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Atuações: Oliva se destaca, mas ataque do Santos decepciona

O Santos apresentou postura mais competitiva no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, na quarta-feira, na Vila Belmiro, mas não transformou o maior volume de jogo em chances suficientes para buscar a remontada. O meio-campo teve alguns dos melhores nomes do Peixe, enquanto o ataque pouco produziu. As lesões de Neymar, Barreal e Lucas Veríssimo prejudicaram os planos de Cuca durante a partida.

Christian Oliva foi um dos destaques do Santos. O uruguaio teve boa participação na marcação, ajudou a interromper transições do Palmeiras e também apareceu na construção. No segundo tempo, com Willian Arão recuado para a defesa, passou a atuar praticamente sozinho como volante.

Gabriel Brazão teve pouco trabalho. O Palmeiras criou algumas das melhores oportunidades, mas pecou na pontaria, principalmente com Maurício e Vitor Roque. Lucas Veríssimo apresentou segurança nos duelos defensivos e ainda teve grande oportunidade no ataque, mas, com dores no tornozelo, deixou o campo no intervalo. Luan Peres teve dificuldades no começo, porém melhorou na reta final do primeiro tempo e fez segunda etapa muito sólida. Escobar ficou condicionado pelo cartão amarelo e pouco participou, enquanto Igor decepcionou e saiu no intervalo.

Gabriel Bontempo teve atuação abaixo do esperado, com dificuldades para ser associativo e acelerar as jogadas. Barreal fazia partida abaixo tecnicamente antes de sentir dores na parte posterior da coxa esquerda e ser substituído ainda no primeiro tempo. Rollheiser entrou com disposição, mas perdeu influência. Neymar foi o mais acionado no setor ofensivo, sofreu faltas e obrigou Carlos Miguel a trabalhar em cobrança de falta, mas, após sentir dores na coxa direita, não retornou para a etapa final. Gabigol teve atuação apagada e furou ao tentar finalizar dentro da área.

Rony entrou com disposição, mas encontrou dificuldades nas tomadas de decisão e desperdiçou oportunidade ao finalizar por cima. Davizinho deu maior profundidade pelo lado direito e exigiu defesa de Carlos Miguel em chute de fora da área. Cuca escalou força máxima para a improvável remontada, mas perdeu três jogadores por problemas físicos. O treinador aumentou a presença ofensiva no segundo tempo e assumiu riscos ao deixar Oliva como único volante, porém não encontrou soluções para desmontar a sólida defesa palmeirense. O Santos teve volume, mas faltaram criatividade e contundência para transformar a iniciativa em gols.

Letícia Camargo
Repórter de Futebol Feminino
Gaúcha, cobre futebol feminino com profundidade e combate a cobertura rasa do esporte.
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