Barboza fala sobre tempo parado e plano de adaptação no Palmeiras
Em entrevista coletiva, o zagueiro Barboza abriu o jogo sobre os meses afastado dos gramados e detalhou o plano de adaptação que vem seguindo no Palmeiras para retomar o ritmo de jogo.
Barboza fala sobre tempo parado e plano de adaptação no Palmeiras
Barboza, zagueiro do Palmeiras, concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol nesta quarta-feira (12) e detalhou o período de recuperação após uma lesão muscular na coxa direita. O defensor falou sobre o tempo parado, o trabalho de fortalecimento e o plano de adaptação gradual traçado pela comissão técnica para reintegrá-lo ao time titular.
Barboza, zagueiro do Palmeiras, falou sobre o período de recuperação após lesão e o plano de adaptação gradual para voltar a jogar. Ele destacou o suporte da comissão técnica e a paciência para readquirir confiança física, evitando precipitações que comprometam o retorno.
O tempo parado e a recuperação
Foram três meses sem jogar. Barboza sofreu uma lesão muscular de grau 2 na coxa direita durante uma partida do Campeonato Brasileiro, em março. O zagueiro explicou que, embora o prazo inicial de recuperação fosse de seis a oito semanas, uma recidiva no início do tratamento estendeu o período.
"Foram semanas difíceis, de muito trabalho na fisioterapia e no fortalecimento. A gente quer voltar logo, mas o corpo tem o tempo dele. Aprendi a respeitar isso", disse o jogador. A comissão técnica, liderada pelo preparador físico Eduardo Santos, montou um cronograma que incluiu sessões diárias de hidroterapia e treinos de propriocepção antes de retomar a corrida.
Plano de adaptação: passo a passo
O plano de adaptação de Barboza segue um protocolo comum em casos de lesões musculares prolongadas, mas com ajustes individuais. Segundo o departamento médico do Palmeiras, o atleta passou por três fases desde o início da transição:
- Fase de recondicionamento aeróbico (3 semanas): corridas leves e bicicleta ergométrica, com monitoramento de carga por frequência cardíaca.
- Fase de treino com bola (2 semanas): participação em atividades técnicas reduzidas, sem contato físico.
- Fase de integração gradual (em andamento): treinos coletivos com carga progressiva, começando com 30 minutos e aumentando 10 minutos por sessão.
O zagueiro já participou de dois treinos completos com o elenco e deve ficar à disposição para a partida contra o São Paulo, no próximo domingo. "A tendência é que ele comece no banco e ganhe minutos aos poucos. Não vamos queimar etapas", afirmou o técnico Abel Ferreira, em coletiva posterior.
A confiança como pilar
Barboza admitiu que a parte mental foi tão desafiadora quanto a física. "Você fica com receio de pisar errado, de sentir aquela fisgada de novo. O apoio dos psicólogos do clube e da minha família foi fundamental para eu não surtar", revelou. Ele contou que, durante o período parado, assistiu a todos os jogos do Palmeiras e manteve contato diário com os companheiros de elenco.
O zagueiro também destacou a importância de não se comparar com outros atletas que voltaram mais rápido de lesões semelhantes. "Cada corpo reage de um jeito. O Murilo, por exemplo, teve uma lesão parecida e voltou em seis semanas. Eu precisei de mais tempo, e tudo bem. O importante é voltar bem, não voltar logo", disse.
O papel do DM e da comissão técnica
O departamento médico do Palmeiras, coordenado pelo Dr. Pedro Vasconcelos, adotou uma abordagem conservadora para evitar novas recaídas. Exames de ressonância magnética foram realizados a cada 15 dias para monitorar a cicatrização da fibra muscular. "O acompanhamento foi rigoroso. Cada etapa só avançava com aval dos exames", explicou o médico, em nota oficial.
A comissão técnica, por sua vez, ajustou a carga de treinos dos defensores para que Barboza não se sentisse pressionado a acelerar o retorno. "O clube tem um elenco qualificado. Não precisamos arriscar a saúde de ninguém por resultado imediato", completou Abel Ferreira.
O que esperar do retorno
Barboza deve ser relacionado para o clássico contra o São Paulo, mas a tendência é que comece no banco. A expectativa é que ele ganhe minutos no segundo tempo, caso o placar permita. "Se entrar, vou dar meu máximo. Mas sei que o time está bem sem mim. Minha função é somar quando for a hora", afirmou.
O zagueiro também projetou a sequência: "Depois desse jogo, temos uma semana cheia de treinos. Aí, se Deus quiser, já estou apto a jogar 90 minutos. Mas isso é conversa com o professor Abel".
Perguntas Frequentes
Quanto tempo Barboza ficou parado?
Três meses, entre março e junho de 2025, devido a uma lesão muscular de grau 2 na coxa direita.
Qual foi a lesão de Barboza?
Uma lesão muscular na coxa direita, classificada como grau 2, que teve uma recidiva no início do tratamento.
Quando Barboza volta a jogar pelo Palmeiras?
Ele deve ser relacionado para o clássico contra o São Paulo, no domingo (16), e pode entrar no segundo tempo.
Como foi o plano de adaptação de Barboza?
O plano incluiu três fases: recondicionamento aeróbico, treino com bola e integração gradual aos treinos coletivos.
Barboza vai ser titular no clássico?
Não. A tendência é que ele comece no banco e ganhe minutos gradualmente.
Quem acompanhou a recuperação de Barboza?
O departamento médico do Palmeiras, liderado pelo Dr. Pedro Vasconcelos, e a comissão técnica de Abel Ferreira.
Barboza sentiu medo de se lesionar de novo?
Sim. O zagueiro admitiu receio de pisar errado e sentir a lesão novamente, mas contou com apoio psicológico.
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