Análise: Santos tem problemas nas duas áreas e é castigado pelo Athletico-PR
O Santos teve mais posse e finalizou mais, mas perdeu por 2 a 0 para o Athletico-PR na Vila Belmiro, pela 22ª rodada do Brasileirão. O jogo expôs dificuldades nas duas áreas e a eficiência do Furacão. Veja a análise.
Análise: Santos tem problemas nas duas áreas e é castigado por um eficiente Athletico-PR
O Santos teve mais a bola, finalizou mais e passou boa parte do jogo no campo ofensivo, mas deixou a Vila Belmiro derrotado por 2 a 0 pelo Athletico-PR, neste domingo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mais do que o placar, a partida escancarou um problema que preocupa Cuca: enquanto o Peixe voltou a apresentar dificuldades nas duas áreas, o Furacão foi eficiente quando encontrou espaços.
O que você vai ler: o Santos perdeu por 2 a 0 para o Athletico-PR na Vila Belmiro, pela 22ª rodada do Brasileirão. O Peixe teve mais posse e finalizou mais, mas não converteu chances e sofreu com a eficiência do Furacão, que marcou com Kevin Viveros aos 14 e aos 26 minutos. O Santos terminou a rodada na 17ª colocação, com 22 pontos, na zona de rebaixamento.
A chance perdida que mudou o ambiente
A diferença apareceu desde os primeiros minutos. Aos quatro, o Santos construiu uma de suas melhores oportunidades. Barreal encontrou Gustavo Caballero livre dentro da área, mas o paraguaio finalizou em cima de Mycael. Era a chance de abrir o placar e mudar o ambiente de uma Vila Belmiro pressionada pela situação da equipe no Brasileirão.
A eficiência do Athletico-PR em dois lances
O Athletico-PR, por outro lado, não desperdiçou quando teve sua oportunidade. Aos 14 minutos, Kevin Viveros aproveitou uma sobra dentro da área e abriu o placar. Além da eficiência do colombiano, o lance expôs a dificuldade da defesa santista para controlar a principal referência ofensiva do adversário.
O Santos ainda teve a possibilidade de empatar. Aos 23, Escobar cruzou e Gabigol tentou uma bicicleta, mandando perto do gol. Três minutos depois, porém, o Furacão mostrou novamente sua capacidade de ser decisivo.
Viveros recebeu com campo para correr, ganhou da marcação em velocidade e bateu na saída de Gabriel Brazão. Antes da meia hora, o Athletico-PR havia construído uma vantagem de dois gols sem precisar dominar territorialmente o confronto.
O cenário ideal para o time de Odair Hellmann
A partir do 2 a 0, o jogo passou a ter o cenário ideal para o time de Odair Hellmann. O Athletico-PR recuou suas linhas, protegeu a entrada da área e entregou ao Santos a responsabilidade de encontrar soluções diante de uma defesa fechada.
O Peixe teve mais posse e acumulou finalizações, mas encontrou enorme dificuldade para transformar esse volume em oportunidades claras. Circulou a bola, utilizou os lados do campo e tentou aumentar a pressão, porém Mycael pouco precisou trabalhar diante da quantidade de ataques santistas.
Esse talvez tenha sido o maior problema ofensivo do Santos. Ter a bola não significou controlar efetivamente a partida. Enquanto o Peixe acumulava posse, o Athletico-PR parecia confortável com o roteiro.
As mudanças de Cuca e o pouco resultado
No segundo tempo, Cuca tentou aumentar o poder ofensivo com as alterações. Rony, Willian Arão e Thaciano foram algumas das opções utilizadas, mas o panorama mudou pouco. Barreal levou perigo em cobrança de falta, Rony teve uma finalização bloqueada e o argentino ainda cabeceou por cima na reta final.
Muito pouco para uma equipe que precisava buscar dois gols.
O Furacão continuou criando as chances mais claras
Mesmo com menos posse, o Furacão continuou criando as oportunidades mais claras. Viveros teve chances para marcar o terceiro e parou em boas intervenções de Gabriel Brazão. Benavídez chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.
O Athletico-PR soube exatamente qual partida disputar. Com a vantagem, não precisou se expor. Esperou os erros do Santos e acelerou quando encontrou espaços.
Do outro lado, o Peixe não conseguiu fazer o mesmo.
O plano que não funcionou e a falta de Neymar
Cuca revelou após a partida que a equipe havia trabalhado para evitar justamente que Viveros encontrasse espaço para disputar corridas com os defensores. Na prática, o plano não funcionou, principalmente no segundo gol.
Sem Neymar, suspenso, o Santos também sentiu falta de maior capacidade de desequilíbrio no ataque. Caballero desperdiçou a oportunidade inicial, Gabigol teve participação discreta e as mudanças não deram ao time a contundência necessária.
No fim, a partida foi decidida justamente onde o futebol costuma ser decidido: nas duas áreas. O Santos não aproveitou suas oportunidades e também não conseguiu impedir o adversário quando foi atacado.
O que a derrota significa para o Santos
A consequência foi pesada. Além da derrota diante de sua torcida, o Peixe terminou a rodada novamente na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 22 pontos. Em uma sequência decisiva da temporada, Cuca terá de encontrar soluções para tornar o Santos mais seguro de um lado e mais eficiente do outro. Contra o Athletico-PR, essa diferença custou três pontos na Vila Belmiro.
Para o torcedor, o recado é claro: a posse de bola sem profundidade não resolve contra adversários que se fecham e exploram contra-ataques. A eficiência do Athletico-PR foi o espelho do que falta ao Santos neste momento.
Perguntas Frequentes
Qual foi o placar do jogo entre Santos e Athletico-PR?
O Santos perdeu por 2 a 0 para o Athletico-PR na Vila Belmiro, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Quem marcou os gols do Athletico-PR?
Kevin Viveros marcou os dois gols do Athletico-PR, aos 14 e aos 26 minutos do primeiro tempo.
Como o Santos terminou a rodada do Brasileirão?
O Santos terminou a rodada na 17ª colocação, com 22 pontos, novamente na zona de rebaixamento.
Por que Neymar não jogou contra o Athletico-PR?
Neymar estava suspenso e não pôde atuar na partida contra o Athletico-PR.
O que Cuca disse sobre a marcação em Kevin Viveros?
Cuca revelou que a equipe havia trabalhado para evitar que Viveros encontrasse espaço para disputar corridas com os defensores, mas o plano não funcionou, principalmente no segundo gol.