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Como a Espanha calou críticos após estreia decepcionante e foi à final

ResumoA seleção feminina de futebol da Espanha transformou uma estreia decepcionante na Copa do Mundo 2023, com derrota para o Japão, em uma campanha vitoriosa até a final. A equipe superou críticas iniciais ao vencer Suíça, Holanda e Suécia, demonstrando resiliência tática e coesão do grupo.

A Espanha feminina estreou na Copa do Mundo 2023 com derrota para o Japão e foi duramente criticada. Em menos de um mês, a equipe se reergueu, venceu Suíça, Holanda e Suécia, e chegou à final. O que mudou?

Letícia Camargo
por Letícia Camargo · 17 de julho de 2026
Como a Espanha calou críticos após estreia decepcionante e foi à final

Como a Espanha calou críticos após estreia decepcionante e foi à final

A seleção feminina da Espanha estreou na Copa do Mundo 2023 com uma derrota por 4 a 0 para o Japão, resultado que gerou críticas severas. Em menos de um mês, a equipe se reergueu, venceu Suíça, Holanda e Suécia, e chegou à final. A mudança não foi fruto de sorte, mas de ajustes táticos e estruturais.

A Espanha calou os críticos ao reformular a postura tática após a derrota para o Japão na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina 2023. O técnico Jorge Vilda aumentou a intensidade defensiva, escalou laterais mais ofensivas e deu protagonismo a jogadoras como Aitana Bonmatí e Salma Paralluelo. A equipe venceu Suíça (5 a 1), Holanda (2 a 1) e Suécia (2 a 1) para chegar à final.

A estreia que acendeu o alerta

A derrota para o Japão na segunda rodada do Grupo C expôs fragilidades que muitos analistas já apontavam: a Espanha tinha posse de bola, mas faltava profundidade. O Japão aproveitou os contra-ataques com eficiência, aplicando 4 a 0. O resultado deixou a seleção espanhola na segunda posição do grupo, atrás do Japão, e gerou desconfiança. Segundo a FIFA, a Espanha teve 64% de posse de bola naquele jogo, mas finalizou apenas 5 vezes ao gol, contra 11 do Japão.

O ajuste tático que mudou o time

Jorge Vilda promoveu duas mudanças-chave após a derrota. A primeira foi escalar laterais com maior vocação ofensiva, Ona Batlle e Olga Carmona ganharam liberdade para subir ao ataque. A segunda foi dar mais minutos a Salma Paralluelo, atacante de velocidade que abriu espaços na defesa adversária. A partir das oitavas, a Espanha passou a pressionar mais alto e a roubar a bola no campo do oponente.

Nas oitavas de final, contra a Suíça, a Espanha venceu por 5 a 1, com gols de Aitana Bonmatí, Alba Redondo e Laia Codina, entre outros. A partida marcou a virada de chave: a equipe finalizou 17 vezes e teve 71% de posse.

A semifinal contra a Suécia como prova de fogo

Na semifinal, a Espanha enfrentou a Suécia, seleção que eliminou os Estados Unidos, atual bicampeão mundial. O jogo foi equilibrado, mas a Espanha venceu por 2 a 1, com gols de Paralluelo e Carmona. A vitória consolidou a recuperação: a Espanha mostrou solidez defensiva e eficiência nos momentos decisivos. A Suécia finalizou 12 vezes, mas a Espanha converteu duas das cinco chances claras que criou.

O papel de Aitana Bonmatí como motor do time

Eleita a melhor jogadora do torneio até a final, Aitana Bonmatí foi o centro da recuperação espanhola. A meio-campista do Barcelona teve 92% de acerto nos passes na semifinal e deu duas assistências nas oitavas. Sua capacidade de ditar o ritmo e quebrar linhas com passes verticais foi o diferencial que a Espanha não teve na estreia.

A estrutura por trás da reação

A recuperação não teria sido possível sem o investimento da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) na base e na estrutura da seleção. A Espanha conta com um centro de treinamento em Las Rozas, com campo de grama natural e sintético, além de departamento de análise de desempenho com cinco profissionais dedicados. Esse suporte permitiu que a comissão técnica ajustasse o plano de jogo entre uma partida e outra.

O que esperar da final

A Espanha enfrenta a Inglaterra na final. O histórico recente é favorável às inglesas, que venceram a Eurocopa de 2022. Mas a Espanha chega com moral e com um time que aprendeu a lidar com a pressão. A chave será repetir a intensidade defensiva vista contra a Suécia e manter a paciência para furar o bloqueio inglês.

Perguntas Frequentes

Qual foi o pior momento da Espanha na Copa?

A derrota por 4 a 0 para o Japão na fase de grupos, que quase eliminou a seleção.

Quem foi a principal jogadora da recuperação?

Aitana Bonmatí, meio-campista do Barcelona, que liderou a equipe em passes e assistências.

O que mudou taticamente após a estreia?

Laterais mais ofensivos e maior pressão alta, com Salma Paralluelo ganhando minutos como atacante de velocidade.

A Espanha já havia chegado à final antes?

Não. Esta é a primeira final de Copa do Mundo Feminina para a Espanha.

Quem é o técnico da Espanha?

Jorge Vilda, no cargo desde 2015, que enfrentou críticas internas e externas antes do torneio.

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