Talisca deixa Fenerbahçe a contragosto após fritura pós-renovação
Anderson Talisca não queria sair, mas o cenário no Fenerbahçe mudou de forma brusca. O baiano de 32 anos, que marcou um gol em cada uma das quatro primeiras partidas da pré-Champions, estava feliz em Istambul e contava com o apoio da torcida. Ainda assim, a relação chegou ao fim, e o atacante assinou com o Al-Jazira, dos Emirados Árabes, a contragosto.
A virada começou com a chegada de dois nomes pesados: Lukaku, astro internacional, e Vedat Muriqi, nascido em Kosovo. Com eles, o Fenerbahçe esbarrou no limite de estrangeiros imposto pelo Campeonato Turco. Cada clube pode relacionar, no máximo, 14 estrangeiros na lista de 28 jogadores, sendo 10 sem restrição de idade e quatro com menos de 23 anos. Após as contratações, o clube tirou Talisca dos últimos dois jogos, um movimento que abriu espaço para a saída.
O processo de fritura posterior à renovação foi determinante. Talisca lembra da parceria com Cristiano Ronaldo: "Jogar com o gajo é diferente", disse, em referência ao tempo em que atuaram juntos. Mas a badalada liga turca ficou para trás. Agora, o brasileiro inicia uma nova fase nos Emirados Árabes, onde terá menos holofotes, mas também menos concorrência por posição.
A decisão do Fenerbahçe foi técnica, mas também burocrática. Com Lukaku e Muriqi no elenco, manter Talisca exigiria abrir mão de outro estrangeiro, algo que o clube não estava disposto a fazer. O brasileiro, que vivia bom momento, foi a peça sacrificada. O Al-Jazira, por sua vez, ganha um atacante com faro de gol e experiência internacional mercado da bola internacional.
Aos 32 anos, Talisca ainda tem mercado, mas a saída forçada deixa um gosto amargo. No Fenerbahçe, ele era ídolo e tinha a torcida ao seu lado. Nos Emirados, o desafio é provar que a fase goleadora não dependia do ambiente turco. O próximo confronto do Al-Jazira será o primeiro teste para medir o impacto do reforço contratações do futebol árabe.