# Chip no Brasileirão? Tecnologia protegida por patente não tem previsão para chegar ao Brasil

> A tecnologia de chip na bola, usada na Copa do Mundo e em ligas europeias, não tem previsão para chegar ao futebol brasileiro. A patente internacional e os altos custos de implementação são os principais entraves, segundo a CBF.

*Esporte Notícia · Futebol · 05 de julho de 2026 · Vinícius Portela*

O futebol brasileiro convive com lances polêmicos e reclamações de arbitragem a cada rodada. Uma das soluções adotadas em competições internacionais, o chip na bola, ainda não tem data para estrear no Brasileirão. A tecnologia, patenteada pela FIFA e pela empresa alemã Kinexon, esbarra em custos elevados e na falta de estrutura nos estádios nacionais.

O chip na bola, tecnologia patenteada pela FIFA e pela empresa alemã Kinexon, não tem previsão para ser adotado no Campeonato Brasileiro. A CBF alega que o custo de implementação, estimado em milhões de reais por temporada, e a necessidade de adaptação dos estádios inviabilizam o uso no curto prazo.

## O que é o chip na bola e como funciona

O dispositivo, chamado de "Connected Ball" pela FIFA, é um sensor de 14 gramas instalado no centro da bola. Ele captura dados de movimento 500 vezes por segundo e envia informações em tempo real para o sistema de arbitragem de vídeo (VAR). O sistema já foi usado na Copa do Mundo de 2022, no Catar, e em ligas como a Premier League, na Inglaterra.

### Patente internacional e custos

A tecnologia é protegida por patentes detidas pela FIFA e pela Kinexon, empresa especializada em rastreamento esportivo. O uso do chip exige o pagamento de royalties por partida, além da aquisição de bolas especiais, cada unidade custa cerca de R$ 500, contra R$ 150 de uma bola tradicional de jogo. Para uma temporada inteira do Brasileirão, seriam necessárias mais de 1.000 bolas, sem contar os equipamentos de recepção nos estádios.

## Por que o Brasil ainda não adotou a tecnologia

A CBF, em nota oficial, afirmou que o chip na bola "não está nos planos imediatos" para o Campeonato Brasileiro. A entidade cita três entraves principais: o custo elevado de implementação, a necessidade de adaptação de todos os estádios da Série A e a falta de padronização dos equipamentos de VAR no país.

### O custo da implementação

Segundo estimativas da própria CBF, equipar os 20 estádios da Série A com receptores de sinal e softwares compatíveis custaria entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões. A cada temporada, o gasto com bolas e manutenção do sistema somaria mais R$ 3 milhões. Em comparação, a Premier League gastou cerca de 20 milhões de libras para implementar o sistema em 2023.

### O VAR brasileiro ainda engatinha

O VAR foi implantado no Brasileirão em 2019, mas a CBF admite que a infraestrutura ainda é desigual entre os estados. Clubes do eixo Rio-São Paulo têm equipamentos mais modernos, enquanto equipes do Norte e Nordeste operam com aparelhos de gerações anteriores. O chip na bola exigiria uma atualização geral, o que a entidade considera inviável no curto prazo VAR no Brasil: problemas e soluções.

## Experiências internacionais com o chip

Na Copa do Mundo de 2022, o chip na bola foi usado para auxiliar a marcação de impedimentos e gols. O sistema detectou, por exemplo, o toque de mão de Cristiano Ronaldo em um gol anulado na fase de grupos. Na Premier League, a tecnologia entrou em operação em 2023 e reduziu em 40% o tempo de revisão de lances de gol.

### O que falta para o Brasil

Para que o chip chegue ao Brasileirão, a CBF teria que negociar com a FIFA e a Kinexon os direitos de uso, além de arcar com os custos. Uma alternativa seria a parceria com a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que já testou a tecnologia na Copa Libertadores de 2024. A entidade, no entanto, não confirma previsão para adoção no continente.

## O futuro da arbitragem no futebol brasileiro

Enquanto o chip não chega, a CBF aposta no aprimoramento do VAR e na capacitação dos árbitros. Em 2025, a entidade anunciou um investimento de R$ 5 milhões em novos equipamentos de vídeo para os estádios da Série A. A meta é reduzir o tempo de revisão dos lances para menos de 60 segundos, contra a média atual de 2 minutos e 30 segundos.

### A pressão dos clubes

Clubes como Flamengo, Palmeiras e Corinthians já manifestaram publicamente o desejo de ver o chip na bola no Brasileirão. Em 2024, o Flamengo chegou a propor uma comissão de estudos sobre a tecnologia, mas a CBF não avançou com a pauta. A falta de consenso entre os 20 clubes da Série A sobre a divisão dos custos é um dos entraves clubes pressionam por tecnologia na arbitragem.

## Perguntas Frequentes

### O chip na bola é usado em alguma liga brasileira?

Não. Nenhuma competição nacional, incluindo o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e os estaduais, utiliza a tecnologia.

### Quanto custa uma bola com chip?

Cada bola com chip custa cerca de R$ 500, contra R$ 150 de uma bola tradicional de jogo.

### O chip na bola substitui o VAR?

Não. O chip é um complemento ao VAR, fornecendo dados de movimento da bola para auxiliar decisões de impedimento e gol.

### Qual a previsão para o chip chegar ao Brasil?

A CBF não tem previsão oficial. A entidade afirma que a tecnologia "não está nos planos imediatos".

### O chip na bola é patenteado?

Sim. A tecnologia é protegida por patentes detidas pela FIFA e pela empresa alemã Kinexon.

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Fonte (canonical): https://www.esportenoticia.com.br/futebol/chip-brasileirao-tecnologia-protegida-por-patente-nao-tem-previsao-chegar-ao-bra/
