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Análise: vitória no apagar das luzes não esconde desafios do Botafogo no segundo semestre

ResumoA vitória de virada do Botafogo sobre o Criciúma nos acréscimos, em 2025, não oculta fragilidades estruturais. O desempenho revela problemas de intensidade, finalização e reposição de elenco que podem comprometer o segundo semestre. A análise fria do jogo expõe desafios que exigem correções imediatas para evitar prejuízos futuros.

A vitória de virada sobre o Criciúma, nos acréscimos, deu alívio imediato ao Botafogo, mas expõe fragilidades estruturais que podem custar caro no segundo semestre de 2025. A análise fria do desempenho revela questões de intensidade, finalização e reposição de elenco.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 17 de julho de 2026
Análise: vitória no apagar das luzes não esconde desafios do Botafogo no segundo semestre

A vitória de virada do Botafogo sobre o Criciúma, com gol nos acréscimos, deu três pontos preciosos na tabela do Brasileirão, mas a análise fria do desempenho revela problemas estruturais que podem comprometer a temporada. O time alvinegro, que busca o bicampeonato, vive um dilema: o resultado positivo maquia a necessidade de ajustes urgentes.

A vitória do Botafogo sobre o Criciúma por 2 a 1, de virada nos acréscimos, não esconde os desafios para o segundo semestre de 2025: queda de rendimento físico no segundo tempo, dependência de jogadas individuais e dificuldade para furar bloqueios baixos. O técnico Artur Jorge precisa ajustar a transição defensiva e a reposição de peças.

Queda de intensidade no segundo tempo

O Botafogo começou a partida pressionando, mas o Criciúma, que luta contra o rebaixamento, conseguiu equilibrar as ações após os 20 minutos do primeiro tempo. No segundo tempo, o time da casa teve mais posse de bola e finalizou 12 vezes contra 8 do Glorioso. Eu vejo aí um padrão que se repete desde o início do returno: o elenco não consegue manter a intensidade por 90 minutos. Em julho, contra o Juventude, o Botafogo também sofreu para segurar o resultado após o intervalo.

A queda física expõe uma defesa que, sem a proteção do meio-campo, fica exposta a contra-ataques. O zagueiro Bastos e o lateral-esquerdo Marçal, ambos com mais de 30 anos, acumulam minutos em alta rotação desde a pré-temporada. A reposição no banco, com nomes como Lucas Halter e Rafael, não oferece o mesmo nível de segurança.

Dependência de lampejos individuais

O gol da vitória saiu dos pés de Tiquinho Soares, em uma jogada individual pela direita, após passe de Eduardo. Mas, antes disso, o Botafogo criou poucas chances claras. O time finalizou 14 vezes, mas apenas 4 no gol. A média de finalizações certas do time no campeonato é de 5,2 por jogo, segundo dados da CBF. Contra defesas fechadas, como a do Criciúma, a falta de um repertório coletivo de infiltração e cruzamento se torna um problema.

Artur Jorge tem insistido em um 4-3-3 que privilegia a posse de bola, mas a troca de passes no terço final é lenta e previsível. O meia Júnior Santos, que começou a partida, não conseguiu furar o bloqueio catarinense e foi substituído no intervalo. A entrada de Luiz Henrique deu mais mobilidade, mas ainda falta um encaixe tático para explorar os espaços entre as linhas adversárias.

Transição defensiva vulnerável

O gol do Criciúma, aos 37 do primeiro tempo, saiu em uma transição rápida após um escanteio a favor do Botafogo. O time perdeu a bola no ataque, e o volante Danilo Barbosa não conseguiu recompor a tempo. Felipe Vizeu, livre na área, completou de cabeça. Esse tipo de erro é recorrente: em 2025, o Botafogo já sofreu 8 gols em contra-ataques, número alto para um time que briga na parte de cima da tabela.

A solução passa por um ajuste coletivo na recomposição, especialmente dos laterais e volantes. O time precisa de um marcador de área que proteja a zaga quando os alas avançam. A diretoria, que já contratou o volante Gregore, pode buscar mais um nome no mercado da janela de agosto.

Calendário apertado e reposição de elenco

O segundo semestre reserva ao Botafogo a Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileirão. Em 2024, o time disputou 72 partidas na temporada. Em 2025, o número tende a ser similar, com jogos a cada três dias a partir de agosto. A profundidade do elenco será testada. Hoje, o banco tem nomes como Matías Segovia e Gabriel Pires, que não entregam o mesmo que os titulares.

A janela de transferências de julho é a última chance de reforçar o grupo. O clube já sonda um centroavante e um lateral-esquerdo, mas precisa agir rápido. O Criciúma, por exemplo, aproveitou a falta de ritmo de alguns reservas do Botafogo para crescer no jogo.

O que precisa mudar para o segundo semestre

Para manter a briga pelo título, o Botafogo precisa de três ajustes: 1) rodízio mais intenso no elenco para evitar desgaste físico; 2) maior variedade ofensiva, com mais jogadas de linha de fundo e cruzamentos; 3) correção na transição defensiva, com um volante fixo na proteção. O técnico Artur Jorge já mostrou capacidade de adaptação, mas o tempo é curto.

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Perguntas Frequentes

Por que a vitória sobre o Criciúma não foi convincente?

O Botafogo teve dificuldade para criar chances claras e sofreu um gol em contra-ataque, expondo problemas físicos e táticos que podem custar pontos no segundo semestre.

Quais são os principais desafios do Botafogo para o restante de 2025?

Queda de intensidade no segundo tempo, dependência de jogadas individuais, transição defensiva vulnerável e necessidade de reposição de elenco para o calendário apertado.

O que Artur Jorge precisa ajustar no time?

Rodízio de jogadores para evitar desgaste, maior variedade ofensiva e correção na recomposição defensiva após perder a bola.

O Botafogo vai contratar na janela de agosto?

Sim, o clube sonda um centroavante e um lateral-esquerdo para reforçar o elenco e dar mais opções ao técnico.

A Libertadores pode ser um objetivo realista?

Com os ajustes certos, sim, mas o time precisa melhorar a consistência para enfrentar adversários de alto nível no mata-mata.

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