Futebol

Espanha em 2030: Roja pode ter reformulação em posições chave para a Copa do Mundo em casa

ResumoA seleção espanhola de futebol, campeã mundial sobre a Argentina, enfrenta para a Copa do Mundo de 2030, sediada em casa com Marrocos e Portugal, a necessidade de reformular posições-chave. O meio-campo, com Rodri, Fabián Ruiz e Olmo envelhecendo, é o setor que mais exige renovação para manter o estilo de controle de jogo.

A Espanha campeã mundial sobre a Argentina veio com atuação de absoluto controle, marca de seu futebol. Para 2030, quando sediará a Copa com Marrocos e Portugal, o meio-campo pode ser o setor que mais precise de reformulação, com Rodri, Fabián Ruiz e Olmo envelhecendo e jovens co

Juliana Prado
por Juliana Prado · 20 de julho de 2026
Espanha em 2030: Roja pode ter reformulação em posições chave para a Copa do Mundo em casa

A Espanha campeã mundial sobre a Argentina neste domingo (19) veio com uma atuação de absoluto controle, que é marca de seu futebol. Para dominar tanto, precisa de um meio-campo acima da média, como foi o formado por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo, mesmo trio do título da Eurocopa há dois anos.

Ao mirar o futuro, porém, dá para dizer que pode ser o setor que mais precise de uma reformulação no próximo Mundial, em 2030, quando terá a maioria dos jogos em território espanhol, dividindo a sede com Marrocos e Portugal, além de uma partida em Paraguai, Argentina e Uruguai.

O peso da idade no meio-campo

Tanto Rodrigo, melhor jogador da Copa, quanto Ruiz têm 30 anos. O volante do Manchester City, que sofreu uma grave lesão ligamentar em 2024, tem uma carreira como extraclasse na posição e não é impossível imaginá-lo em mais um Mundial. Sergio Busquets, ídolo espanhol e da mesma função, fez sua última Copa justamente aos 34.

Para Fabián, um jogador mais físico, de chegada à área e condução, pode ser mais difícil se manter no mesmo nível, ainda mais por seu histórico de lesões musculares recentes, na última temporada passou mais de quatro meses fora por problemas físicos.

Já Olmo, atualmente com 28, pode chegar à próxima Copa ainda importante, mas talvez não no Barcelona, onde a todo momento emerge uma nova joia no meio-campo. Mikel Merino está na mesma idade de Rodri e Ruiz, o que pode complicar sua presença pelo tanto de talento que a Espanha, por seu legado na posição, revela.

A nova geração que já está aí

Presentes nesta Copa, Pedri tem apenas 23 anos; Pablo Gavi, 21; e Martín Zubimendi, de perfil mais próximo ao de Rodri, 27. Fermín Lopez (23, só fora do Mundial por lesão), Marc Bernal (18), Pablo Barrios (23), Thiago Pitarch (18) e Nico González (24) são alguns dos nomes que devem emergir para o ciclo até 2030.

Ataque e defesa: menos dúvidas

Aos 19 anos e campeão do mundo, Lamine Yamal deve ter no mínimo mais três Copas do Mundo liderando tecnicamente a equipe. As companhias dele nos lados do ataque não devem mudar muito do que foi neste Mundial, pois Alex Baena (25), Nico Williams (24), Víctor Muñoz (23) e Yéremy Pino (23) têm condições de estarem no Mundial em casa. Entre quem ficou de fora da lista final, chamam atenção nomes como Alberto Moleiro (22) e Jesús Rodríguez (20).

A dúvida fica para a posição de centroavante, que deve continuar com o herói Ferran Torres (26) como opção, mas precisa da manutenção do alto nível de Mikel Oyarzabal (hoje com 29) e precisará achar outro reserva (Borja Iglesias tem 33).

Unai Simón (29 anos), eleito melhor goleiro da Copa, já era contestado por seu nível antes do Mundial e deve perder a posição nos próximos anos para Joan García, talentoso e jovem, 25 anos, pronto para ser dono da meta da Fúria por muito tempo. David Raya, com 30, também pode continuar sendo chamado pela longevidade da posição.

Na zaga, é natural imaginar que Aymeric Laporte, aos 32, dê espaço para outros nomes, como Marc Pubill (23), Eric García (25) e Dean Huijsen (21), que nem foi chamado. Pau Cubarsí, de 19, continuará como pilar.

Laterais e o fator Eurocopa

Nas laterais, há muitas questões. O esquerdo Marc Cucurella, mesmo com 27 anos, havia prometido que iria se aposentar da seleção caso conquistasse a Copa do Mundo. A ver se cumprirá. Seu reserva tem sido Alejandro Grimaldo, de 30, mas a posição teve várias boas opções fora da Copa, casos de Álvaro Carreras, Alejandro Balde, Carlos Romero e Miguel Gutiérrez.

Na direita, Pedro Porro (26) tende a continuar com seu status; Marcos Llorente, aos 31, precisa continuar desempenhando para ver se terá condições, porque Daniel Carvajal, por exemplo, já não tem espaço aos 34 anos. Em comparação com a lateral esquerda, tem menos opções para o futuro, tendo garotos como promessas, Iván Fresneda, 21, e Héctor Fort, 19.

Claro que é tudo exercício de futurologia. Em quatro anos, muitas coisas podem mudar, lesões acontecerem e talentos que nem estão no radar atualmente se consolidarem. Ainda tem o fator de que o europeu leva em conta o ciclo de dois anos, não de quatro, como ocorre na América do Sul.

A Eurocopa vale muito para as seleções do velho continente. Tanto que o técnico Luis de la Fuente só tem contrato até o fim da próxima edição, em 2028, disputada no Reino Unido e na Irlanda. O comandante supervencedor pode optar por mudar pouco até o torneio. Depois, com ele ou outro, promover maiores reformulações no time.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais dúvidas da Espanha para 2030?

O meio-campo é o setor que mais preocupa, com Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo envelhecendo. A lateral esquerda também tem incertezas, com Cucurella cogitando aposentadoria.

Quem são os jovens que podem substituir Rodri e companhia?

Pedri (23), Gavi (21) e Zubimendi (27) já estão no elenco. Fermín Lopez, Marc Bernal, Pablo Barrios, Thiago Pitarch e Nico González devem surgir no ciclo até 2030.

Lamine Yamal vai jogar a Copa de 2030?

Sim. Aos 19 anos e campeão mundial, ele deve ter no mínimo mais três Copas liderando tecnicamente a equipe.

Qual é a situação de Unai Simón no gol?

Eleito melhor goleiro da Copa, mas contestado antes do Mundial, deve perder a posição para Joan García (25), que está pronto para ser titular.

O técnico Luis de la Fuente continua até 2030?

Não. O contrato dele vai só até a Eurocopa de 2028, no Reino Unido e Irlanda. Depois, pode haver mudança no comando.

Leia também

Publicidade