Espanha tira influência de Messi e conquista Copa com banho coletivo sobre a Argentina
A Espanha conquistou o bicampeonato mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O gol de Ferran Torres na prorrogação coroou um domínio que anulou Lionel Messi e expôs a dependência argentina do camisa 10.
A Espanha saiu com o bicampeonato mundial neste domingo (19) ao vencer a Argentina por 1 a 0 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol solitário da decisão foi de Ferran Torres. A Roja dominou três dos quatro tempos, martelou a defesa argentina e obrigou várias defesas de Emiliano Martínez até, finalmente, furar o bloqueio. No primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, Pedro Porro levantou para Nico Williams desviar e Torres marcar.
O futebol nem sempre é justo, mas, dessa vez, foi. A Argentina não chutou uma vez sequer até os 117 minutos, não teve alternativas para acionar Lionel Messi e foi merecidamente derrotada. Pela primeira vez desde 1966, quando começaram os registros estatísticos das Copas do Mundo, um time passou tanto tempo sem finalizar.
O domínio que anulou Messi
O domínio da bola pela Espanha era esperado. Só não havia a expectativa de que só um lado jogasse. A Fúria, sem precisar de um grande dia de seu maior craque, Lamine Yamal, deu um banho coletivo nos argentinos. Pressionava a saída de bola argentina e sempre conseguia seu objetivo: roubar a bola ou forçar um lançamento, o que não é o melhor para o estilo de jogo sul-americano. Quando tinha a bola, a superioridade numérica no meio-campo com Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo, além das movimentações de Mikel Oyarzabal e Alex Baena para dentro.
Enzo Fernández e Alexis Mac Allister ficaram expostos e ganharam ajuda de Leandro Paredes só a partir do intervalo, o que não mudou o cenário do jogo. Faltou, porém, o passe final. Das 11 defesas de Dibu Martínez, dá para dizer que só uma, em cabeçada de Nico Williams já na prorrogação, foi com o gol aberto e sem marcação. As outras vieram em cabeçadas fracas, na maioria com um defensor em cima, ou chutes de fora da área sem força. Só Ferran Torres mudou esse cenário.
A dependência argentina exposta
A Argentina não teve alternativas. Não segurou a bola no ataque. É um time que depende muito da influência de Messi, que foi absolutamente dominado pelos espanhóis. Foi o jogador que iniciou como titular com menos toques na bola. Quando tinha a posse, enfrentava a presença física de Rodri ou Ruiz. Anular o camisa 10 argentino, basicamente, foi por ter a bola e as ações ofensivas por praticamente todo o jogo. Na reta final da prorrogação, mesmo com um a menos, a seleção argentina conseguiu colocar mais a bola no chão e jogar. Era tarde.
Primeiro tempo: resistência argentina
No primeiro tempo, faltou o mais importante para a Espanha: chances claras de gol. O goleiro argentino foi acionado duas vezes, mas não precisou de milagres. Lamine Yamal, em tabela com Dani Olmo na direita, chutou com desvio. Depois, em linda troca de passes por dentro, Mikel Oyarzabal chutou forte, só que próximo do meio do gol. A Argentina, basicamente, resistiu. Não conseguia reter a posse por muito tempo por ter poucas alternativas para passá-la, fruto da boa marcação espanhola, e por isso nem finalizou. A única chegada que levou perigo foi uma bola enfiada para Messi, que ficaria sozinho de frente para o gol, mas Unai Simón antecipou e afastou.
Segundo tempo: pressão sem conversão
O segundo tempo teve o mesmo roteiro, apesar de a Argentina ter tentado sair mais da defesa. Dibu passou a ser muito mais exigido, somando oito defesas só nessa parte final. Quase todas as finalizações, porém, foram no meio do gol. A maior dificuldade talvez tenha sido uma falta cobrada por Yamal, no último minuto, no canto do goleiro. Enzo Fernández tornou tudo mais difícil ao ser expulso pelo segundo cartão amarelo aos 47 minutos, logo na sequência do último ataque argentino que terminou com Giuliano Simeone cruzando nas mãos de Simón. A Argentina não finalizou novamente.
Prorrogação e o gol do título
Na prorrogação, Dibu seguiu sendo o herói. Quando ele não pôde salvar, em gol de Nico após sobra de dividida entre o goleiro e Mikel Merino, o árbitro marcou uma falta por pisão de Nicolás Otamendi na primeira parte. Merino também assustou em cabeçada para fora. Na segunda parte do tempo extra, o gol iniciou um raro momento da Argentina no campo de ataque, que acabou gerando espaço para outro gol de Ferran, mas que estava impedido. A pressão final gerou uma chance claríssima em cruzamento na pequena área, onde Pau Cubarsí salvou nos acréscimos. Em escanteio, Simeone teve uma oportunidade na marca do pênalti e isolou. Foi uma agonia até o apito final, quando se confirmou o merecido título espanhol.
O que esperar da Espanha pós-título
Com o bicampeonato, a Espanha consolida um ciclo que começou em 2022, com a renovação de jovens como Lamine Yamal e Nico Williams. O próximo desafio da Roja será manter a base para as eliminatórias da Eurocopa, enquanto a Argentina precisará repensar a dependência de Messi, que aos 39 anos pode não estar na próxima Copa.
Perguntas Frequentes
Quem marcou o gol da final da Copa do Mundo 2026?
Ferran Torres marcou o gol da vitória da Espanha sobre a Argentina no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação.
Onde foi a final da Copa do Mundo 2026?
A final foi no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Quantas defesas Emiliano Martínez fez na final?
Emiliano Martínez fez 11 defesas na partida, sendo oito delas no segundo tempo.
Por que Messi não conseguiu jogar bem na final?
Messi foi anulado pela marcação espanhola, que teve a bola e as ações ofensivas por praticamente todo o jogo, e enfrentou a presença física de Rodri e Fabián Ruiz.
Qual foi o placar da final da Copa do Mundo 2026?
Espanha 1 x 0 Argentina, com gol de Ferran Torres.
Quantas finalizações a Argentina teve até os 117 minutos?
A Argentina não finalizou uma vez sequer até os 117 minutos de jogo.