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Savinho no City de Maresca: pontas em destaque

ResumoSavinho, ponta brasileiro do Manchester City sob Enzo Maresca, ganha destaque tático como opção ofensiva em profundidade. O esquema do técnico italiano valoriza extremos com mobilidade e finalização, beneficiando o jogador de 20 anos. O Tottenham monitora o atleta, mas a nova função no City amplia seu valor de mercado e minutos em campo.

O Manchester City de Enzo Maresca mostra nova ideia para os pontas. Savinho, alvo do Tottenham, pode ser beneficiado. Entenda a tática e os destaques.

Vinícius Portela
por Vinícius Portela · 10 de agosto de 2026
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Savinho no City de Maresca: por que pontas podem ser destaques

O Manchester City de Enzo Maresca dá seus primeiros passos na pré-temporada. O empate em 1 a 1 com a Internazionale e a vitória sobre as estrelas do Campeonato Sul-Coreano serviram como primeira mostra de suas ideias, parecidas com as do ex-técnico Pep Guardiola, mas com diferenças em relação aos atacantes pelos lados.

A nova função dos pontas no esquema de Maresca

"Guardiola queria que eu ficasse aberto ou um pouco mais por dentro, dependendo do nosso adversário. Enzo é mais sobre ficar aberto e, quando você recebe a bola, criar oportunidades", definiu Antoine Semenyo, sobre uma das diferenças dos técnicos. Isso ficou evidente nos dois jogos da pré-temporada.

Contra os italianos, Semenyo estava bem aberto na esquerda; Savinho, pela direita. Quando os dois saíram, o garoto da base Ryan McAidoo (direita) e o lateral-esquerdo Rayan Aït-Nouri exerceram a função. Inclusive, Maresca usou McAidoo como exemplo do que espera de um jogador de lado de campo.

"Temos conversado com o clube sobre o Ryan e, desde o primeiro dia, ele é exatamente o tipo de ponta que eu gosto. Muito agressivo no um contra um, sempre tentando, tomando a decisão certa", elogiou.

Semenyo repetiu a função frente aos principais jogadores da K-League, dessa vez à direita. Do outro lado estava Aït-Nouri, novamente improvisado, também sempre na amplitude. Os reservas na etapa final foram Jeremy Monga e Savinho.

Savinho pode ser potencializado pelo sistema

A empolgação de Semenyo não é por acaso. A forma que Maresca usa os pontas costuma potencializá-los, e isso também é uma boa notícia para Savinho.

Alvo do Tottenham, que ainda não chegou ao valor que o City quer pelo jogador, Savinho, até o momento, segue no City. Se ficar, pode ser uma peça improvável a ser potencializada pela ideia tática de Maresca. O brasileiro é o tipo de ponta característico formado no Brasil: rápido, ágil na mudança de direção e, principalmente, muito habilidoso.

Não à toa, foi o líder em dribles em LaLiga pelo Girona em 2023/24 (104 fintas em 37 jogos), à frente de nomes como Vinicius Júnior, Nico Williams e Lamine Yamal, temporada que o credenciou para chegar aos Citizens. Por ser canhoto jogando na direita, consegue cortar para dentro para buscar a assistência ou o gol.

A adaptação na Inglaterra, porém, não foi a ideal. Em duas Premier Leagues disputadas, só fez dois gols. No último ano, não chegou a nem dez jogos como titular. Jovem, com apenas 22 anos, ainda tem margem para evoluir e se consolidar na maior liga do mundo.

A diferença para o estilo de Guardiola

Por Maresca sempre querer os pontas bem abertos, Savinho pode se beneficiar, pois a ideia do sistema é deixar esses jogadores sempre no mano a mano contra um defensor, tendo a vantagem de ser mais rápido. Vale citar que com Guardiola isso também ocorria, mas o ex-Atlético-MG não conseguiu brilhar. A diferença é que o italiano tem isso como uma das principais partes de seu trabalho e com histórico positivo.

No amistoso com a Inter e com os sul-coreanos, o brasileiro não foi bem. Outros nomes, porém, já puderam se beneficiar. Semenyo provavelmente foi o melhor em campo nas duas partidas, com uma assistência em cada após limpar a marcação em jogadas mano a mano, além de, após cortar para dentro, ter obrigado defesa do goleiro antes do gol do jovem Divin Mubama frente aos asiáticos.

