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Comissão de Ética do São Paulo arquiva representação contra Massis

ResumoA Comissão de Ética do São Paulo arquivou a representação contra o presidente Harry Massis. O relator citou a perda do objeto após o pagamento da dívida com a Lazio. A oposição questiona a decisão e busca recurso.

A Comissão de Ética do São Paulo arquivou a representação contra o presidente Harry Massis. O relator citou a perda do objeto após o pagamento da dívida com a Lazio. Oposição questiona a decisão e busca recurso.

Letícia Camargo
por Letícia Camargo · 28 de agosto de 2026
Comissão de Ética do São Paulo arquiva representação contra Massis

A Comissão de Ética e Disciplina do São Paulo arquivou, nesta quinta-feira, a representação apresentada contra o presidente Harry Massis. O documento, protocolado no Conselho Deliberativo no final de julho por conselheiros da oposição, pedia o afastamento liminar do dirigente e a abertura de processo disciplinar que poderia culminar em expulsão do clube social.

Um dos principais fundamentos do pedido era o transfer ban sofrido pelo São Paulo no final de julho. O clube foi punido pela Fifa no dia 21 de julho pelo não pagamento da primeira parcela, de 1,05 milhão de euros (R$ 6,2 milhões na cotação da época), da compra de Marcos Antonio junto à Lazio, da Itália.

Na decisão final, o relator Milton José Neves Júnior apontou que o "objeto" da representação se perdeu após o pagamento feito pelo clube à Lazio e a consequente derrubada do transfer ban, ocorrida em 5 de agosto. Naquele momento, a ação ainda era analisada pelo órgão.

A representação também citava outros atos da gestão que indicariam possível gestão temerária, como o áudio vazado de Massis em maio, os atrasos nos direitos de imagem dos jogadores, a demissão do técnico Hernán Crespo e o pedido de arquivamento do inquérito do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

O relator, porém, citou a intempestividade da petição. Para ele, os fatos ocorreram muito antes do protocolo, com base no artigo 13, parágrafo 4, do regimento interno do clube. A decisão ainda alega que não foram apresentados elementos concretos de dolo específico ou intenção deliberada de causar prejuízo. O transfer ban foi tratado como problema financeiro temporário, em contexto de dificuldades econômicas, e não prova de má-fé.

Milton José Neves Júnior determinou a extinção da representação, e a decisão não cabe recurso. Foi acompanhada por unanimidade pelos demais membros da Comissão. O órgão criticou a abordagem dos conselheiros, que teriam se baseado apenas em notícias de portais, sem documentos que comprovassem as acusações.

A decisão não foi bem recebida pelo grupo de oposição. Os conselheiros questionam a interpretação do órgão tricolor e pretendem buscar uma forma de recorrer da extinção do processo.

O São Paulo volta a campo no sábado (29/08), às 20h, contra o Red Bull Bragantino, no Morumbis, pela 25ª rodada do Brasileirão. Na sequência, enfrenta o Atlético-MG, em 05/09, às 18h30, também no Morumbis, pela 26ª rodada.

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