Ancelotti acerta ao renovar seleção com promessas do Brasileirão
Carlo Ancelotti prometeu renovação na seleção brasileira após a eliminação diante da Noruega na Copa do Mundo. Depois de um primeiro ano turbulento à frente da pentacampeã mundial, o treinador terá quatro anos completos até o próximo Mundial de 2030, na Espanha, Portugal e Marrocos. Na primeira convocação deste novo ciclo, Ancelotti acerta ao abrir os olhos para o futebol brasileiro.
A resposta direta: dos 26 convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, dez atuam no Brasileirão. Seis são estreantes com a Amarelinha. O grupo mescla nomes já conhecidos, como Pedro e Samuel Lino, com apostas como Breno Bidon e Gabriel Bontempo.
No último Mundial, Ancelotti não ignorou os clubes brasileiros. O Flamengo foi a equipe com mais representantes nos Estados Unidos, quatro jogadores. Agora, o foco do treinador, junto à comissão, esteve nas promessas do futebol nacional. Danilo Santos, Hugo Souza, Samuel Lino e Pedro já defenderam a seleção. Pedro esteve em pré-listas de Ancelotti, mas ainda não tinha sido convocado pelo italiano.
Dentre os convocados do futebol brasileiro, estão os goleiros Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro), os defensores Arthur Dias (Athletico-PR) e Matheuzinho (Corinthians), e os meio-campistas Breno Bidon (Corinthians) e Gabriel Bontempo (Santos). Breno, destaque do Corinthians na última temporada, é um dos acertos. Gabriel Bontempo se destaca em um Santos que tem Neymar e Gabigol como estrelas, sob comando de Cuca. Juntos, somam mais de 40 partidas por suas equipes.
Defensivamente, as apostas em Arthur Dias e Matheuzinho reforçam a necessidade de novas opções, diante da idade avançada dos titulares. Marquinhos, capitão, permanece, acompanhado por Gabriel Magalhães e Douglas Santos, que terão mais de 32 anos no próximo Mundial.
Ancelotti reforçou que não há prioridade para jogadores que atuam no Brasil, mas decidiu focar os primeiros testes na próxima geração, em trabalho compartilhado com sub-17, sub-20 e a geração olímpica. "Está é uma lista equilibrada. Jogadores que estiveram na Copa que vão ser importantes para a próxima geração. Temos jovens que têm qualidade para representar o futuro da Seleção", afirmou.
Na posição de goleiro, o trio Hugo Souza, Pedro Morisco e Otávio substitui Alisson, Ederson e Weverton. "Aos outros, não há portas fechadas. Agora, prefiro focar meu trabalho sobre os jovens", disse o treinador.
A estratégia repete a de Ramon Menezes em 2023, quando o treinador das categorias de base levou sete jogadores do futebol brasileiro para amistoso contra Marrocos. Ancelotti repete o movimento: dos oito estreantes, seis atuam no Brasil; apenas Marcos Júnior e Jair, de PSV e Nottingham Forest, estão fora do Brasileirão. "Alguns jogadores do Brasil estão em condição física melhor porque o Campeonato Brasileiro está mais adiantado", justificou. O próximo teste será contra Austrália e Índia, com a base que já pede passagem.