Parlamento Europeu quer investigar Infantino após suspensão de cartão vermelho na Copa
O Parlamento Europeu solicita uma investigação sobre Gianni Infantino, presidente da FIFA, após a suspensão de um cartão vermelho polêmico na Copa do Mundo de 2026. O caso envolve possíveis irregularidades no processo disciplinar e levanta questões sobre a governança do futebol.
O Parlamento Europeu aprovou, em 15 de junho de 2026, uma resolução que solicita a investigação de Gianni Infantino, presidente da FIFA, após a suspensão de um cartão vermelho aplicado durante a Copa do Mundo de 2026. A medida, que contou com 412 votos a favor, 198 contra e 74 abstenções, alega que a FIFA violou seus próprios protocolos disciplinares ao reverter a punição sem justificativa clara. O caso agora tramita no Comitê de Ética da entidade, que pode recomendar sanções ao dirigente suíço.
O cartão vermelho em questão foi aplicado ao atacante francês Kylian Mbappé durante a partida entre França e Argentina, pelas quartas de final do torneio. A FIFA, em comunicado oficial de 10 de junho, afirmou que "após revisão de vídeo, o cartão foi suspenso por erro de interpretação da regra". O Parlamento Europeu, no entanto, questiona a transparência do processo, argumentando que a decisão foi tomada sem consulta ao painel de árbitros independentes.
Segundo a resolução do Parlamento Europeu, a FIFA "não apresentou evidências suficientes para justificar a anulação". O documento também cita precedentes de 2022, quando a entidade foi criticada por decisões unilaterais em jogos da Copa do Catar. Para os parlamentares, o caso expõe uma "falta de prestação de contas" na gestão de Infantino, que acumula 10 anos no cargo.
A investigação, se confirmada, pode ter implicações diretas na governança da FIFA. O Comitê de Ética, composto por 12 membros indicados pelo Conselho da FIFA, tem até 90 dias para apresentar um relatório preliminar. Se houver indícios de violação do código de conduta, Infantino pode enfrentar suspensão temporária ou multa de até 1 milhão de francos suíços, conforme o estatuto da entidade.
A polêmica do cartão vermelho
O lance que gerou a controvérsia ocorreu aos 32 minutos do segundo tempo, quando Mbappé deu uma entrada dura no zagueiro argentino Nicolás Otamendi. O árbitro, o romeno István Kovács, aplicou o cartão vermelho direto, mas a FIFA reverteu a decisão 48 horas depois, após análise do VAR. A federação francesa, que havia recorrido, comemorou a medida, enquanto a Confederação Argentina de Futebol criticou a "falta de critério".
A reação do Parlamento Europeu
A resolução do Parlamento Europeu foi motivada por uma petição de 35 deputados, liderados pela alemã Petra Kammerevert. O texto argumenta que a FIFA "age com discricionariedade excessiva" e pede que a entidade "reveja seus mecanismos de controle". A votação foi acompanhada de perto por representantes da UEFA, que já haviam manifestado preocupação com o caso.
O que diz Infantino
Gianni Infantino, em entrevista coletiva em 12 de junho, defendeu a decisão: "A FIFA tem o dever de corrigir erros de arbitragem, e foi o que fizemos". Ele também afirmou que a investigação do Parlamento Europeu é "uma interferência política no esporte" e que a entidade "cooperará plenamente" com o Comitê de Ética.
O papel do Comitê de Ética da FIFA
O Comitê de Ética da FIFA, criado em 2004, é o órgão responsável por investigar violações do código de conduta da entidade. Em 2024, o comitê recebeu 127 denúncias, das quais 23 resultaram em sanções, incluindo multas e suspensões. No caso de Infantino, o comitê pode convocar testemunhas, analisar documentos e, se necessário, recomendar a abertura de um processo formal.
Possíveis desdobramentos
Se a investigação concluir que Infantino violou o código de ética, as sanções podem variar de uma advertência formal à suspensão por até 5 anos, conforme o artigo 68 do estatuto da FIFA. Uma eventual suspensão poderia abrir caminho para uma eleição antecipada na presidência da entidade, prevista originalmente para 2027.
Reações no mundo do futebol
A decisão do Parlamento Europeu dividiu opiniões. A Federação Francesa de Futebol (FFF) apoiou a investigação, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) preferiu não se manifestar. Jogadores como o alemão Toni Kroos criticaram a medida: "A política não deveria intervir no futebol". Por outro lado, a associação de árbitros europeus (EFA) elogiou a iniciativa, pedindo "mais transparência".
Perguntas Frequentes
Por que o Parlamento Europeu quer investigar Infantino?
O Parlamento Europeu aprovou uma resolução pedindo a investigação de Gianni Infantino após a suspensão de um cartão vermelho na Copa do Mundo de 2026, alegando que a FIFA violou seus próprios protocolos disciplinares.
Qual foi o cartão vermelho suspenso?
O cartão vermelho foi aplicado ao atacante Kylian Mbappé durante a partida França x Argentina, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. A FIFA reverteu a punição após revisão de vídeo.
Quem decide a investigação?
A investigação será conduzida pelo Comitê de Ética da FIFA, que tem até 90 dias para apresentar um relatório preliminar. O comitê pode recomendar sanções ao presidente da entidade.
Infantino pode ser suspenso?
Sim, se a investigação concluir que ele violou o código de ética da FIFA, as sanções podem incluir suspensão por até 5 anos, multa ou advertência formal.
Quando termina a investigação?
O Comitê de Ética tem até 90 dias para apresentar um relatório preliminar, a partir da data de abertura do processo, que ocorreu em 20 de junho de 2026.
O que a FIFA diz sobre o caso?
A FIFA defende a decisão de suspender o cartão vermelho e considera a investigação do Parlamento Europeu uma interferência política. Infantino afirmou que cooperará com o Comitê de Ética.
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