Elenco do São Paulo firma pacto diante de atrasos salariais
Elenco do São Paulo firmou um pacto interno após atrasos salariais que chegaram à carteira de trabalho. Líderes do grupo se colocaram à disposição para ajudar financeiramente quem precisar, e a diretoria informou que não há previsão de pagamento.
O elenco do São Paulo firmou um pacto interno após os atrasos salariais do clube alcançarem os valores referentes à carteira de trabalho, conforme revelou o ge. A conversa ocorreu na última quinta-feira, e as lideranças do grupo relataram como foram as tratativas com a diretoria.
Os líderes do elenco se colocaram à disposição para ajudar financeiramente quem precisar. A diretoria, por sua vez, avisou que não há previsão de pagamento da dívida. O São Paulo deve três meses de direitos de imagem (junho, julho e agosto) e um mês de salários em carteira, que deveria ter sido quitado no último dia 8 de setembro.
O pacto firmado entre os jogadores não é um acordo com o clube, e sim uma articulação interna do grupo. A distinção importa: contrato fala mais alto que declaração, e o que existe até aqui é uma sinalização de solidariedade entre atletas, não um plano de pagamento apresentado pela diretoria. Boato não é notícia, é torcida com pressa, mas o atraso em carteira é fato confirmado e tem data.
O cenário do São Paulo se agrava porque a pendência deixou de ser apenas sobre direitos de imagem, verbas de natureza variável, e passou a atingir o salário registrado em carteira. Essa mudança de patamar tem efeito jurídico: o atraso salarial em carteira é o que costuma abrir margem para medidas trabalhistas e para rescisão indireta, dependendo do entendimento das partes e da Justiça. Não há, na fonte, qualquer indicação de que o elenco tenha sinalizado essa via.
O que falta para o negócio se concretizar? No caso, o negócio é o pagamento. A diretoria não apresentou previsão de quitação, e o elenco não tem poder de fixar data. O pacto de ajuda financeira entre os líderes e os demais atletas é paliativo, não solução. Sem cronograma da diretoria, a tendência é que a pressão interna aumente a cada novo vencimento não cumprido.
A reportagem do ge ouviu o grupo e detalhou que as lideranças explicaram as conversas com a diretoria. O canal do ge São Paulo no WhatsApp e a página do veículo no Google seguem publicando atualizações sobre o caso. finanças do futebol brasileiro