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Na Bancada na Copa do Casos - Edição 009: À espera do show de Trump

ResumoNa Bancada na Copa do Casos - Edição 009 analisa a final entre Argentina e Espanha, com Messi e Scaloni buscando o bicampeonato. Donald Trump, após evitar vaias e usar a Copa para avançar na agenda política, prepara-se para o grande show na cerimônia de encerramento.

Na edição 009 do Na Bancada na Copa do Casos, a análise mergulha na final entre Argentina e Espanha, com Messi e Scaloni em busca do bicampeonato, enquanto Donald Trump, após evitar vaias e usar a Copa para avançar em sua agenda política, se prepara para o grande show na cerimôni

Bianca Ferreira Maia
por Bianca Ferreira Maia · 19 de julho de 2026
Na Bancada na Copa do Casos - Edição 009: À espera do show de Trump

Na Bancada na Copa do Casos - Edição 009: À espera do show de Trump

A final da Copa do Mundo de 2026 coloca Argentina e Espanha frente a frente. Enquanto Lionel Messi e Lionel Scaloni buscam o bicampeonato, algo que só Itália e Brasil conseguiram, Donald Trump, após evitar vaias públicas, confirma presença na final e deve usar o palco para celebrar sua agenda política, incluindo tarifas e detenções em massa.

O caminho da Argentina: de 2018 à final

Em 2018, a Argentina foi eliminada pela França de um jovem Mbappé. Messi era visto como um craque que encerraria sua passagem pela seleção, marcada por dramas e tragédias. Mas ele ressurgiu como protagonista de uma geração que o seguiu como devotos. No comando, Lionel Scaloni, um líder adepto da autogestão, que "manda obedecendo", sujeito às impressões de quem está em campo. Juntos, chegaram à segunda final consecutiva, algo raro. Agora, estão a um passo de igualar Itália (em condições controversas) e Brasil (de Pelé e Garrincha): ganhar duas vezes seguidas.

O estilo espanhol: coletivo sem estrelas

A Espanha é dona de um futebol que divide opiniões. O zelo pelo controle da bola, a paciência em rodá-la até desconcentrar o adversário, um jogo profundamente coletivo, sem estrelas, mas que só funciona porque é praticado por pés e mentes de altíssima qualidade. Dois tipos de dedicação coletiva: o que trabalha a favor do fator desequilibrante (Messi) e o que trabalha em conjunto, equilibrado do gol ao ataque.

O show de Trump: ausência estratégica e presença na final

Uma das grandes surpresas da Copa foi a ausência de Donald Trump dos estádios até a final. Após vaias em uma partida da NBA, ele não esteve na abertura, enviando representantes. Oficialmente, sua presença na final foi confirmada em 16 de julho, algo obrigatório para um chefe de estado anfitrião. Há chance de repetir a "presepada" da Copa do Mundo de Clubes, quando não desgarrou do capitão do Chelsea na foto do título.

A agenda política por trás do torneio

Trump endossou a conspiração que anulou a expulsão de Folarin Balogun, atacante da US Soccer, nas oitavas contra a Bélgica. Enquanto a bola rolava, ele abriu uma nova frente de guerra no Irã e impôs tarifas a meio mundo, inclusive ao Brasil. No contexto interno, o ICE aproveitou a atenção ao torneio para promover detenções em massa: entre 26 e 30 de junho, 10 mil pessoas foram detidas, média de 2 mil por dia, quase o dobro do início do ano. Segundo o New York Times, houve pressão da Casa Branca para aumentar as prisões, com 80% do pessoal voltado para operações de detenção.

O palco da final e o lucro político

Com ingressos a cerca de US$ 9 mil (R$ 45 mil) no site da FIFA, o público na final deve ser pouco preocupado em demonstrar desapreço pelo mandatário. Ambiente controlado, Trump fará do encerramento um evento de celebração pessoal: avançou em políticas caóticas, gerou números impactantes, não apareceu sob vaias e vai agradecer a bajulação com a taça nas mãos, ao lado de Messi ou de Rodri.

Leituras para a final

Os companheiros do Copa Além da Copa separaram duas publicações. Sobre a Espanha: "A influência basca no futebol espanhol", que explora como catalães, bascos, galegos e andaluzes trocam identidades locais pela bandeira espanhola. Sobre a Argentina: "A transformação argentina de 1978 a 2026", uma leitura filosófica do futebol do país vizinho, da seleção campeã com técnico filósofo em plena ditadura à seleção de Messi, um gênio apático midiaticamente.

Perguntas Frequentes

Por que Donald Trump não apareceu nos estádios antes da final?

Após sonoras vaias em uma partida da final da NBA, Trump optou por evitar exposição pública, enviando representantes de primeiro escalão para observar as partidas.

Qual foi o papel de Trump na anulação da expulsão de Balogun?

Trump endossou e chamou de sua a conspiração política que forçou figurões da FIFA a aceitarem a anulação da expulsão de Folarin Balogun para a partida contra a Bélgica.

Quantas pessoas foram detidas pelo ICE durante a Copa?

Entre 26 e 30 de junho, 10 mil pessoas foram detidas, uma média de 2 mil por dia, quase o dobro do início do ano.

O que está em jogo para Messi e Scaloni na final?

Eles buscam o bicampeonato consecutivo, algo que só Itália (em condições controversas) e Brasil (de Pelé e Garrincha) conseguiram.

Como a Espanha joga?

Com um futebol coletivo, sem estrelas, baseado no controle da bola e na paciência para desconcentrar o adversário, praticado por pés e mentes de altíssima qualidade.

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