# Caso Julián Alvarez: Fifa muda regras de contratos

> A Fifa alterou o artigo 17 do Regulamento sobre o Estatuto e a Transferência de Jogadores após o caso envolvendo Julián Alvarez e o Atlético de Madrid. As novas regras, válidas a partir de 2027, mudam os critérios para rescisão de contratos entre clubes e jogadores, incluindo o cálculo de indenizações e as condições para ruptura unilateral.

*Esporte Notícia · Futebol · 11 de setembro de 2026 · Vinícius Portela*

Após a novela envolvendo Julián Alvarez e o Atlético de Madrid, a Fifa altera o artigo 17 do regulamento e muda as regras sobre rescisões de contratos entre clubes e jogadores a partir de 2027.

A novela envolvendo a tentativa de compra do Barcelona por Julián Alvarez, do Atlético de Madrid, fez a Fifa modificar as regras sobre rescisões de contratos entre clubes e jogadores. Segundo o jornal Sport, a partir de 1º de janeiro de 2027 a Federação Internacional alterará o artigo 17 do seu regulamento, que mede as cláusulas de rupturas contratuais.

A mudança ocorre após o fracasso de várias negociações por causa dos valores elevados das cláusulas ou da recusa de algumas equipes em negociar a saída de um jogador que manifestou o desejo de não permanecer no clube, situação que ocorreu entre Julián Alvarez e Atlético de Madrid, e mais recentemente entre Richarlison e o Tottenham.

Na Espanha, a novela entre os clubes resultou em declarações públicas de dirigentes e do próprio jogador. O principal objetivo da nova norma é conter as disputas entre clubes e atletas em casos de rescisão. Ainda segundo o Sport, representantes dos jogadores apoiaram a mudança implementada pela Fifa.

Com a norma em vigor, as competições deverão adaptar seus contratos a um modelo no qual o valor estipulado para romper unilateralmente o vínculo tenha proporção razoável às circunstâncias da operação. A intenção é evitar que qualquer uma das partes use um valor desproporcional como ferramenta para bloquear a saída de um jogador.

Até então, a indenização devida era avaliada caso a caso, sem metodologia definida ou critérios claros sobre o valor exato, o que poderia levar a resultados díspares. Com a alteração do artigo, a Fifa pretende deixar o documento mais transparente, objetivo e previsível, permitindo que jogadores e equipes acordem contratualmente a indenização e garantam uma reparação integral.

A norma contempla duas situações: contratos com cláusula específica e contratos sem ela. Quando a cláusula existe, a indenização corresponde ao valor acordado, salvo se for considerado excessivo e injusto. Nos contratos sem cláusula, o cálculo se baseia no valor residual do contrato, remuneração pendente, valor dos serviços do jogador, perda de uma eventual transferência, custos de reposição e outros danos comprovados. Em ambos os casos, jogador e clube têm direito a compensação equivalente ao valor residual do contrato descumprido.

As ações ganham peso após o fim da janela de transferências europeia, que terminou com gosto amargo para Julián Alvarez. O argentino havia deixado claro o desejo de ser transferido, virou alvo de Barcelona e Arsenal, mas permaneceu no clube colchonero. Na atual temporada, o Atlético tem a missão de recuperar um atleta que não está contente e reconquistar uma torcida irritada. O jogador foi amplamente vaiado no empate em casa por 2 a 2 com o Villarreal, pela segunda rodada de LaLiga.

Durante a Copa do Mundo de 2026, que terminou com a Argentina como vice-campeã, Julián Alvarez disse publicamente que gostaria de ser negociado. Embora não tenha deixado claro que desejava atuar no Barcelona, teria demonstrado interesse em defender os Culés. O clube catalão tentou a transferência de diferentes maneiras, mas recebeu apenas negativas da equipe colchonera. Com o empate, o Arsenal apareceu como opção para La Araña, mas o jogador se recusou a voltar à Inglaterra e permaneceu no Metropolitano.

---

Fonte (canonical): https://www.esportenoticia.com.br/futebol/como-caso-julian-alvarez-mercado-fez-fifa-mudar-regras-sobre-contratos/
