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Buffon: Guardiola não garantia resultados na seleção da Itália

ResumoGianluigi Buffon, ex-goleiro da seleção italiana, afirmou que Pep Guardiola, considerado o maior treinador dos últimos 30 anos, não garantiria resultados imediatos na Itália. Buffon destacou que a ausência da Azzurra em três Copas do Mundo exige reformulação estrutural, não apenas mudança de comando técnico. A declaração reflete ceticismo sobre soluções rápidas no futebol italiano.

Fora das últimas três Copas do Mundo, a Itália tenta se reformular. Buffon diz que Guardiola, mesmo sendo o maior treinador dos últimos 30 anos, não traria garantias. Entenda os bastidores.

Marcos Vinícius Lopes
por Marcos Vinícius Lopes · 02 de agosto de 2026
Buffon: Guardiola não garantia resultados na seleção da Itália

Buffon: 'Mesmo com Guardiola, não haveria nenhuma garantia de resultados na seleção da Itália'

A seleção italiana segue fora das últimas três edições da Copa do Mundo, e a Federação Italiana de Futebol (FIGC) iniciou uma nova tentativa de reformulação. Entre os alvos estava Pep Guardiola, livre no mercado após deixar o Manchester City. Para Gianluigi Buffon, porém, nem mesmo a chegada do treinador espanhol garantiria o sucesso da Azzurra.

Em entrevista ao jornal "Gazzetta dello Sport", o ex-chefe da delegação italiana foi questionado sobre Guardiola. Buffon reconheceu que o ex-técnico dos Citizens seria um nome de impacto, mas alertou: com os bastidores turbulentos da federação, o espanhol poderia ter seu trabalho afetado.

Por que Buffon não vê garantias com Guardiola

"Só o nome dele já nos daria um impulso, e precisávamos disso. Mas mesmo com ele, não haveria nenhuma garantia de resultados: ele é o maior (treinador) dos últimos 30 anos, mas treinou clubes. A seleção é outra história", opinou o ex-goleiro, recordista em jogos pela Itália, com 176 partidas.

A declaração reflete um ceticismo técnico e também uma leitura do ambiente. Guardiola construiu a carreira em clubes de elite, onde o ciclo de trabalho é curto e o elenco é montado por contratações. Na seleção, o treinador depende do que está disponível e lida com janelas de treino raras. A equação muda por completo.

O cenário turbulento na FIGC

A crise na federação começou com a eliminação para a Bósnia-Herzegovina nos playoffs das Eliminatórias Europeias. Gennaro Gattuso deixou o comando da Azzurra em abril. Giovanni Málago foi eleito presidente da FIGC e sondou diversos nomes, incluindo Guardiola, que chegou a um acordo para uma saída antecipada no Etihad Stadium para tirar um período sabático.

O treinador de 55 anos já havia tornado público o desejo de treinar uma seleção e mantinha ligação com o futebol italiano por suas passagens por Brescia e Roma como jogador. A federação fez proposta, Guardiola considerou o convite, mas recusou para priorizar o descanso ao lado da família.

Além de Gattuso, Buffon também pediu demissão do cargo na seleção, função exercida desde agosto de 2023. O chefe da delegação acompanhou a resignação de Gabriele Gravina no alto comando da FIGC, mas, nas últimas semanas, foi chamado para a nova era.

A saída de Maldini e Leonardo

Paolo Maldini, diretor de seleções, e Leonardo, consultor da FIGC, ofereceram a Buffon o posto de gerente de futebol. O ídolo da Azzurra trabalharia com a base e próximo ao novo treinador, mas disse não à proposta para ter mais tempo com a família enquanto "recarregava as energias".

Sem Guardiola e Buffon, Maldini e Leonardo definiram que Andrea Pirlo seria o técnico até 2030. A contratação não saiu do papel sob o pretexto de sua ligação com uma casa de apostas da Rússia. A reviravolta motivou as renúncias do diretor de seleções e do consultor depois de apenas 16 dias trabalhados.

Mancini e Ranieri para estancar a crise

Para estancar a crise, a federação rapidamente apontou Roberto Mancini como treinador e Claudio Ranieri como diretor da Azzurra. A dupla terá a missão de garantir a vaga no próximo Mundial, já que a última partida da Itália na competição foi em 2014, no Brasil.

A escolha de Mancini traz experiência de clubes e seleção, enquanto Ranieri conhece o vestiário e a pressão de competições de mata-mata. O desafio é reconstruir a confiança de um elenco que convive com a instabilidade fora de campo.

O que esperar da nova era da Azzurra

A resposta virá nos próximos jogos das Eliminatórias. A torcida cobra resultados imediatos, mas o trabalho de reconstrução exige tempo. A dupla Mancini e Ranieri precisa equilibrar a pressão por classificação com a necessidade de dar identidade ao time.

A ausência de Guardiola tira o brilho do projeto, mas a diretoria aposta em nomes que conhecem o futebol italiano. A pergunta que fica é se a estabilidade institucional virá antes dos resultados em campo. Para Buffon, o problema nunca foi só o treinador. bastidores da seleção italiana carreira de Guardiola

Perguntas Frequentes

Por que Buffon acha que Guardiola não garantiria resultados?

Porque Guardiola treinou clubes, não seleções, e a seleção é outra história, com menos tempo de treino e mais pressão institucional.

Quem é o novo técnico da seleção italiana?

Roberto Mancini foi apontado como treinador, com Claudio Ranieri como diretor da Azzurra.

Quando foi a última participação da Itália na Copa do Mundo?

A última partida da Itália na competição foi em 2014, no Brasil.

Por que Andrea Pirlo não virou técnico da Itália?

A contratação não saiu do papel sob o pretexto de sua ligação com uma casa de apostas da Rússia.

Qual a função de Buffon na seleção italiana?

Buffon era chefe da delegação, cargo que pediu demissão, mas foi chamado para a nova era e recusou o posto de gerente de futebol.

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