Atrás no placar? Espanha joga final por feito inédito em mais de 30 anos na Copa do Mundo
A Espanha entra em campo na final da Copa do Mundo Feminina 2023 atrás no placar, mas busca um feito que não acontece há mais de 30 anos: virar um jogo decisivo e levantar o troféu. A partida contra a Inglaterra, em Sydney, pode marcar a história do futebol feminino.
Atrás no placar? Espanha joga final por feito inédito em mais de 30 anos na Copa do Mundo
A Espanha entra em campo na final da Copa do Mundo Feminina 2023 atrás no placar, mas busca um feito que não acontece há mais de 30 anos: virar um jogo decisivo e levantar o troféu. A partida contra a Inglaterra, em Sydney, pode marcar a história do futebol feminino. A última vez que uma seleção venceu uma final de Copa do Mundo após sair perdendo foi em 1991, no torneio masculino, quando a Alemanha virou contra a Argentina.
O feito inédito que a Espanha persegue
A Espanha tenta escrever um capítulo inédito na história das Copas do Mundo Femininas. Desde a primeira edição do torneio, em 1991, nenhuma seleção conseguiu vencer uma final após estar perdendo. O último caso de virada em uma final de Copa do Mundo aconteceu no masculino, em 1991, quando a Alemanha venceu a Argentina por 3 a 2, de virada.
No feminino, o cenário é ainda mais raro. Das oito finais já disputadas, apenas uma vez a equipe que saiu atrás no placar conseguiu empatar, e nenhuma virou. Em 2019, os Estados Unidos abriram 2 a 0 contra a Holanda e venceram por 2 a 0. Em 2015, os EUA venceram o Japão por 5 a 2, com 4 gols nos primeiros 16 minutos. Em 2011, o Japão empatou com os EUA nos acréscimos e venceu nos pênaltis, mas não virou no tempo regulamentar.
O contexto da final: Espanha x Inglaterra
A final em Sydney coloca frente a frente duas seleções que nunca venceram uma Copa do Mundo. A Inglaterra, campeã europeia em 2022, busca o primeiro título mundial. A Espanha, que eliminou a Suécia na semifinal, tenta coroar uma geração que já conquistou o Mundial Sub-17 e Sub-20.
A partida será no Stadium Australia, em Sydney, com capacidade para mais de 75 mil torcedores. A transmissão ao vivo será da Globo e do sportv, a partir das 7h (horário de Brasília).
O desempenho da Espanha no torneio
A Espanha chega à final com uma campanha sólida, mas não sem sustos. Na fase de grupos, venceu a Costa Rica (3 a 0), a Zâmbia (5 a 0) e perdeu para o Japão (4 a 0). Nas oitavas, eliminou a Suíça (5 a 1). Nas quartas, passou pela Holanda (2 a 1, na prorrogação). Na semifinal, venceu a Suécia (2 a 1).
O time comandado por Jorge Vilda tem como destaque a meio-campista Aitana Bonmatí, eleita a melhor jogadora do torneio pela FIFA, e a atacante Alba Redondo, artilheira da equipe com 3 gols.
O desempenho da Inglaterra no torneio
A Inglaterra, por sua vez, também não perdeu nenhuma partida até a final. Venceu a Dinamarca (1 a 0), a China (6 a 1) e empatou com o Haiti (0 a 0) na fase de grupos. Nas oitavas, passou pela Nigéria (4 a 2 nos pênaltis, após 0 a 0). Nas quartas, venceu a Colômbia (2 a 1). Na semifinal, goleou a Austrália (3 a 1).
A treinadora Sarina Wiegman, que já havia levado a Holanda ao título europeu em 2017 e ao vice-campeonato mundial em 2019, busca seu primeiro título mundial com a Inglaterra. A equipe tem como destaque a atacante Lauren Hemp, autora de 3 gols no torneio.
O que está em jogo
Além do título inédito, a final coloca em jogo a hegemonia do futebol feminino europeu. Desde 2011, quando o Japão venceu, as europeias dominam: Alemanha (2007), Japão (2011), Estados Unidos (2015 e 2019). Agora, Espanha ou Inglaterra garantirá o terceiro título europeu consecutivo.
Para a Espanha, uma vitória também significaria o primeiro título mundial de sua história no futebol feminino. A seleção espanhola já havia sido vice-campeã europeia em 2022, perdendo para a Inglaterra na final.
A estrutura por trás do feito
O sucesso da Espanha no futebol feminino não é obra do acaso. O país investe pesado nas categorias de base há mais de uma década. A Federação Espanhola de Futebol (RFEF) criou uma estrutura de desenvolvimento que inclui centros de treinamento, competições nacionais e internacionais para as seleções de base.
O resultado aparece nos títulos: a Espanha venceu o Mundial Sub-17 em 2018 e 2022, e o Mundial Sub-20 em 2022. Muitas das jogadoras da seleção principal passaram por essas categorias.
O que esperar da final
A final promete ser equilibrada. A Espanha tem um estilo de jogo baseado na posse de bola e na troca de passes, enquanto a Inglaterra é mais direta e vertical. As duas equipes têm defesas sólidas: a Espanha sofreu apenas 4 gols no torneio, a Inglaterra, 2.
Se a Espanha sair atrás no placar, terá que quebrar um tabu de mais de 30 anos. Mas o time já mostrou capacidade de reação: na semifinal, virou contra a Suécia após estar perdendo por 1 a 0.
Perguntas Frequentes
Qual o feito inédito que a Espanha busca na final?
A Espanha busca vencer uma final de Copa do Mundo após sair atrás no placar, algo que não acontece no futebol feminino desde a primeira edição do torneio, em 1991.
Quando foi a última vez que uma seleção virou uma final de Copa do Mundo?
A última vez foi em 1991, no masculino, quando a Alemanha venceu a Argentina por 3 a 2, de virada.
Quem são as principais jogadoras da Espanha?
A meio-campista Aitana Bonmatí, eleita a melhor do torneio, e a atacante Alba Redondo, artilheira da equipe com 3 gols.
Quem são as principais jogadoras da Inglaterra?
A atacante Lauren Hemp, com 3 gols no torneio, e a meio-campista Georgia Stanway, que marcou gols importantes.
Onde será a final da Copa do Mundo Feminina 2023?
A final será no Stadium Australia, em Sydney, com capacidade para mais de 75 mil torcedores.
Qual o horário da final da Copa do Mundo Feminina 2023?
A partida começa às 7h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da Globo e do sportv.
Quem é a favorita para vencer a final?
As duas equipes chegam equilibradas. A Inglaterra tem mais experiência em finais, mas a Espanha mostrou capacidade de superação.
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