Copa do Mundo com 64 seleções: plano de Infantino enfrenta resistência
Após o sucesso do formato com 48 seleções, Gianni Infantino propõe expandir a Copa do Mundo para 64 equipes. A ideia enfrenta resistência da Uefa e divide confederações, enquanto a Fifa avalia o plano desde março de 2025.
Copa do Mundo com 64 seleções: plano de Infantino enfrenta resistência
A Copa do Mundo com 64 seleções é uma possibilidade real, mas longe de ser consenso. Gianni Infantino, presidente da Fifa, reforçou a ideia em entrevista ao portal suíço "Bluewin", argumentando que a ampliação democratizaria o acesso ao torneio para além de Europa e América do Sul. No entanto, a proposta divide as principais confederações e enfrenta obstáculos logísticos e políticos.
O sucesso do formato com 48 seleções abre precedente?
O Mundial que terminou com o título da Espanha sobre a Argentina, na prorrogação com gol de Ferran Torres, marcou a estreia do formato com 48 seleções. A Fifa considera o resultado positivo: médias de público mais altas, maior diversidade de culturas, mais jogos e classificações inéditas ao mata-mata. Paraguai, República Democrática do Congo e Cabo Verde, por exemplo, chegaram às fases finais.
Para a entidade, o novo formato cessou as críticas prévias à ampliação e abriu precedentes para a admissão de mais vagas. Infantino deve ser reeleito presidente sem candidato de oposição nas eleições do ano que vem, segundo a "BBC".
A resistência das confederações
Enquanto a Conmebol quer mais jogos e vagas, com Alejandro Domínguez, presidente da confederação, colocando-se à disposição para manejar os hipotéticos novos quatro grupos, a Uefa descartou a proposta. Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, teria se oposto principalmente pela forma que as Eliminatórias tomariam. A Confederação Asiática e a Concacaf também são contra.
Ou seja, há um impasse para 2030. Nesta segunda-feira (26), Domínguez publicou um vídeo em suas redes sociais sobre o próximo Mundial, citando possíveis 64 participantes. "O próximo se joga em casa! Em 2030 vem o Mundial do Uruguai, Argentina e Paraguai. Uma grande oportunidade para o futebol, para celebrar o Centenário da Copa do Mundo com uma competição com 64 equipes", disse.
A logística de 64 seleções
Para receber 64 seleções, a extensão do país-sede e estádios disponíveis precisam ser considerados. O formato com 48 nações foi testado em um Mundial com três sedes, enquanto em 2030 serão seis, já contando os jogos pontuais no Uruguai, Argentina e Paraguai. Proporcionalmente, a próxima Copa, disputada em sua maioria em Portugal, Espanha e Marrocos, poderia atender à nova ampliação.
O que muda no formato?
As 64 classificadas resolveriam uma questão bastante abordada neste Mundial, por conta do mecanismo de classificação dos terceiros colocados. Assim, o número de grupos subiria de 12 para 16 e apenas os dois primeiros de cada chave avançariam. Além disso, com mais participantes, haverá mais receita, um desejo de Infantino.
O que a Fifa diz?
A Fifa foi procurada pela Trivela e respondeu que, desde março de 2025, a entidade avalia essa possibilidade, mas, desde então, nada mudou. A resposta oficial indica que o plano ainda está em fase de estudo.
Perguntas Frequentes
Infantino realmente quer 64 seleções na Copa?
Sim, o presidente da Fifa reforçou a possibilidade em entrevista ao portal suíço "Bluewin", sob o argumento de democratizar o acesso ao torneio.
Quem é contra a ampliação?
A Uefa, a Confederação Asiática e a Concacaf são contra. A Conmebol, por outro lado, apoia a ideia.
Quando a Copa com 64 seleções poderia acontecer?
A discussão gira em torno do Mundial de 2030, que marcará os 100 anos da Copa do Mundo.
O formato com 48 seleções deu certo?
Para a Fifa, sim. O Mundial teve médias de público mais altas, maior diversidade de culturas e classificações inéditas ao mata-mata.
Como ficariam as Eliminatórias com 64 seleções?
A Uefa teria descartado a proposta principalmente pela forma que as Eliminatórias tomariam, mas detalhes ainda não foram definidos.