Milan pós-Leão: três prioridades para resolver na janela
O Milan encerrou uma novela que se arrastava desde o fim da última temporada: a venda de Rafael Leão, que rumou ao Galatasaray. Mas o trabalho dos rossoneros na janela de transferências não terminou. A menos de uma semana para o fim do período de transações, os Diavolos correm contra o tempo para liberar espaço no elenco comandado por Ruben Amorim e destravar ativos financeiros para novos reforços, além de aliviar a folha salarial.
A equipe italiana havia estabelecido a necessidade de liberar sete jogadores. Após acertar a saída de Leão e o empréstimo de Samuele Ricci para o Como, o Milan agora espera encontrar um novo destino para Santiago Giménez, que está disponível, mas não faz parte dos planos de Amorim. O centroavante pode se transferir para o Porto ou encontrar outro rumo nos últimos dias da janela, segundo o jornal "Gazzetta Dello Sport".
Outro nome entre as prioridades é Fikayo Tomori, que também não faz parte do planejamento do técnico português. Mesmo que permaneça, não será reintegrado ao time titular, segundo o periódico italiano. No meio-campo, o clube ainda espera a saída de Youssouf Fofana. De acordo com a Gazzetta, mesmo que os três não sejam vendidos agora, o trio treinará à parte do elenco principal e não tem chances de jogar pelo clube.
Giménez é o caso mais próximo de desfecho. O jogador aguarda solução há dias, mas o entrave é a falta de acordo entre os clubes. O Milan recusou a primeira oferta do Porto: empréstimo com opção de compra fixada em 15 milhões de euros. Os rossoneros buscam valor superior, com aumento de ao menos cinco milhões, além de condições que tornem a compra obrigatória. As conversas seguem sem avanços significativos.
Tomori tem situação mais complexa: o inglês tem mais um ano de contrato, com salário líquido de 3,5 milhões de euros por temporada. O jornal apontou que ele não pode ser emprestado sem antes renovar, cenário considerado improvável. Apesar disso, seu custo para o clube é menor devido a benefícios fiscais. Fofana, por sua vez, desperta interesse da Premier League, com Nottingham Forest, Crystal Palace e Brighton. Nenhuma proposta formal chegou ao Milan, que avalia o jogador entre 15 e 20 milhões de euros. O salário de 3 milhões de euros líquidos não é obstáculo, mas a ausência de negociações concretas mantém o futuro incerto.
Com a janela se aproximando do fim, o Milan precisa decidir rápido. A venda de Leão trouxe alívio financeiro, mas a gestão do elenco segue como prioridade. Giménez, Tomori e Fofana treinam à parte, e a tendência é que o clube acelere as conversas nas próximas horas mercado da bola. A expectativa é que os próximos dias definam os rumos dos três atletas futebol italiano.