Diretor detalha postura do Goiás em meio à crise financeira: "Melhor contratação está aqui dentro"
O diretor de futebol do Goiás detalhou a postura do clube em meio à crise financeira que assola o Verdão. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o dirigente foi direto: "A melhor contratação está aqui dentro". A declaração reflete a estratégia de contenção de gastos e valorização do elenco atual, enquanto o clube busca equilibrar as contas para a sequência da Série B do Brasileirão.
"A melhor contratação está aqui dentro"
A frase, repetida pelo diretor, não é apenas um bordão. Ela traduz a realidade do Goiás neste momento. Com as finanças apertadas, o clube optou por não buscar reforços de peso no mercado. Em vez disso, a diretoria aposta em renovar contratos de jogadores que já estão no elenco e que têm identificação com a torcida. A medida, segundo o dirigente, é a mais sensata diante do cenário.
O Goiás enfrenta uma crise financeira que se arrasta desde o ano passado. As receitas com bilheteria e direitos de transmissão caíram, enquanto as despesas com folha salarial continuam altas. O clube já negociou dívidas com fornecedores e renegociou contratos de patrocínio. Ainda assim, o orçamento para 2026 é enxuto.
Números da crise
Dados do balanço financeiro do Goiás, divulgados em abril, mostram que a dívida total do clube ultrapassa R$ 150 milhões. A folha salarial mensal, segundo fontes internas, gira em torno de R$ 3,5 milhões. Para efeito de comparação, a receita mensal média do clube em 2025 foi de R$ 2,8 milhões. O déficit mensal, portanto, é de aproximadamente R$ 700 mil.
"A prioridade é pagar o que deve, não contratar por contratar", afirmou o diretor. Ele destacou que o clube já cortou gastos com viagens, hospedagem e estrutura de treinos. A meta é reduzir o déficit em 30% até o fim do ano.
Elenco valorizado
O discurso de "melhor contratação está aqui dentro" também tem um componente técnico. O Goiás conta com jovens revelados na base, como o atacante João Pedro e o volante Lucas Gabriel, que têm despertado interesse de clubes da Série A. Manter esses jogadores é tão importante quanto contratar.
O diretor citou exemplos de jogadores que renovaram recentemente: o zagueiro Bruno Melo, de 25 anos, e o meia-atacante Felipe Augusto, de 22. Ambos assinaram contratos até 2028. "Eles são o futuro do clube. Se a gente perder esses caras, aí sim a crise vai apertar", disse.
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Viabilidade do plano
A estratégia, no entanto, tem riscos. O Goiás ocupa a 12ª posição na Série B, com 22 pontos em 16 jogos. A distância para o G-4 é de 6 pontos. Se o time não subir, a receita com direitos de TV cairá ainda mais em 2027. O diretor reconhece o risco: "Sabemos que é uma aposta. Mas apostar em quem já está aqui é mais seguro do que trazer jogador caro que pode não render."
O clube também estuda a venda de um jogador do elenco para equilibrar as contas. O nome mais cotado é o atacante Matheus Peixoto, de 24 anos, que tem mercado no futebol mexicano. A negociação pode render entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões.
Próximos passos
O que falta para o plano dar certo? Primeiro, o time precisa manter a competitividade em campo. Segundo, a diretoria terá que vender bem um ou dois jogadores. Terceiro, a torcida precisa abraçar o projeto. "Se a gente conseguir esses três pontos, a crise começa a virar página", afirmou o diretor.
O Goiás volta a campo no sábado contra o Ceará, fora de casa. Uma vitória pode dar novo ânimo ao elenco e à diretoria.
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Perguntas Frequentes
O que significa "a melhor contratação está aqui dentro"?
Significa que o Goiás prioriza renovar contratos e valorizar jogadores do elenco atual em vez de buscar reforços caros no mercado, como estratégia de contenção de gastos.
Qual é a dívida total do Goiás?
Segundo o balanço financeiro mais recente, a dívida total do clube ultrapassa R$ 150 milhões.
O Goiás vai vender algum jogador?
Sim, o clube estuda a venda do atacante Matheus Peixoto para gerar receita e equilibrar as contas.
Como o torcedor pode ajudar?
A diretoria pede que a torcida apoie o time nos jogos e compre produtos oficiais, além de participar de campanhas de sócio-torcedor.
Qual é a meta financeira do clube?
Reduzir o déficit mensal em 30% até o fim de 2026, cortando gastos e aumentando receitas com vendas e patrocínios.