Atuações do Santos: quem foi bem e quem decepcionou
O Santos pagou caro pelos erros defensivos na derrota por 4 a 2 para o Atlético-MG, nesta quarta-feira, na Arena MRV, que terminou com eliminação nos pênaltis nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Luan Peres teve atuação especialmente ruim, Gabigol marcou o gol que recolocou o Peixe em vantagem no agregado mas desperdiçou sua cobrança, e Cuca viveu noite de erros e acertos.
A resposta direta sobre quem foi bem e quem decepcionou: a defesa foi o setor mais comprometido, com Luan Peres e Gustavo Henrique substituídos no intervalo. No meio, Bontempo cresceu após a pausa e foi o único a converter nos pênaltis. No ataque, Gabigol marcou e parou em Gabriel Delfim; Arthur deu a assistência e teve cobrança defendida. Brazão defendeu o pênalti de Fred.
O primeiro tempo desastroso da defesa
O setor defensivo foi o principal responsável pelo primeiro tempo ruim do Santos. Luan Peres comprometeu logo aos 17 segundos ao perder a bola no lance que terminou no gol de Bernard. Depois, seguiu inseguro e participou de uma defesa que deixou Reinier livre para marcar outras duas vezes.
Gustavo Henrique também teve dificuldades para acompanhar o ritmo do confronto e pouco ajudou na proteção do setor. Ambos acabaram substituídos por Cuca no intervalo. Willian Arão apresentou mais segurança que os companheiros, mas também esteve inserido em um sistema defensivo vulnerável. Rodinei e Escobar sofreram pelos lados, e o lateral-direito ainda estava na marcação de Cuello no quarto gol, quando o atacante apareceu livre para cabecear. Brazão não teve responsabilidade direta pelos gols e ainda defendeu a cobrança de Fred na disputa de pênaltis.
A reação no segundo tempo e os pênaltis
O meio santista passou boa parte da primeira etapa sem conseguir controlar o jogo. João Schmidt teve dificuldades diante da movimentação do Atlético-MG, enquanto Bontempo esteve distante do nível apresentado recentemente. O cenário melhorou depois do intervalo. Bontempo passou a aparecer mais próximo da área e quase marcou em finalização defendida por Delfim com auxílio da trave. Nos pênaltis, foi o único santista a converter.
Rollheiser não se escondeu e teve participação importante no primeiro gol, ao cobrar a falta desviada por Lyanco contra a própria meta. Arthur entrou bem e deu o passe para Gabigol marcar, mas terminou a noite com uma cobrança defendida na disputa decisiva.
Gabigol sofreu com a pouca produção ofensiva do primeiro tempo, mas cresceu junto com o Santos na etapa final. O camisa 9 aproveitou o passe de Arthur e marcou o gol que, naquele momento, classificava o Peixe. Ainda teve outra oportunidade para ampliar. Nos pênaltis, porém, parou em Gabriel Delfim na primeira cobrança santista. Rony, por sua vez, teve pouca participação ofensiva, embora tenha brigado pela bola e sofrido a falta que originou o gol contra de Lyanco.
O próximo desafio do Santos agora é reorganizar o sistema defensivo antes do retorno ao calendário nacional, já que a eliminação expôs falhas que Cuca precisará corrigir.