Federação Francesa não apoiará candidatura de Infantino à Fifa
A Federação Francesa de Futebol decidiu não apoiar a reeleição de Gianni Infantino à presidência da Fifa. O presidente Philippe Diallo citou quebra de confiança e a entidade agora abre consultas para escolher um candidato próprio.
A Federação Francesa de Futebol (FFF) não apoiará a candidatura de Gianni Infantino a um novo mandato como presidente da Fifa, em eleição marcada para 18 de março de 2027. A decisão saiu de uma reunião do comitê executivo da entidade nesta quinta-feira, e a França se junta a outras federações europeias que já tinham fechado a porta ao dirigente.
O presidente da FFF, Philippe Diallo, justificou o rompimento com uma frase que resume o clima interno: "consideramos que, de alguma maneira, foi rompida a confiança depositada no presidente da Fifa, que a forma como concebemos a gestão do futebol mundial já não nos representa". Ele acrescentou que a rejeição se dá "pelo interesse geral do futebol".
Por que a França rompeu com Infantino
Infantino atravessa uma crise de credibilidade que se arrasta há semanas, segundo a própria federação francesa. O gatilho foi o projeto, depois retirado, de abrir a Copa do Mundo a investidores privados. A proposta caiu, mas o desgaste ficou.
Diallo sustentou que a FFF tem uma "dupla legitimidade" para se posicionar. A primeira é histórica: a França é um país fundador da Fifa. A segunda é esportiva, com a seleção francesa entre as três primeiras do ranking da Fifa há dez anos, segundo o dirigente.
A França não está sozinha. Itália, Bélgica, Suécia e Escócia já haviam sinalizado que não apoiariam o atual presidente. A pressão por renúncia vem de várias federações e confederações, mas Infantino confirmou no domingo que será candidato mesmo assim. Até agora, é o único nome declarado na disputa.
O que a FFF faz agora
Na mesma reunião desta quinta-feira, a federação francesa decidiu abrir "consultas" para "escolher um candidato" que possa concorrer contra Infantino. Ou seja: a França não apenas nega apoio, mas trabalha para construir uma alternativa.
Para quem acompanha a política do futebol mundial, o movimento francês pesa. Não é só um voto a menos para o incumbente. É um país fundador da entidade, com peso esportivo recente, dizendo publicamente que o modelo de gestão atual não o representa. Em eleições de federação, esse tipo de sinal costuma arrastar indecisos.
O próximo passo é acompanhar quem a FFF vai consultar e se outros países seguirão o mesmo caminho antes de março de 2027. A eleição ainda está longe, mas o tabuleiro já começou a se mover.