CSA 113 anos: história forte, reconstrução necessária
Nesta segunda-feira, 7 de setembro, o CSA celebra 113 anos em meio à frustração pela eliminação no acesso à Série C. A diretoria programou missa no CT Gustavo Paiva para marcar a data.
O CSA completa 113 anos nesta segunda-feira, 7 de setembro, mas a data chega com um gosto amargo. A eliminação para o Nacional-AM na última quinta-feira, no Rei Pelé, encerrou a temporada sem o tão esperado acesso à Série C e manteve o clube na Quarta Divisão nacional. Depois de empatar por 0 a 0 em Maceió e perder o primeiro jogo por 3 a 1, em Manaus, o time viu escapar a última oportunidade de subir.
A queda também aumentou a pressão sobre a diretoria e colocou o futuro político do clube no centro das discussões para o fim do ano. Não é um cenário novo para quem acompanha o CSA de perto: a história do clube é feita de ciclos de glória e reconstrução. Quem vive o dia a dia do futebol alagoano sabe que um aniversário como este não se resume ao bolo e aos parabéns; ele escancara o tamanho do trabalho que vem pela frente.
Para não deixar a data passar em branco, a direção programou uma missa para esta segunda-feira, às 11h, no CT Gustavo Paiva. O gesto tenta unir torcida e elenco em um momento de recomeço, ainda que o calendário de 2026 já não tenha mais o acesso como objetivo.
Robson Rodas assumiu a presidência executiva em dezembro do ano passado para concluir um mandato iniciado por Rafael Tenório em janeiro de 2023, e que se estende até o fim do atual ciclo. A gestão, agora, terá de responder a uma torcida que lotou o Rei Pelé e não viu o time corresponder dentro de campo.
Aos 113 anos, o CSA carrega a força de uma história centenária, mas a necessidade de reconstrução é o que move os próximos passos. O desafio não é apenas montar um elenco competitivo; é devolver ao clube a estabilidade que o acesso exige. A missa desta manhã é o primeiro aceno de um novo capítulo, ainda sem roteiro definido.