# Análise: Grêmio sobrevive contra o Bolívar e escapa de placar pior em La Paz

> O Grêmio perdeu por 3 a 2 para o Bolívar em La Paz, na altitude de 3.600 metros. A estratégia do técnico Vitor Severino desmoronou com gol sofrido aos 1 minuto. O goleiro Weverton foi peça-chave para evitar uma goleada. A ausência de Arthur e a aposta em Dodi marcaram a partida.

*Esporte Notícia · Futebol · 24 de julho de 2026 · Vinícius Portela*

O Grêmio perdeu por 3 a 2 para o Bolívar em La Paz, mas poderia ter sido pior. Com gol sofrido aos 1 minuto, a estratégia de Vitor Severino desmoronou. Weverton foi peça-chave para evitar uma goleada. A falta de Arthur e a aposta em Dodi marcaram o jogo.

## Análise: Grêmio sobrevive contra o Bolívar e escapa de placar pior

Poderia ser pior, mas o Grêmio sobreviveu. Com o primeiro gol sofrido a um minuto, a estratégia gaúcha na altitude de La Paz desmoronou. Apesar da reação, o time comandado por Vitor Severino teve o goleiro Weverton como peça fundamental para evitar derrota mais elástica do que os 3 a 2 para o Bolívar nesta quinta-feira.

## O gol relâmpago que mudou tudo no Hernando Siles

Aos 60 segundos de jogo, o Bolívar já vencia. O gol cedo desmontou o plano inicial do Grêmio, que havia montado um meio-campo com três volantes para conter o ímpeto boliviano. Com a desvantagem no placar, a calma necessária para assumir o controle da partida simplesmente desapareceu.

A altitude de La Paz (3.640 metros) já era um fator esperado, mas o gol precoce transformou o cenário. O time não teve tempo de se adaptar à rarefação do ar ou de impor seu ritmo. A estratégia de segurar a bola e dar tempo para as aproximações foi embora na mala de viagens de Arthur, que não renovou e voltou para a Juventus.

## Três volantes e a aposta em Dodi

Com três volantes no meio, um deles Dodi, que brotou do esquecimento, o Grêmio tentou segurar o ímpeto boliviano. A escalação indicava uma postura defensiva, priorizando a proteção à zaga. Dodi, sem atuar havia tempo, foi a surpresa na lista de Vitor Severino.

Contudo, ao sofrer o primeiro gol cedo, a equipe não teve calma para assumir o controle do meio-campo. Ao contrário, o time foi para a trocação, o que resultou em chances para ambos os lados. O meio-campo gremista, desenhado para ser um escudo, virou uma peneira.

## A ausência de Arthur pesa na saída de bola

A capacidade gremista de segurar a bola e dar tempo para as aproximações foi embora na mala de viagens de Arthur. O meia, que não renovou o vínculo e voltou para a Juventus, era o principal articulador das jogadas. Sem ele, o time perdeu a referência na transição.

A saída de bola ficou prejudicada. Os volantes tinham dificuldade para encontrar os pontas, e os lançamentos longos se tornaram a alternativa mais frequente. Isso facilitou a vida da defesa do Bolívar, que se postou bem na altitude.

## Weverton: o herói que evitou a goleada

Se o placar foi de 3 a 2, o mérito é em grande parte do goleiro Weverton. O camisa 1 fez defesas importantes ao longo da partida, evitando que o Bolívar ampliasse a vantagem para um número mais elástico. Em uma noite em que a defesa gremista falhou coletivamente, ele foi a última barreira.

Weverton mostrou reflexos apurados em pelo menos três chances claras do Bolívar, especialmente em cabeçadas e chutes de média distância. Sem ele, a derrota poderia ter sido por 5 ou 6 gols, o que comprometeria ainda mais a situação do Grêmio na Libertadores.

## A reação gremista: dois gols que não mudam o drama

O Grêmio conseguiu balançar as redes duas vezes, mas a reação não foi suficiente para evitar a derrota. O time mostrou poder de fogo, especialmente em jogadas de bola parada e nos contra-ataques puxados pelos pontas. No entanto, a fragilidade defensiva falou mais alto.

Os dois gols gremistas deram esperança à torcida, mas a sensação de que o resultado poderia ser pior permaneceu. A derrota por 3 a 2, na altitude, é um resultado que o time pode considerar como o menor dos males, segundo a Voz da Torcida: "Não dá pra comemorar uma vitória, mas dos males, o menor".

## O que esperar do Grêmio na sequência

O Grêmio de Vitor Severino precisa corrigir rapidamente os erros defensivos e readaptar o meio-campo sem Arthur. A dependência de Weverton em jogos decisivos é um sinal de alerta. O time precisa de mais consistência para segurar resultados na altitude.

A próxima rodada da Libertadores será decisiva. O Grêmio terá que mostrar evolução tática, especialmente na saída de bola e na recomposição defensiva. A torcida tricolor espera que o time aprenda com a lição em La Paz e volte mais forte.

## Perguntas Frequentes

### O Grêmio foi eliminado da Libertadores com essa derrota?

Não. A derrota por 3 a 2 para o Bolívar foi apenas um jogo da fase de grupos. O Grêmio ainda depende de seus próprios resultados para avançar.

### Por que Arthur não jogou?

Arthur não renovou seu vínculo com o Grêmio e voltou para a Juventus, na Itália. Sua ausência foi sentida na saída de bola e na articulação das jogadas.

### Qual o próximo jogo do Grêmio na Libertadores?

A fonte não informa a data ou o adversário do próximo jogo. Acompanhe o calendário oficial da competição.

### Weverton foi o melhor em campo?

Segundo a análise, Weverton foi a peça fundamental para evitar uma derrota mais elástica, fazendo defesas importantes que seguraram o placar em 3 a 2.

### O que significa "Dodi brotou do esquecimento"?

Dodi era um volante que não vinha sendo utilizado por Vitor Severino. Sua escalação foi uma surpresa, indicando que o técnico buscou uma alternativa defensiva para o meio-campo.

Análise tática do Grêmio na Libertadores O impacto da altitude no futebol Mercado da bola: Arthur e a Juventus

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