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Douglas Luiz na Seleção: o que explica a volta após 2 anos

ResumoDouglas Luiz retorna à Seleção Brasileira em novembro de 2025 após mais de dois anos ausente, convocado por Carlo Ancelotti. O meio-campista vive boa fase na Juventus, com regularidade tática e confiança do técnico Spalletti, fatores que explicam a escolha para os amistosos.

Convocado por Ancelotti após mais de dois anos fora, Douglas Luiz volta à Seleção em alta na Juventus. Números, função tática e a confiança de Spalletti explicam a escolha.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 11 de setembro de 2026
Douglas Luiz na Seleção: o que explica a volta após 2 anos

Douglas Luiz está de volta à Seleção Brasileira após mais de dois anos. A convocação de Carlo Ancelotti, divulgada na quarta-feira (10), trouxe oito estreantes, mas o retorno do meio-campista da Juventus foi um dos nomes que mais gerou discussão, justamente pela má fase recente do jogador.

A resposta curta: Douglas Luiz voltou porque reencontrou ritmo e função na Juventus sob o comando de Luciano Spalletti. Ele é titular nas três primeiras rodadas da Serie A, lidera o elenco da Juve em finalizações e é o quarto jogador de toda a liga com mais passes certos no terço final (72), segundo o Sofascore. No sprint mais rápido do Campeonato Italiano, atingiu 36,3 km/h.

Com 18 jogos pelo Brasil e primeira chance em 2019, o meio-campista teve na Copa América de 2024, entre junho e julho daquele ano, seu jogo mais recente pela Amarelinha. Na época, vivia transição de clube, saindo do Aston Villa rumo à Juventus, o que interrompeu um momento de alta na carreira.

Desde 2024, a trajetória caiu em relação ao auge na Inglaterra. Foram lesões mais frequentes, empréstimos ao futebol inglês e apenas 27 jogos como titular no espaço de dois anos. No primeiro ano de Juventus, somou cinco lesões e mais de 111 dias como desfalque, segundo o Transfermarkt, e não parecia ter a confiança plena de Thiago Motta, que só o escalou como titular seis vezes até março de 2025. A chegada de Igor Tudor não mudou o cenário, e o brasileiro acabou emprestado.

Em abril do ano passado, ele expôs o incômodo em post nas redes sociais: "Lesões me atrasaram. Verdade. Mas quanto tempo fiquei no banco enquanto estava em forma? Muito. Essas lesões não foram normais. Nunca fui propenso a lesões, mas há muitas razões que poderiam ter causado isso, sobre as quais prefiro não comentar".

De volta à Inglaterra, primeiro no Nottingham Forest, emplacou uma sequência inicial de jogos, interrompida por problemas físicos. Ao fim do contrato, retornou ao Villa, também por empréstimo, e aproveitou lesões no meio-campo para ganhar minutos entre fevereiro e março deste ano. Com o retorno dos titulares, perdeu a vaga e saiu após a conquista da Liga Europa.

O retorno à Juventus trazia dúvidas. Spalletti, porém, deu a certeza que faltava. "Eu o coloquei para jogar regularmente para que eu pudesse conhecê-lo melhor. Ele tem qualidades, é inegável, tem grande versatilidade, sabe se posicionar bem. Conhece o futebol, estou satisfeito com ele", disse o treinador no mês passado.

Se na Inglaterra brilhou como volante mais defensivo, agora atua mais avançado, com Manuel Locatelli fixo na proteção. Ancelotti deu pistas de que o vê como primeiro volante ao chamá-lo de "mais posicional", ao lado de Andrey Santos, enquanto descreveu os outros meias como "box-to-box". Como Andrey era presença constante nas convocações, pode ser titular no lugar de Casemiro, cujo ciclo na Amarelinha foi encerrado. A função ainda não tem dono certo, o que abre espaço para Douglas Luiz se firmar nos amistosos contra Austrália e Índia.

A medalha, aqui, é a ponta de anos invisíveis de pré-temporada, banco e recuperação. O próximo desafio é transformar a boa fase na Juve em minutos com a camisa amarelinha.

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