Federação Alemã pede investigação completa sobre plano Fifa
A Federação Alemã de Futebol (DFB) pediu uma 'investigação completa' sobre a elaboração do plano de investimento privado na Copa do Mundo da Fifa, ao mesmo tempo em que exigiu uma 'mudança cultural fundamental' na entidade.
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
A Federação Alemã de Futebol (DFB) pediu, neste sábado (1º), uma "investigação completa" sobre a elaboração do plano de investimento privado na Copa do Mundo da Fifa, ao mesmo tempo em que exigiu uma "mudança cultural fundamental" na entidade que rege o futebol mundial. O movimento ocorre dias após a Fifa recuar de uma proposta controversa, defendida pelo presidente Gianni Infantino, que permitiria capital privado no Mundial.
Por que a DFB quer uma investigação completa sobre o plano da Fifa
A DFB, que se uniu à Uefa ao se opor à proposta e defender um boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, quer saber como o plano foi desenhado e por que chegou tão longe. A federação alemã exige transparência em relação à proposta, que foi abortada após resistência da Uefa e de outras confederações continentais.
"O presidente da Fifa agiu de forma unilateral, sem transparência e, em última instância, de maneira irresponsável em relação aos interesses do futebol", disse o presidente da DFB, Bernd Neuendorf, à agência SID, filial da AFP.
A declaração de Neuendorf é a mais dura até agora entre as federações europeias. Ela aponta diretamente para a forma como a decisão foi tomada, e não apenas para o conteúdo do plano.
O que mudou: da proposta privada ao recuo da Fifa
A Fifa recuou de um plano que permitiria investimento privado no Mundial de futebol, após resistência da Uefa e de outras confederações continentais. O recuo, porém, não encerrou a crise de governança.
A DFB quer que os órgãos de governança da Fifa voltem a ter voz nas decisões. "Juntamente com a Uefa e outras confederações, devemos garantir que uma cultura fundamentalmente diferente seja enraizada na Fifa, uma cultura na qual, acima de tudo, as decisões voltem a ser debatidas e tomadas pelos membros dos órgãos de governança", afirmou Neuendorf.
A frase resume o que mudou: a discussão deixou de ser sobre o mérito do investimento privado e passou a ser sobre quem decide. Para a DFB, o problema não foi apenas o plano em si, mas o processo que o gerou.
Quem está do lado da DFB nessa cobrança
A DFB não está sozinha. A Federação Inglesa (FA) também pediu, nas redes sociais, uma "revisão completa e rigorosa da liderança da Fifa, para garantir que o futebol mundial seja gerido com transparência".
A FA não citou nominalmente Infantino, mas o alvo é claro. As duas federações, entre as mais influentes do mundo, agora pressionam por mudanças estruturais na entidade máxima do futebol.
A Uefa, que se opôs ao plano junto com outras confederações continentais, também é citada como parte do bloco que resistiu à proposta. A DFB, inclusive, defendeu um boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
O que a DFB quer, na prática, com a 'mudança cultural'
A "mudança cultural fundamental" exigida pela DFB não é um conceito vago. Na prática, significa que as decisões da Fifa devem voltar a ser debatidas e tomadas pelos membros dos órgãos de governança, e não por uma única figura.
Isso implica, no mínimo, três mudanças concretas:
- Transparência: a DFB quer saber como o plano de investimento privado foi elaborado e por que não houve debate prévio com as federações.
- Processo: as decisões devem passar pelos órgãos de governança, não por atos unilaterais.
- Responsabilidade: quem age sem transparência deve ser responsabilizado, segundo a leitura da DFB.
A declaração de Neuendorf à SID é explícita: "O presidente da Fifa agiu de forma unilateral, sem transparência e, em última instância, de maneira irresponsável em relação aos interesses do futebol".
O contexto: por que o plano de investimento privado foi abortado
A proposta de permitir investimento privado no Mundial de futebol foi defendida por Infantino, mas encontrou resistência imediata da Uefa e de outras confederações continentais. A Fifa recuou, mas o episódio deixou marcas.
Para a DFB, o recuo não resolve o problema de fundo. A federação alemã quer que a Fifa mude sua cultura de governança, para que episódios como esse não se repitam.
A pressão agora é para que a entidade explique, de forma completa, como o plano foi elaborado e por que foi apresentado sem o devido debate. A palavra "investigação" usada pela DFB não é casual: ela sugere que há perguntas sem resposta.
O que esperar dos próximos passos
A DFB e a FA agora pressionam por transparência e revisão da liderança da Fifa. A Uefa, que já se opôs ao plano, deve seguir alinhada às federações nacionais europeias.
O desfecho depende de como a Fifa responderá a essas cobranças. Se a entidade abrir uma investigação interna ou promover mudanças em seus processos de decisão, a crise pode ser contida. Se não, o movimento por uma "mudança cultural fundamental" tende a ganhar força.
Para quem acompanha futebol além dos resultados em campo, o episódio mostra que a governança do esporte é tão disputada quanto os jogos. E que a medalha, ou o troféu, é só a ponta de um processo que começa muito antes, nos bastidores das decisões.
Perguntas Frequentes
O que a DFB pediu à Fifa?
A DFB pediu uma "investigação completa" sobre a elaboração do plano de investimento privado na Copa do Mundo e exigiu uma "mudança cultural fundamental" na entidade.
Quem é o presidente da DFB?
O presidente da DFB é Bernd Neuendorf, que criticou publicamente a forma como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, conduziu o plano.
O que a Fifa decidiu sobre o investimento privado?
A Fifa recuou do plano que permitiria investimento privado no Mundial, após resistência da Uefa e de outras confederações continentais.
O que a Federação Inglesa (FA) disse?
A FA pediu uma "revisão completa e rigorosa da liderança da Fifa, para garantir que o futebol mundial seja gerido com transparência".
O que significa 'mudança cultural fundamental'?
Significa que as decisões da Fifa devem voltar a ser debatidas e tomadas pelos membros dos órgãos de governança, e não por atos unilaterais do presidente.