# Abel reclama de regra do Brasileirão e propõe reflexão no Palmeiras

> Abel Ferreira criticou a regra da CBF que impede transferências de jogadores com mais de 12 jogos na Série A, após vitória do Palmeiras sobre a LDU-EQU. O técnico questionou a responsabilidade pela norma e citou os casos de Danilo e Barboza como exemplos dos efeitos da regra no planejamento dos clubes.

*Esporte Notícia · Futebol · 10 de setembro de 2026 · Letícia Camargo*

Após vitória sobre a LDU-EQU, Abel Ferreira criticou a regra da CBF que impede transferências de jogadores com mais de 12 jogos na Série A. O técnico questionou a responsabilidade pela norma e citou os casos de Danilo e Barboza.

Após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre a LDU-EQU, na última quarta-feira, no Nubank Parque, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores, o técnico Abel Ferreira fez um desabafo sobre a regra da CBF que limita transferências no mercado interno. Questionado se a única substituição feita no jogo seria um recado à diretoria sobre a necessidade de reforços, o treinador rechaçou a indireta e propôs uma reflexão sobre a norma.

A regra impede que um jogador que tenha disputado mais de 12 jogos na Série A por um time defenda outra equipe na mesma edição do Campeonato Brasileiro. No ano passado, o limite era de seis partidas, ampliado para 12, mas a mudança ainda não agrada Abel.

"O treinador não passa recado a ninguém, porque tem via direta com o Barros e com a Leila, já nos conhecemos, aqui ninguém engana ninguém. O que posso dizer é: eu gostaria muito de buscar jogadores no futebol brasileiro. Quando cheguei aqui, em 2020, [o limite no Brasileirão], eram cinco estrangeiros. Passados dois ou três anos, passaram para sete. Mandei o Merentiel embora, porque eram sete. Três dias depois, alguém decidiu que seria nove. A responsabilidade é de quem?", questionou o treinador.

Abel citou exemplos concretos do impacto da regra. O Palmeiras tentou repatriar Danilo, cria da Academia e atualmente no Botafogo, com uma oferta de 28 milhões de euros (R$ 160 milhões na cotação da época), recusada pelo clube carioca. No mesmo dia, o volante completou o 13º jogo pelo Botafogo no Brasileiro, inviabilizando a negociação. Já o zagueiro Barboza completou 12 jogos pelo Botafogo, que tinha interesse em negociá-lo e não o escalou na 13ª partida. O argentino acabou contratado pelo Palmeiras.

"Eu queria buscar um jovem, tem três ou quatro jovens referenciados aqui, mas já fizeram mais de 10 jogos e não podemos buscar. Como isso existe? Querem que vá buscar quem? Jogadores que não jogam, reservas? Então temos que buscar fora, no Chile, Argentina. Mas se não tiver jogadores de qualidade... vocês acham isso justo? Eu posso querer ir buscar um jogador no futebol brasileiro. Como impeço os clubes do futebol brasileiro a poder contratar dentro do Brasil criando uma regra dessas?", acrescentou.

O técnico comparou a situação com o futebol português, citando que Benfica, Sporting e Porto podem contratar jogadores do Braga mesmo após 20 partidas disputadas. "Nós somos impedidos, não entendo essa regra. E não me interpretem mal. Quero buscar? Quero. Podia? Como? Vou buscar quem, os reservas? Não entendo. Custa-me a entender isso. Depois queremos que o futebol brasileiro cresça. Como?", disse.

Abel encerrou pedindo reflexão sobre o tema e negou que suas declarações sejam críticas ao Palmeiras. "Gostaria muito de contratar jogadores, não posso. Gostaria muito de ter brasileiros, não posso. Responsabilidade é minha? Queremos cuidar do presente e do futuro. Isso tem que fazer alguém pensar. Minha intenção é valorizar o melhor que vocês têm, porque o futebol brasileiro é o melhor que vocês têm", finalizou.

O Palmeiras volta a campo no sábado, 12 de setembro, às 18h30 (de Brasília), contra o São Paulo, no Nubank Parque, pela 27ª rodada do Brasileirão. Na quarta-feira, 16 de setembro, às 19h (de Brasília), o Verdão enfrenta a LDU-EQU no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, pelo jogo de volta das quartas de final da Libertadores.

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