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Como 1ª convocação pós-Copa refletiu base do ciclo em cada ano

ResumoA primeira convocação pós-Copa de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira apresentou 8 estreantes e marcou o início do segundo ciclo do técnico. O histórico das listas iniciais após cada Copa do Mundo demonstra que essas convocações definem a base das equipes para o ciclo seguinte, como ocorreu em eras anteriores.

Ancelotti inicia o segundo ciclo na Seleção com 8 estreantes e renovação. Histórico mostra que primeiras listas pós-Copa definem a base de cada era.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 09 de setembro de 2026
Como 1ª convocação pós-Copa refletiu base do ciclo em cada ano

Carlo Ancelotti inicia nesta quarta-feira (9) o segundo ciclo à frente da seleção brasileira. Depois da eliminação diante da Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo deste ano, o treinador revela os 26 convocados para amistosos contra Austrália e Índia, entre setembro e outubro. Pela primeira vez, o treinador terá quatro anos para estudar mudanças e reformular o elenco da Seleção.

Historicamente, a primeira convocação após um Mundial costuma ser o retrato da base que o treinador pretende usar até o próximo torneio. Desde 2006, quando o Brasil foi eliminado pela França e escolheu Dunga para suceder Carlos Alberto Parreira, as primeiras listas de cada ciclo são marcadas por transições. Jogadores que nunca haviam sido convocados passam a ganhar oportunidade já na estreia do novo comandante.

Dunga, campeão do tetra em 1994 como capitão, chamou 22 jogadores em sua primeira convocação. A defesa, formada por Lúcio, Juan e Luisão, se manteve desde o primeiro dia do ciclo. Opções no meio-campo, como Gilberto Silva, Elano e Júlio Baptista, também seguiram até o Mundial da África do Sul. Em comparação com a lista final, 43,4% dos jogadores já estavam presentes na relação de Dunga logo em sua estreia. O treinador preservou nomes que disputaram a Copa de 2006, mas deixou de fora estrelas como Adriano, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, este o único convocado para a África do Sul.

Felipão, em janeiro de 2013, convocou 20 jogadores para amistoso com a Inglaterra, dos quais 11 fizeram parte do elenco no Mundial do ano seguinte, no qual o Brasil foi país-sede. Já Tite, que assumiu a posição deixada por Dunga em 2016, manteve 14 dos 23 jogadores presentes em sua primeira lista até a Copa da Rússia. Ancelotti, contratado em maio de 2025, teve pouco mais de 12 meses para formular o elenco com 26 nomes para disputar o Mundial. Em sua primeira convocação, fez poucas mudanças em comparação com a lista final: 11 jogadores disputaram a Copa no Canadá, Estados Unidos e México.

Nesta quarta-feira, Ancelotti apostou na renovação, com oito estreantes, dez jogadores que atuam no futebol brasileiro e apenas oito jogadores que disputaram a Copa do Mundo, sem considerar Wesley, cortado antes da estreia e substituído por Éderson. O treinador explicou a estratégia: "Não há tempo para a preparação. Tentei chamar os jogadores preparados para contribuir. É uma temporada exigente". Somente dois treinadores permaneceram na seleção após uma Copa sem título: Tite, de 2018 para 2022, e, agora, Ancelotti convocação seleção brasileira próximos amistosos Brasil.

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