Exame descarta lesão em Ruan, do Atlético-MG; entenda protocolo
Ruan, do Atlético-MG, não sofreu lesão estrutural na coluna ou no crânio e recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira. O atleta foi substituído aos 18 minutos do primeiro tempo do clássico com o Cruzeiro, após cair e bater a cabeça no gramado. O Galo acionou o protocolo de concussão, e os exames descartaram danos mais graves.
O protocolo de concussão foi adotado pela CBF em 2024. Ele permite que os times substituam jogadores com sintomas neurológicos após choques de cabeça, sem que a troca conte nas cinco substituições originais. Para acionar o mecanismo, um membro da comissão técnica deve mostrar um cartão vermelho à arbitragem no momento da mudança.
A queda aconteceu em um choque com Kaio Jorge, e a cena gerou preocupação imediata. Apesar do susto, o exame confirmou que não houve lesão estrutural, o que abre caminho para a recuperação. A volta aos jogos, porém, não tem data definida e depende da avaliação médica contínua.
O Atlético-MG não informou prazo para o retorno de Ruan aos treinos com contato. A tendência é que o departamento médico siga o protocolo à risca, priorizando a saúde do atleta. O próximo confronto do Galo será decisivo na tabela, e a presença do jogador dependerá do aval da equipe médica.
protocolo de concussão em outras competições
O episódio reacende o debate sobre a segurança dos atletas em lances aéreos. A CBF adotou a medida em 2024, mas a aplicação prática ainda gera dúvidas em torcedores e comissões técnicas. O caso de Ruan serve como exemplo de como o mecanismo funciona na prática, desde a sinalização com o cartão vermelho até a avaliação clínica.
Com a alta hospitalar, o foco agora é a recuperação gradual. O Atlético-MG deve monitorar o jogador de perto, e a volta aos gramados só ocorrerá após liberação médica. Até lá, a torcida acompanha a evolução do atleta, que escapou de um susto maior no clássico mineiro.