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Bahia vence 4 seguidos na Série A após 35 anos

O Bahia venceu o Remo por 2 a 1, na última segunda-feira, e chegou a quatro vitórias seguidas na Série A pela primeira vez em 35 anos. A sequência veio sobre Vitória, Internacional, Bragantino e Remo. O resultado também levou o Tricolor ao G-4 e confirmou o melhor momento da equipe na temporada.

Em resumo: foram quatro triunfos consecutivos na elite, marca que o clube não atingia desde a edição de 1991. Além disso, a invencibilidade subiu para 11 jogos, igualando o segundo maior período sem derrotas do Bahia na história do Campeonato Brasileiro.

A última vez que o Bahia havia vencido quatro partidas seguidas na Série A tinha sido em 1991, segundo levantamento de Pedro Pereira, da página ECBahia Números. Foi a quinta vez que o Tricolor emplacou essa sequência na elite. O recorde do clube segue sendo de sete vitórias consecutivas, registrado na edição de 1986.

Os quatro resultados recentes destravam uma campanha que vinha oscilando. Contra o Remo, o time confirmou o melhor momento da temporada e, de quebra, entrou no G-4. A leitura de bastidor é simples: sequência longa sem perder costuma indicar equilíbrio entre setor defensivo e aproveitamento ofensivo, não apenas sorte de calendário.

O levantamento histórico mostra o peso da marca. Em 1986, o Bahia emendou sete vitórias na Série A, número que permanece como teto do clube na elite. Depois disso, a sequência de quatro triunfos só reapareceu em 1991. Ou seja, o intervalo de 35 anos separa duas gerações de torcedores que não viram o time engatar quatro resultados positivos seguidos no Brasileirão.

Agora, o que falta para o Bahia transformar a sequência em algo maior é sustentar o ritmo fora de casa e contra adversários de tabela mais alta. A invencibilidade de 11 jogos já iguala o segundo maior período do clube na elite, mas o recorde de sete vitórias seguidas de 1986 continua distante. Cada rodada passa a valer como teste de consistência, não apenas de resultado.

Para o torcedor que acompanha o mercado da bola, o dado histórico também muda a régua de avaliação do elenco. Sequências assim costumam valorizar peças do plantel e mexer com a lógica de renovação. Contrato fala mais alto que declaração, e o desempenho em campo é o que sustenta qualquer negociação.

Gustavo Pereira Lacerda
Editor de Mercado da Bola
Catarinense, editor especializado em transferências e bastidores do mercado do futebol com fonte e ceticismo.
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