Análise: Ceará sobrevive aos momentos difíceis na Série B
O Ceará empatou por 1 a 1 com o Fortaleza neste domingo (13), pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, e deixou o gramado com um resultado que o time tratou como vitória. O gol saiu do que a partida exigia, e o empate igualou o maior tabu da história do confronto: 16 jogos invicto diante do maior rival.
O jogo, em si, não foi bom do lado do Alvinegro. A equipe fez o que precisava ser feito diante das circunstâncias, que era balançar a rede, mas a atuação não se sustentou como apresentável. Para entender o resultado, vale olhar o que aconteceu entre as linhas, não só o placar.
O que o empate com o Fortaleza revelou sobre o Ceará
Em 28 exibições na Série B, poucas foram as partidas realmente apresentáveis do Ceará. A essa altura da competição, talvez seja necessário aceitar essa realidade: não dá mais para esperar um jogo bonito do time. O que importa são os pontos, e a vitória garante os mesmos três pontos seja por 1 a 0 ou por 5 a 0.
A leitura tática do empate passa pela ocupação de espaço. O Ceará não dominou as zonas de criação, mas conseguiu o gol quando a partida pedia. É o tipo de jogo em que o placar engana, porque a jogada concreta, o gol, foi o que sobrou de positivo em uma atuação sem brilho.
Daniel Paulista e o tabu de 16 jogos
O técnico Daniel Paulista destacou o tabu de 16 jogos do Ceará contra o Fortaleza. O número iguala o maior da história do confronto e dá peso ao resultado, mesmo com a atuação abaixo do ideal. É um dado que sustenta a leitura de sobrevivência: o time não joga bonito, mas não perde para o rival há 16 partidas.
Para quem acompanha a Série B, o padrão se repete. O Ceará faz o necessário, segura o resultado e soma pontos. Em uma competição de 38 rodadas, esse tipo de postura costuma valer mais do que exibições vistosas. É o que a fonte aponta: importam mais os pontos do que o placar do jogo.
O que observar no próximo jogo é se o time mantém a capacidade de sobreviver aos momentos difíceis sem precisar de um futebol apresentável. A tendência, pelos 28 jogos já disputados, é que o Ceará siga apostando no resultado, não no espetáculo.