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Como histórico de Mourinho explica 'amor' do Real por Rodri

ResumoO Real Madrid busca em Rodri um perfil de volante central que remonta à era de José Mourinho no clube. O histórico do técnico português evidencia a preferência por um jogador capaz de organizar o meio-campo, função que o espanhol do Manchester City desempenha com excelência. A contratação de Rodri atenderia à necessidade de reposição de Toni Kroos, mantendo a estrutura tática que valoriza a posse e a transição.

O interesse do Real Madrid em Rodri vai além da reposição de Kroos. O histórico de José Mourinho mostra que o clube busca um perfil central em suas equipes.

Letícia Camargo
por Letícia Camargo · 03 de agosto de 2026
Como histórico de Mourinho explica 'amor' do Real por Rodri

Como histórico de Mourinho explica 'amor' do Real Madrid por Rodri no mercado atual

A possível chegada de Rodri ao Real Madrid vai além de uma oportunidade de mercado ou da necessidade de repor a saída de Toni Kroos. Se as negociações com o Manchester City avançarem, o clube merengue estará entregando as chaves do meio-campo ao perfil de jogador que sempre foi central nas equipes de José Mourinho.

O interesse do Real não é novo, mas ganhou outra dimensão com o retorno do treinador português ao Santiago Bernabéu. Após uma temporada turbulenta, Mourinho assumiu a missão de reconstruir um time que perdeu identidade em 2025/26. A reformulação já trouxe Bernardo Silva, Denzel Dumfries, Marc Cucurella e Ibrahima Konaté, com outros nomes no radar. Entre todos, Rodri representa a peça capaz de organizar o funcionamento coletivo.

O padrão tático de Mourinho: o organizador como alicerce

Em mais de duas décadas de carreira, Mourinho mudou sistemas e elencos. Um elemento, porém, atravessa quase todas as fases: a presença de um meio-campista que comanda o ritmo. Nem sempre com as mesmas características de Rodri, mas sempre como ponto de equilíbrio.

No Porto, o cérebro era Deco, com Costinha na sustentação defensiva. Deco foi o atleta que mais atuou sob o comando do português no Dragão, com 106 partidas, 23 gols e 69 assistências. No Chelsea, Frank Lampard era o protagonista ofensivo, com Makélélé e Essien garantindo proteção, fórmula que rendeu dois títulos seguidos da Premier League.

Na Inter de Milão, Wesley Sneijder era o criativo, mas Esteban Cambiasso era a referência tática, com 94 jogos sob o comando do português. Foi no Real Madrid, porém, que Mourinho encontrou o exemplo mais próximo de Rodri: Xabi Alonso, recém-campeão mundial com a Espanha em 2010, tornou-se o cérebro da equipe, e apenas Cristiano Ronaldo disputou mais partidas no período.

A lógica se repete em clubes menores

Mesmo em trabalhos menos vitoriosos, o padrão seguiu. Na segunda passagem pelo Chelsea, Mourinho convenceu Cesc Fàbregas a assumir o protagonismo, com mais um título inglês. Depois vieram Manchester United, Tottenham, Roma e Fenerbahçe, onde Nemanja Matić foi homem de confiança, dividindo funções com Paul Pogba e Leandro Paredes. Pierre-Emile Hojbjerg e Fred exerceram papel semelhante. O último 'Rodri' de Mourinho foi Enzo Barrenechea, no Benfica análise do mercado de transferências.

Essa sequência explica por que o melhor jogador da Copa do Mundo 2026 se tornou prioridade no novo projeto madridista. O Real busca encaixar a peça que historicamente serviu de alicerce para as equipes de José Mourinho.

Perguntas Frequentes

Por que Rodri é prioridade para Mourinho no Real Madrid?

Porque o treinador sempre construiu suas equipes em torno de um meio-campista organizador, perfil que Rodri representa hoje.

Quem foram os principais organizadores nas equipes de Mourinho?

Deco no Porto, Frank Lampard no Chelsea, Esteban Cambiasso na Inter e Xabi Alonso no Real Madrid são os principais exemplos.

Como Xabi Alonso se compara a Rodri?

Xabi Alonso era o cérebro do Real Madrid de Mourinho, responsável por controlar o ritmo, função que Rodri exerce com maestria na atualidade.

O interesse do Real Madrid em Rodri é recente?

Não. O interesse já existia, mas ganhou força com o retorno de Mourinho ao clube e a necessidade de reconstrução do meio-campo.

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