# CONMEBOL e hegemonia brasileira na Libertadores: ex-árbitro analisa

> A CONMEBOL adota critérios de arbitragem que podem influenciar partidas da Libertadores, segundo o ex-árbitro Alfredo Loebeling. A entidade busca equilibrar a competição diante de sete títulos consecutivos conquistados por clubes brasileiros, conforme declarado no programa Mesa Redonda.

*Esporte Notícia · Futebol · 14 de setembro de 2026 · Letícia Camargo*

Alfredo Loebeling declarou no Mesa Redonda que a CONMEBOL busca equilibrar a Libertadores diante de sete títulos consecutivos de clubes brasileiros. Ex-árbitro citou critério de escolha de arbitragem como fator de influência nas partidas.

O ex-árbitro Alfredo Loebeling afirmou neste domingo, durante o programa Mesa Redonda, da Gazeta Esportiva, que a CONMEBOL não vê com bons olhos o domínio recente dos clubes brasileiros na Copa Libertadores. Segundo ele, a entidade sul-americana busca equilibrar a competição diante da sequência de títulos conquistados por equipes do Brasil.

Loebeling foi direto ao descrever o que, na avaliação dele, ocorre nos bastidores da competição. "A CONMEBOL não gosta desta hegemonia dos brasileiros. Lógico, não existe essa coisa de 'vai lá e faz isso'. O que eles fazem é: se eu quero favorecer uma equipe mais do que a outra eu coloco um árbitro caseiro em casa, ou um mais rigoroso fora", declarou.

O ex-árbitro não atribuiu interferência direta nos resultados, mas apontou a escolha da arbitragem como variável capaz de alterar o andamento das partidas. Para exemplificar, relembrou a própria trajetória: "Vou te dar um exemplo: fiz cinco jogos do Boca na carreira, quatro fora da Argentina. Eu era maluco, não me interessava fazer jogo do Boca na Argentina".

O contexto da fala é o maior período de domínio brasileiro na história recente do torneio. Desde 2019, apenas clubes do Brasil venceram a Libertadores. A sequência começou com o Flamengo sobre o River Plate, em Lima, seguida pelos títulos do Palmeiras em 2020 e 2021, do Flamengo em 2022 e 2025, do Fluminense em 2023 e do Botafogo em 2024. São sete edições consecutivas, marca sem precedentes na competição.

A discussão sobre arbitragem ganha peso justamente quando o desequilíbrio esportivo se aprofunda. Estrutura de investimento, elenco e logística explicam parte da hegemonia, mas o debate sobre critérios de escolha de árbitros segue aberto. arbitragem na Libertadores

Para os clubes brasileiros, o próximo passo é manter o desempenho diante de um cenário em que a própria CONMEBOL, segundo a leitura do ex-árbitro, busca formas de equilibrar a disputa. O tema deve voltar ao noticiário a cada nova fase da competição.

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