Bora SSA: hidroboxe tira terapeuta do sedentarismo
A terapeuta holística Conchitta Periandro perdeu mobilidade por causa das dores nas articulações provocadas pela chikungunya. Subir e descer escadas virou obstáculo. A rotina mudou quando ela incorporou o treino funcional, o boxe e, por fim, o hidroboxe, modalidade praticada dentro de uma piscina. O projeto Bora SSA, que incentiva bem-estar, começa nesta sexta em Salvador.
O hidroboxe é uma modalidade de boxe adaptada para a piscina. A água amortece o impacto das articulações e permite que pessoas sem condicionamento prévio treinem com segurança. Foi por esse caminho que Conchitta retomou movimentos que a chikungunya havia limitado.
A própria terapeuta explica a diferença em relação ao solo. "A gente não tem tanto impacto como no solo porque a água amortece. E tem a questão lúdica de estar na água, no calor de Salvador", opina Conchitta Periandro.
A instrutora de boxe Daniela Alves reforça que o hidroboxe atende pessoas de todos os níveis, desde que cada uma respeite o próprio limite. "Muitas vezes o aluno chega sem ter praticado atividade física. A gente vai devagar respeitando o limite de cada um", garante a instrutora.
Para quem convive com dores articulares, o ambiente aquático reduz a carga sobre joelhos e tornozelos. A modalidade combina movimentos de boxe com a resistência natural da água, o que exige mais do core e do equilíbrio do que um treino seco de mesma duração. Quem já fez boxe no solo sente a diferença na primeira sessão.
O caso de Conchitta ilustra como a estrutura do treino, e não apenas a força de vontade, define a permanência na atividade. Sem impacto controlado e sem progressão respeitada, o aluno com dor crônica costuma abandonar na terceira semana.
O projeto Bora SSA começa nesta sexta-feira em Salvador e deve ampliar o acesso a modalidades como o hidroboxe na capital baiana. como funciona o treino funcional na água