Pelo menos um dos pontas já se adaptou ao que é exigido e justifica a empolgação.

"Vou ter situações de um contra um durante a maior parte dos jogos, e estou ansioso por isso", disse Semenyo ao "The Athletic".

O histórico de Maresca com pontas

O italiano, nos dois clubes ingleses em que trabalhou antes, sempre manteve essa marca. No Leicester, campeão da Championship em 2023/24, Maresca teve Stephy Mavididi (ponta esquerda) e Abdul Fatawu (ponta direita) como grandes destaques, em especial pelos dribles, criação de chances e gols marcados.

Em um ano e meio no Chelsea, a estrutura não teve o mesmo sucesso, mas foi mantida: Pedro Neto, Noni Madueke, Alejandro Garnacho e Estêvão foram alguns dos usados no setor para ficarem na amplitude e usarem o drible ou a velocidade. Cole Palmer, inclusive, acabou virando mais um camisa 10, saindo da ponta direita.

Com isso, muitas vezes os laterais Marc Cucurella, Reece James e Malo Gusto se alternavam entre fazer saída de três com os zagueiros, ser um volante ou avançar mais e ser como um atacante no "meio-espaço", termo para definir a zona entre zagueiro e lateral adversário.

Essa estrutura também foi usada por Guardiola em vários momentos nas dez temporadas que comandou, afinal, Maresca é um dos discípulos dele.

Uma das versões mais marcantes da era Pep tinha Raheem Sterling de um lado e Leroy Sané do outro. A questão é que o catalão foi mudando isso com o tempo, por vezes usando jogadores com características menos de drible nas pontas, como laterais ou até meias, caso de Phil Foden e Bernardo Silva.

O papel dos laterais e a tendência para a temporada

Para que os pontas fiquem sempre bem abertos no momento ofensivo, os laterais também ganham função especial. O amistoso contra a Inter deu uma pista.

O ala esquerdo era Stephen Mfuni, zagueiro de origem que ficou na base da jogada junto da dupla de zaga. Na direita, Rico Lewis avançava uma linha e ficava alinhado a Matteo Kovacic no meio-campo. A estrutura parecia um 3-2-5, repetida contra as estrelas do Campeonato Sul-Coreano, com alguns jogadores diferentes.

Claro que há variações. No Chelsea, Palmer, nos momentos em que atuou pelo lado, flutuava para dentro e tinha um lateral para dar amplitude.

O elenco do City, porém, só tem Aït-Nouri com essa característica de profundidade e ultrapassagem no corredor. À esquerda, Nico O'Reilly e, à direita, Rico Lewis e Matheus Nunes são mais meias com qualidade no passe e, sob o comando de Guardiola, normalmente flutuavam para dentro ou ficavam na saída de bola.

Por isso, a tendência é as pontas ficarem mesmo com Savinho, Semenyo e Jérémy Doku, que ainda não se reapresentou pela Copa do Mundo, além de ver se a improvisação de Aït-Nouri continuará e se algum dos jovens que Maresca testou fique no time principal.

Próximos desafios do Manchester City

O próximo amistoso do Manchester City será neste domingo (9), quando enfrenta o Atlético de Madrid. A temporada inglesa inicia em 16 de agosto, com a Community Shield, contra o Arsenal.

Perguntas Frequentes

Savinho vai sair do Manchester City?

Até o momento, Savinho segue no City. O Tottenham demonstrou interesse, mas ainda não chegou ao valor que o clube inglês quer pelo jogador.

Qual a diferença entre Maresca e Guardiola no uso dos pontas?

Guardiola variava entre pontas abertos e por dentro, enquanto Maresca prefere mantê-los bem abertos para criar oportunidades no mano a mano.

Quem são os pontas do City na pré-temporada?

Antoine Semenyo, Savinho, Ryan McAidoo, Rayan Aït-Nouri (improvisado) e Jeremy Monga foram testados na função.

Quando o City volta a jogar?

O próximo amistoso é contra o Atlético de Madrid neste domingo (9). A temporada começa em 16 de agosto, com a Community Shield contra o Arsenal.

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