# Confederações contra Infantino colocam futuro do presidente da Fifa em xeque

> Gianni Infantino enfrenta a maior crise da gestão na Fifa após Uefa, FA e AFC formarem aliança contra o plano de vender 30% dos direitos comerciais do Mundial. A coalizão exige mudanças imediatas, colocando o futuro do presidente da entidade em xeque. A pressão das confederações regionais ameaça a estabilidade do mandato de Infantino.

*Esporte Notícia · Futebol · 03 de agosto de 2026 · Letícia Camargo*

Ameaçado por uma aliança de confederações, Gianni Infantino enfrenta a maior crise de sua gestão na Fifa. Uefa, FA e AFC cobram mudanças após o plano de vender 30% dos direitos comerciais do Mundial. O futuro do presidente da Fifa está em xeque.

## Confederações se unem contra Infantino e colocam futuro do presidente da Fifa em xeque

A pressão das confederações sobre Gianni Infantino atingiu um novo patamar. O presidente da Fifa anunciou nos últimos dias a intenção de vender 30% dos direitos comerciais do Mundial para investidores privados, um plano que gerou reação imediata e colocou seu futuro no comando da entidade sob ameaça concreta.

A proposta, na prática, transferiria a um grupo de empresários o controle de parte dos interesses comerciais dos principais torneios organizados pela Fifa. A medida não foi aprovada pela maioria das confederações, que passaram a pressionar o dirigente para deixar o cargo.

## Por que a venda de 30% da Copa gerou crise na Fifa

A venda de 30% dos direitos comerciais do Mundial representaria uma mudança estrutural na forma como a Fifa administra seus ativos. O projeto, porém, foi recebido com rejeição quase imediata. A Uefa foi a primeira a se manifestar publicamente, acusando Infantino de "vender a alma do futebol".

A entidade europeia não parou na crítica. Segundo o "The Telegraph", as 55 federações filiadas à Uefa estariam dispostas a votar pela destituição de Infantino, caso ele se recuse a deixar a presidência de maneira voluntária.

## Uefa perde confiança na gestão Infantino

Neste sábado (1), a Uefa anunciou formalmente que perdeu a confiança na atual gestão da Fifa e cobrou mudanças. A entidade emitiu nota repudiando o presidente da Fifa, afirmando que não pode aceitar que planos feitos às pressas sejam colocados em prática.

"Não podemos continuar dessa forma, com planos secretos elaborados às pressas, criados por pessoas sem rosto e de benefício duvidoso para o futebol. Precisamos identificar os responsáveis e responsabilizá-los", afirmou a entidade em comunicado.

A Uefa também anunciou que abrirá discussões com suas federações para entender como a situação chegou a esse ponto e impedir que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

"É correto que, nos próximos dias e semanas, a Uefa trabalhe com suas associações e em estreita cooperação com outras confederações para refletir sobre como isso aconteceu e elaborar um plano para garantir que não volte a ocorrer. Essa revisão deve ser profunda e estrutural. Nenhuma opção deve ser descartada", completou.

## FA e AFC se alinham à Uefa contra Infantino

A Federação Inglesa (FA) apoiou a posição da Uefa e lançou nota defendendo a revisão dos cargos de liderança e governança da Federação Internacional de Futebol.

"Apoiamos totalmente a posição da Uefa. Chegou a hora de uma revisão completa e rigorosa da liderança e da governança da Fifa para garantir que o futebol mundial seja administrado de forma transparente, em benefício das 211 associações filiadas", disse a entidade em nota.

A Confederação Asiática (AFC) também anunciou apoio à Uefa e declarou oposição ao plano da Fifa. A entidade afirmou estar "em solidariedade com a Uefa e a Concacaf para proteger a Copa do Mundo da Fifa".

## Infantino perde apoio da maioria das associações

Com a adesão da AFC, Infantino deixou de ter o apoio de mais da metade das 211 associações nacionais filiadas à Fifa. Esse cenário inviabilizou a aprovação da proposta levantada nos últimos dias, que acabou sendo retirada pela entidade.

A Concacaf, que também se posicionou após a decisão da Fifa de não seguir com o plano, manifestou satisfação com o desfecho.

"A Confederação também parabeniza suas 41 Associações Membro e toda a família do futebol pela coragem e união demonstradas nesta semana", escreveu em nota.

## A memória da Uefa: promessas de transparência não cumpridas

A Uefa relembrou o período das eleições da Fifa, quando Infantino pediu votos prometendo transparência. Para a entidade, as promessas não foram cumpridas.

"Quando Gianni Infantino pediu a confiança e os votos das associações nacionais para ser eleito presidente da Fifa, afirmou: 'É claro que precisamos ser transparentes. Fui transparente durante os últimos 15 anos na Uefa. Vocês participarão diariamente da vida da Fifa'", escreveu a entidade.

"Em seguida, declarou: 'O dinheiro da Fifa pertence a vocês. Não é dinheiro do presidente da Fifa. É dinheiro das associações nacionais e deve servir ao desenvolvimento do futebol, e não a qualquer outra finalidade'. Em ambos os compromissos, ele fracassou", completou.

## O que a crise revela sobre a governança da Fifa

A Concacaf foi além na análise dos acontecimentos. Para a confederação, a proposta expôs um problema estrutural na liderança da entidade.

"Os acontecimentos dos últimos dias expuseram algo que agora não pode ser ignorado: o futuro da Copa do Mundo da Fifa, o maior patrimônio do futebol mundial, foi definido fora de qualquer estrutura de governança estabelecida, sem transparência, consulta ou devido processo legal", afirmou.

"Uma proposta desta magnitude não chega a este ponto por acaso. É sintoma de uma liderança que deixou de priorizar o futebol. Este recente ato unilateral e flagrante de má gestão e liderança segue um padrão de erros e comportamentos semelhantes. Uma análise profunda desta presidência é imprescindível", concluiu.

## O futuro de Infantino na Fifa

A pressão sobre Infantino não mostra sinais de arrefecimento. A Uefa já sinalizou que nenhuma opção está descartada, incluindo a destituição do presidente da Fifa. A FA e a AFC endossaram a posição europeia, criando um bloco de oposição com mais da metade das associações filiadas.

O próximo passo, segundo a Uefa, é uma revisão profunda e estrutural que envolva todas as confederações. O desfecho dessa crise dependerá da capacidade de Infantino de reconstruir a confiança perdida, algo que, neste momento, parece distante.

## Perguntas Frequentes

### Por que as confederações estão contra Infantino?

As confederações reagiram ao plano de vender 30% dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, considerado uma ameaça à governança e aos interesses do futebol.

### O que a Uefa acusou Infantino de fazer?

A Uefa acusou Infantino de "vender a alma do futebol" e de não cumprir promessas de transparência feitas durante sua campanha eleitoral.

### Quantas federações apoiam a destituição de Infantino?

Segundo o "The Telegraph", as 55 federações filiadas à Uefa estariam dispostas a votar pela destituição, caso ele não deixe o cargo voluntariamente.

### A proposta de venda dos direitos comerciais foi retirada?

Sim, a Fifa retirou a proposta após a reação das confederações. A Concacaf comemorou a decisão.

### O que a AFC decidiu fazer?

A AFC declarou solidariedade com a Uefa e a Concacaf e se opôs ao plano, contribuindo para a perda de apoio da maioria das associações.

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