Como a Espanha calou críticos após estreia decepcionante e foi à final
A Espanha feminina estreou na Copa do Mundo 2023 com derrota para o Japão e foi duramente criticada. Em menos de um mês, a equipe se reergueu, venceu Suíça, Holanda e Suécia, e chegou à final. O que mudou?
Como a Espanha calou críticos após estreia decepcionante e foi à final
A seleção feminina da Espanha estreou na Copa do Mundo 2023 com uma derrota por 4 a 0 para o Japão, resultado que gerou críticas severas. Em menos de um mês, a equipe se reergueu, venceu Suíça, Holanda e Suécia, e chegou à final. A mudança não foi fruto de sorte, mas de ajustes táticos e estruturais.
A Espanha calou os críticos ao reformular a postura tática após a derrota para o Japão na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina 2023. O técnico Jorge Vilda aumentou a intensidade defensiva, escalou laterais mais ofensivas e deu protagonismo a jogadoras como Aitana Bonmatí e Salma Paralluelo. A equipe venceu Suíça (5 a 1), Holanda (2 a 1) e Suécia (2 a 1) para chegar à final.
A estreia que acendeu o alerta
A derrota para o Japão na segunda rodada do Grupo C expôs fragilidades que muitos analistas já apontavam: a Espanha tinha posse de bola, mas faltava profundidade. O Japão aproveitou os contra-ataques com eficiência, aplicando 4 a 0. O resultado deixou a seleção espanhola na segunda posição do grupo, atrás do Japão, e gerou desconfiança. Segundo a FIFA, a Espanha teve 64% de posse de bola naquele jogo, mas finalizou apenas 5 vezes ao gol, contra 11 do Japão.
O ajuste tático que mudou o time
Jorge Vilda promoveu duas mudanças-chave após a derrota. A primeira foi escalar laterais com maior vocação ofensiva, Ona Batlle e Olga Carmona ganharam liberdade para subir ao ataque. A segunda foi dar mais minutos a Salma Paralluelo, atacante de velocidade que abriu espaços na defesa adversária. A partir das oitavas, a Espanha passou a pressionar mais alto e a roubar a bola no campo do oponente.
Nas oitavas de final, contra a Suíça, a Espanha venceu por 5 a 1, com gols de Aitana Bonmatí, Alba Redondo e Laia Codina, entre outros. A partida marcou a virada de chave: a equipe finalizou 17 vezes e teve 71% de posse.
A semifinal contra a Suécia como prova de fogo
Na semifinal, a Espanha enfrentou a Suécia, seleção que eliminou os Estados Unidos, atual bicampeão mundial. O jogo foi equilibrado, mas a Espanha venceu por 2 a 1, com gols de Paralluelo e Carmona. A vitória consolidou a recuperação: a Espanha mostrou solidez defensiva e eficiência nos momentos decisivos. A Suécia finalizou 12 vezes, mas a Espanha converteu duas das cinco chances claras que criou.
O papel de Aitana Bonmatí como motor do time
Eleita a melhor jogadora do torneio até a final, Aitana Bonmatí foi o centro da recuperação espanhola. A meio-campista do Barcelona teve 92% de acerto nos passes na semifinal e deu duas assistências nas oitavas. Sua capacidade de ditar o ritmo e quebrar linhas com passes verticais foi o diferencial que a Espanha não teve na estreia.
A estrutura por trás da reação
A recuperação não teria sido possível sem o investimento da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) na base e na estrutura da seleção. A Espanha conta com um centro de treinamento em Las Rozas, com campo de grama natural e sintético, além de departamento de análise de desempenho com cinco profissionais dedicados. Esse suporte permitiu que a comissão técnica ajustasse o plano de jogo entre uma partida e outra.
O que esperar da final
A Espanha enfrenta a Inglaterra na final. O histórico recente é favorável às inglesas, que venceram a Eurocopa de 2022. Mas a Espanha chega com moral e com um time que aprendeu a lidar com a pressão. A chave será repetir a intensidade defensiva vista contra a Suécia e manter a paciência para furar o bloqueio inglês.
Perguntas Frequentes
Qual foi o pior momento da Espanha na Copa?
A derrota por 4 a 0 para o Japão na fase de grupos, que quase eliminou a seleção.
Quem foi a principal jogadora da recuperação?
Aitana Bonmatí, meio-campista do Barcelona, que liderou a equipe em passes e assistências.
O que mudou taticamente após a estreia?
Laterais mais ofensivos e maior pressão alta, com Salma Paralluelo ganhando minutos como atacante de velocidade.
A Espanha já havia chegado à final antes?
Não. Esta é a primeira final de Copa do Mundo Feminina para a Espanha.
Quem é o técnico da Espanha?
Jorge Vilda, no cargo desde 2015, que enfrentou críticas internas e externas antes do torneio.