As contas do Santos para fugir do rebaixamento e sonhar com Libertadores
O Santos entra nas últimas 12 rodadas do Brasileirão com uma missão dupla: somar os 45 pontos que afastam qualquer risco de rebaixamento e, se possível, alcançar a pontuação que garante vaga na Conmebol Libertadores de 2027. A queda na Copa Sul-Americana para o Atlético-MG, na quarta-feira, eliminou uma frente e deixou o Brasileirão como único caminho. O time tem 35 pontos e dez a menos que o Fluminense, que hoje ocuparia a pré-Libertadores.
Para não depender de ninguém, a conta histórica é de 62 pontos, média para terminar em quinto lugar. Isso exigiria 27 pontos em 36 disputados, um aproveitamento de 75%, com nove vitórias e três derrotas, por exemplo. Se a pontuação ficar próxima de 57, a menor da década para o quinto lugar, o aproveitamento cai para cerca de 61%, com sete vitórias, um empate e quatro derrotas.
O clube aposta em reforços caros para a folha salarial. Philippe Coutinho, um dos mais badalados, sequer estreou e trabalha por uma melhora física; deve jogar só depois da pausa para a Data Fifa, em outubro. Everton Cebolinha nem foi inscrito na Sul-Americana. Com Lima, Arthur e Rodinei, os cinco se juntam ao elenco na tentativa de uma reação.
Até o quinto colocado garante vaga na Libertadores, mas o número pode aumentar conforme o resultado de outros clubes nas copas restantes. A partir desta temporada, campeão e vice da Copa do Brasil também garantem lugar na competição. Em 2024, o Internacional terminou em quinto com 65 pontos, acima da média; em 2021, o Corinthians ficou na mesma posição com 57, a menor pontuação da década. A primeira meta, porém, é conseguir os 45 pontos seguros para evitar e afastar qualquer possibilidade de rebaixamento.