Endrick tenta escapar de déjà vu no Real Madrid sob Mourinho
Endrick ainda não entrou em campo sob o comando de José Mourinho. Fora das quatro primeiras rodadas de LaLiga por lesão muscular, o camisa 9 foi relacionado nas duas últimas partidas do Real Madrid, contra Rayo Vallecano e Internazionale, mas não saiu do banco em nenhuma delas. É o mesmo roteiro que marcou o início da temporada passada, quando perdeu espaço com Xabi Alonso.
A permanência no Real Madrid foi assegurada apesar do interesse de outros clubes europeus em seu empréstimo. Antes da lesão, Mourinho chegou a utilizá-lo nos primeiros amistosos da pré-temporada. Depois do problema físico, Endrick treinou separado dos companheiros no CT de Valdebebas até ficar à disposição novamente.
Na frente do brasileiro na concorrência ofensiva estão Carlos Espín, Arda Güler e Yan Diomande, entre outros nomes. Espín, contratado junto ao Levante, estreou com gol diante do Espanyol e se firmou como substituto imediato de Kylian Mbappé. Contra a Internazionale, pela primeira rodada da Champions League, Mourinho lançou Espín na reta final do segundo tempo em vez de Endrick. Diante do Rayo Vallecano, nenhum dos dois entrou na segunda etapa.
O plano de Mourinho para esta terça-feira (15), contra o Elche, fora de casa, pela sexta rodada de LaLiga, é manter Vinícius Junior, Jude Bellingham e Kylian Mbappé como titulares. Se começar no banco, Endrick terá a terceira oportunidade de escapar do déjà vu nesta temporada.
O histórico recente explica o alerta. Contratado em 2022 e apresentado em 2024 após o título paulista pelo Palmeiras, Endrick atuou sob Carlo Ancelotti e disputou 37 jogos, marcou sete gols e deu uma assistência no primeiro ano. Com a chegada de Xabi Alonso, perdeu espaço, estreou apenas em novembro e somou três partidas na temporada, uma como titular, antes do empréstimo ao Lyon. Na França, foram 21 jogos, oito gols e oito assistências.
Mourinho exigiu a permanência do camisa 9, mas foi direto sobre as condições físicas do atacante, que não atua desde o início de agosto.
Ele não está em forma para jogar mais, mas temos vagas no banco e é lá que ele está. Ele jogará no ataque, não se preocupem.
A permanência, no entanto, não garante Endrick no Real Madrid até o fim da temporada. O estafe do atacante e o clube decidiram que ele iniciaria o ano na capital espanhola, com o cenário reavaliável antes da próxima janela. Roma e Aston Villa procuraram o centroavante por empréstimo, e o Real Madrid fechou as portas antes mesmo da lesão na turnê pela Hungria. Caso seja emprestado, a tendência é repetir o modelo do Lyon: seis meses, sem custos e sem opção de compra, para que ganhe minutos e retorne ao clube merengue. futebol feminino e a estrutura de investimento nos clubes
Para o torcedor que acompanha a base brasileira, o dado relevante é outro: o Real Madrid segue tratando Endrick como ativo centralizado, na mesma função de Mbappé, e não como ponta-direita, posição que ocupou no Lyon. A definição sobre minutos e eventual saída deve sair nas próximas semanas, com a sequência de LaLiga e Champions.