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Federação Alemã pede investigação completa sobre plano Fifa

ResumoA Federação Alemã de Futebol (DFB) solicitou uma investigação completa sobre a elaboração do plano de investimento privado na Copa do Mundo da Fifa. A DFB também exigiu uma mudança cultural fundamental na entidade, visando maior transparência e governança. A ação ocorre em meio a críticas sobre a gestão financeira e decisões estratégicas da Fifa.

A Federação Alemã de Futebol (DFB) pediu uma 'investigação completa' sobre a elaboração do plano de investimento privado na Copa do Mundo da Fifa, ao mesmo tempo em que exigiu uma 'mudança cultural fundamental' na entidade.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 03 de agosto de 2026
Federação Alemã pede investigação completa sobre plano Fifa

Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa

A Federação Alemã de Futebol (DFB) pediu, neste sábado (1º), uma "investigação completa" sobre a elaboração do plano de investimento privado na Copa do Mundo da Fifa, ao mesmo tempo em que exigiu uma "mudança cultural fundamental" na entidade que rege o futebol mundial. O movimento ocorre dias após a Fifa recuar de uma proposta controversa, defendida pelo presidente Gianni Infantino, que permitiria capital privado no Mundial.

Por que a DFB quer uma investigação completa sobre o plano da Fifa

A DFB, que se uniu à Uefa ao se opor à proposta e defender um boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, quer saber como o plano foi desenhado e por que chegou tão longe. A federação alemã exige transparência em relação à proposta, que foi abortada após resistência da Uefa e de outras confederações continentais.

"O presidente da Fifa agiu de forma unilateral, sem transparência e, em última instância, de maneira irresponsável em relação aos interesses do futebol", disse o presidente da DFB, Bernd Neuendorf, à agência SID, filial da AFP.

A declaração de Neuendorf é a mais dura até agora entre as federações europeias. Ela aponta diretamente para a forma como a decisão foi tomada, e não apenas para o conteúdo do plano.

O que mudou: da proposta privada ao recuo da Fifa

A Fifa recuou de um plano que permitiria investimento privado no Mundial de futebol, após resistência da Uefa e de outras confederações continentais. O recuo, porém, não encerrou a crise de governança.

A DFB quer que os órgãos de governança da Fifa voltem a ter voz nas decisões. "Juntamente com a Uefa e outras confederações, devemos garantir que uma cultura fundamentalmente diferente seja enraizada na Fifa, uma cultura na qual, acima de tudo, as decisões voltem a ser debatidas e tomadas pelos membros dos órgãos de governança", afirmou Neuendorf.

A frase resume o que mudou: a discussão deixou de ser sobre o mérito do investimento privado e passou a ser sobre quem decide. Para a DFB, o problema não foi apenas o plano em si, mas o processo que o gerou.

Quem está do lado da DFB nessa cobrança

A DFB não está sozinha. A Federação Inglesa (FA) também pediu, nas redes sociais, uma "revisão completa e rigorosa da liderança da Fifa, para garantir que o futebol mundial seja gerido com transparência".

A FA não citou nominalmente Infantino, mas o alvo é claro. As duas federações, entre as mais influentes do mundo, agora pressionam por mudanças estruturais na entidade máxima do futebol.

A Uefa, que se opôs ao plano junto com outras confederações continentais, também é citada como parte do bloco que resistiu à proposta. A DFB, inclusive, defendeu um boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.

O que a DFB quer, na prática, com a 'mudança cultural'

A "mudança cultural fundamental" exigida pela DFB não é um conceito vago. Na prática, significa que as decisões da Fifa devem voltar a ser debatidas e tomadas pelos membros dos órgãos de governança, e não por uma única figura.

Isso implica, no mínimo, três mudanças concretas:

  • Transparência: a DFB quer saber como o plano de investimento privado foi elaborado e por que não houve debate prévio com as federações.
  • Processo: as decisões devem passar pelos órgãos de governança, não por atos unilaterais.
  • Responsabilidade: quem age sem transparência deve ser responsabilizado, segundo a leitura da DFB.

A declaração de Neuendorf à SID é explícita: "O presidente da Fifa agiu de forma unilateral, sem transparência e, em última instância, de maneira irresponsável em relação aos interesses do futebol".

O contexto: por que o plano de investimento privado foi abortado

A proposta de permitir investimento privado no Mundial de futebol foi defendida por Infantino, mas encontrou resistência imediata da Uefa e de outras confederações continentais. A Fifa recuou, mas o episódio deixou marcas.

Para a DFB, o recuo não resolve o problema de fundo. A federação alemã quer que a Fifa mude sua cultura de governança, para que episódios como esse não se repitam.

A pressão agora é para que a entidade explique, de forma completa, como o plano foi elaborado e por que foi apresentado sem o devido debate. A palavra "investigação" usada pela DFB não é casual: ela sugere que há perguntas sem resposta.

O que esperar dos próximos passos

A DFB e a FA agora pressionam por transparência e revisão da liderança da Fifa. A Uefa, que já se opôs ao plano, deve seguir alinhada às federações nacionais europeias.

O desfecho depende de como a Fifa responderá a essas cobranças. Se a entidade abrir uma investigação interna ou promover mudanças em seus processos de decisão, a crise pode ser contida. Se não, o movimento por uma "mudança cultural fundamental" tende a ganhar força.

Para quem acompanha futebol além dos resultados em campo, o episódio mostra que a governança do esporte é tão disputada quanto os jogos. E que a medalha, ou o troféu, é só a ponta de um processo que começa muito antes, nos bastidores das decisões.

Perguntas Frequentes

O que a DFB pediu à Fifa?

A DFB pediu uma "investigação completa" sobre a elaboração do plano de investimento privado na Copa do Mundo e exigiu uma "mudança cultural fundamental" na entidade.

Quem é o presidente da DFB?

O presidente da DFB é Bernd Neuendorf, que criticou publicamente a forma como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, conduziu o plano.

O que a Fifa decidiu sobre o investimento privado?

A Fifa recuou do plano que permitiria investimento privado no Mundial, após resistência da Uefa e de outras confederações continentais.

O que a Federação Inglesa (FA) disse?

A FA pediu uma "revisão completa e rigorosa da liderança da Fifa, para garantir que o futebol mundial seja gerido com transparência".

O que significa 'mudança cultural fundamental'?

Significa que as decisões da Fifa devem voltar a ser debatidas e tomadas pelos membros dos órgãos de governança, e não por atos unilaterais do presidente.

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