa não recuou. Além da retirada do projeto, a confederação pede "garantias de que tais tentativas de desfigurar o futebol dessa maneira nunca mais voltem a acontecer". Em comunicado, a entidade considerou que "estas condições não foram cumpridas" e reafirmou ter "perdido a confiança na presidência de Gianni Infantino".
A Uefa conta com o apoio da Associação Europeia de Clubes (EFC), presidida por Nasser al-Khelaïfi, também presidente do Paris Saint-Germain. Várias federações europeias, como Finlândia, Sérvia, Suécia e País de Gales, já retiraram publicamente o apoio a Infantino.
Conmebol e Concacaf: cautela e críticas
A Conmebol, primeira confederação a apoiar a reeleição de Infantino, tem sido cautelosa. Com dez membros filiados, incluindo Brasil e Argentina, a entidade defendeu a integridade institucional e rejeitou qualquer iniciativa para destituir o dirigente. A Concacaf, com 35 federações, criticou a falta de devido processo e exigiu "maior transparência e uma governança adequada".
Outras confederações e o cenário eleitoral
A Confederação Asiática de Futebol (AFC), com 46 membros, não se manifestou claramente contra Infantino, mas pediu revisão da governança. A Oceania (OFC) convidou suas 11 associações a "estudar" a proposta. O príncipe Ali bin Al-Hussein, da Jordânia, acusou Infantino de "chantagem". Victor Montagliani, presidente da Concacaf, é apontado como possível adversário.
Perguntas Frequentes
A Uefa vai boicotar a Copa do Mundo?
A Uefa reiterou a ameaça de boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso as condições não sejam cumpridas. A entidade cobra garantias de que o projeto de privatização não volte.
Infantino é o único candidato à presidência da Fifa?
Sim, até o momento, Infantino é o único candidato declarado. A eleição está marcada para março de 2027, e ele precisa da maioria dos 211 votos dos membros da Fifa.
O que a Conmebol disse sobre a crise?
A Conmebol manifestou "preocupação unânime" com ações unilaterais recorrentes, mas defendeu a integridade institucional e rejeitou qualquer iniciativa para destituir Infantino.
Quem apoia Infantino na reeleição?
Infantino conta com o apoio da CAF, da federação marroquina e de várias federações asiáticas. A cúpula da Fifa expressou "apoio total" ao dirigente.
O que falta para a crise ser resolvida?
A Uefa exige garantias formais de que o projeto de privatização não será retomado. Sem isso, a confederação mantém a ameaça de boicote e a desconfiança na presidência de Infantino.
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