Análise: Santos une coletivo e Neymar, mas precisa ajustar
Análise: Santos une força coletiva e brilho de Neymar, mas ainda tem ajustes a fazer
O Santos voltou às quartas de final da Copa do Brasil depois de cinco anos, alcançou uma importante premiação financeira e segue vivo em três competições. A vitória por 1 a 0 sobre o Remo, no Mangueirão, reforçou que o time de Cuca ainda está em processo de construção. Mas a atuação mostrou um avanço claro: organização coletiva antes mesmo da entrada de Neymar.
Mesmo sem o camisa 10 entre os titulares, o Peixe fez um bom primeiro tempo. Controlou a posse de bola, ocupou o campo ofensivo e criou chances para sair na frente antes do intervalo. Caballero foi a principal válvula de escape, Barreal participou da construção e o meio-campo circulou a bola com qualidade. A expulsão de Marllon nasceu justamente da velocidade do atacante paraguaio.
Esse foi o principal avanço em relação aos meses anteriores. O Santos pressionou, recuperou bolas rapidamente e sustentou a posse no campo adversário, mesmo em um estádio lotado e com ambiente favorável ao Remo. A equipe mostrou personalidade.
O problema recorrente: transformar domínio em gols
Ficou evidente a dificuldade em converter superioridade em gols. Com um jogador a mais desde os 27 minutos do primeiro tempo, o Santos demorou a encontrar espaços. O Remo baixou as linhas, congestionou a entrada da área e obrigou o Peixe a trocar passes sem acelerar. Faltou agressividade e infiltração. Gabriel Bontempo desperdiçou boa chance, Caballero teve dificuldades na conclusão e algumas finalizações nasceram mais de insistência do que de construção limpa.
Foi nesse cenário que Neymar fez a diferença. A entrada do camisa 10 no intervalo mudou a dinâmica ofensiva, não pelo domínio, mas pela capacidade de desequilibrar em lances individuais. Neymar atraiu marcação, acelerou pelo lado esquerdo e encontrou espaços antes inexistentes. A assistência para Rony resume: jogada simples, executada por quem enxerga o lance um segundo antes.
Esse é o peso de um jogador dessa qualidade. Ele não substitui o trabalho coletivo, potencializa o que a equipe já produz.
O jogo ficou aberto por mais tempo do que deveria
Em confrontos eliminatórios, desperdiçar tantas oportunidades cobra preço alto. Contra um adversário tecnicamente superior, o roteiro pode ser diferente. Ainda assim, o saldo é amplamente positivo. O Santos volta às quartas, segue vivo na Sul-Americana e chega a agosto disputando três competições pela primeira vez desde 2021.
A evolução existe e passa pela força coletiva. Neymar continua sendo o diferencial em jogos grandes, mas o Santos deixou Belém mostrando que produz futebol mesmo antes da entrada de seu principal astro. O próximo passo é encontrar eficiência para transformar domínio em vitórias menos sofridas. Se conseguir esse equilíbrio, o Peixe terá argumentos para voos maiores nas copas e para reagir no Campeonato Brasileiro.
Agora, o Santos volta as atenções para o Brasileirão, onde recebe o Athletico-PR no próximo domingo, às 18h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.
Perguntas Frequentes
O Santos voltou às quartas da Copa do Brasil depois de quanto tempo?
Depois de cinco anos, o Santos voltou às quartas de final da Copa do Brasil com a vitória por 1 a 0 sobre o Remo, no Mangueirão.
Qual foi o papel de Neymar na vitória?
Neymar entrou no intervalo e mudou a dinâmica ofensiva, dando a assistência para Rony marcar o gol da classificação.
Quais são os próximos desafios do Santos?
O Santos segue vivo na Copa do Brasil, na Sul-Americana e no Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o Athletico-PR na Vila Belmiro.
O que ainda precisa melhorar no time de Cuca?
A principal dificuldade é transformar a superioridade em gols: faltou agressividade e infiltração diante de defesas fechadas, como a do Remo.