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Palmeiras joga com regulamento e volta à semi da Copa do Brasil

O Palmeiras voltou às semifinais da Copa do Brasil após seis anos ao empatar sem gols com o Santos na Vila Belmiro, na última quarta-feira, no duelo de volta das quartas de final. O Verdão jogou com o regulamento debaixo do braço, teve atuação burocrática e voltou a desperdiçar chances claras de gol, mas resistiu à pressão do Peixe no ambiente hostil da Baixada Santista.

O técnico Abel Ferreira surpreendeu na escalação inicial: deixou Vitor Roque e Gustavo Gómez no banco de reservas. Na zaga, Gómez deu lugar a Barboza, com Giay atuando no setor. No meio, Andreas Pereira, Marlon Freitas e Lucas Evangelista formaram a trinca. No ataque, Mauricio e Felipe Anderson acompanharam Flaco López, com Jhon Arias no banco.

O clássico começou agitado. Com segundos de jogo, Felipe Anderson deu entrada arriscada em Neymar e recebeu apenas amarelo. O Verdão sentiu a pressão inicial, ficou recuado e enfrentou dificuldades para sair jogando. O Santos não levou perigo real ao gol nos primeiros 10 minutos, mas o Alviverde se mostrou mais defensivo que o normal, deixando o Peixe pisar na área em muitas ocasiões.

Com boa vantagem no placar, o Palmeiras cedeu espaços no meio-campo e pouco atacou, apostando em lançamentos para Flaco López e contra-ataques. Diferente do jogo de ida, quando Arias criava pelos lados e pelo meio. A postura retraída fez o time perder segundas bolas e devolver a posse ao Santos com facilidade.

Ainda assim, o Verdão criou chances. Flaco recebeu em velocidade, ganhou no corpo da zaga e cruzou para Maurício, que completou por cima. Depois, Giay infiltrou, Brazão defendeu e Maurício, com o gol aberto, bateu por cima. Os gols perdidos podem virar alvo de preocupação para Abel.

No segundo tempo, Abel promoveu duas mudanças: Vitor Roque entrou no lugar de Flaco López, e Khellven substituiu Felipe Anderson, com a 'dobra de laterais' pela direita. O Santos teve mais posse, rondou a área, mas sem assustar. O Palmeiras construiu nova chance com Vitor Roque, que cabeceou para fora de dentro da pequena área. Aos 20 minutos, o Santos caiu fisicamente, e o Verdão passou a controlar o jogo, chamando faltas e ganhando tempo.

Medalha é a ponta de anos invisíveis, e aqui o regulamento foi o protagonista. O Palmeiras não jogou bem, mas entendeu o momento: segurou a vantagem e avançou. O próximo desafio será a semifinal, onde a postura terá de ser outra se quiser ir além.

análise do jogo de ida entre Palmeiras e Santos próximos jogos do Palmeiras na temporada

Juliana Prado
Repórter de Esportes Olímpicos
Mineira, cobre modalidades olímpicas e dá luz a atletas que só aparecem de quatro em quatro anos.
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