Análise: Inter mantém Pezzolano e acelera rota ao rebaixamento
Quando se acha que nada pode ser pior, o Internacional surpreende. A atuação na derrota por 3 a 2 para o Santos, no Beira-Rio, pela 26ª rodada do Brasileirão 2026, assustou até quem não viu o jogo. O time voltou a derreter em campo, em mais um indício de que o técnico Paulo Pezzolano está perdido.
A novidade veio depois: mesmo sem vencer há 10 jogos no Brasileirão, o treinador foi mantido no cargo. A decisão da diretoria abre novo capítulo no que parece uma trajetória inevitável e sem escalas rumo ao segundo rebaixamento do clube. A queda de produção, a falta de jogadas e os resultados devastadores deixam a porta aberta para uma mudança de posição da diretoria e uma demissão nos próximos dias. O que não asseguraria a permanência gaúcha na elite em 2027.
Em campo, o jogo se decidiu nos espaços. O Santos explorou as transições e castigou a linha de pressão alta do Inter, que subiu sem coordenação e deixou buracos nas costas da defesa. O placar de 3 a 2 não engana: a jogada mostrou um time sem reação tática, incapaz de sustentar a posse ou criar superioridade numérica no meio. A pressão virou risco, e o adversário soube aproveitar cada vão.
Nos bastidores, a fala de Luka, que exime Pezzolano de culpa pela fase, escancara o racha interno. Segundo ele, a diretoria fraca levou o clube a esse caminho. A declaração, publicada no canal do ge, reforça o clima de incerteza que cerca o comando técnico e a própria gestão.
O próximo jogo será o termômetro. Se a equipe voltar a repetir as falhas de posicionamento vistas contra o Santos, a tendência é que a diretoria antecipe a decisão. A permanência na elite em 2027, porém, depende de mais do que uma troca no comando: exige reestruturação tática e resultados imediatos análise tática do Brasileirão.
O que observar: a postura da defesa na saída de bola e a intensidade da marcação nos primeiros 15 minutos. Se o Inter repetir os erros de transição, o rebaixamento deixa de ser ameaça e vira rota confirmada.