Felipão encaminha Grêmio para encarar o Botafogo; veja escalação
Sem Amuzu, que não viajou, e com Pavon de volta após suspensão, o Grêmio de Felipão encerrou a preparação para encarar o Botafogo nesta quarta, às 19h30, no Nilton Santos, em jogo atrasado da 21ª rodada do Brasileirão.
O Grêmio concluiu nesta terça-feira a preparação para enfrentar o Botafogo. As equipes se enfrentam nesta quarta-feira, a partir das 19h30min, no Nilton Santos, em jogo atrasado da 21ª rodada do Brasileirão. A tendência é que a escalação seja semelhante à utilizada por Luís Castro nas últimas partidas.
A provável formação inicial tem Weverton, Diego Caito, Wallace, Kannemann e Caio Paulista; Noriega, Villasanti e Krovinovic; Pavon, Carlos Vinicius e Jovane Cabral.
Pavon retorna de suspensão e deve ser titular no ataque. O atacante Amuzu voltou a treinar com o grupo nos últimos dias, mas não viajou com a delegação para o Rio de Janeiro. Marlon e Dodi, lesionados, seguem fora. O lateral-esquerdo Pedro Gabriel recebeu o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão.
Acompanho a rotina do Grêmio de perto e sei que a semana que antecede um jogo atrasado pesa de um jeito diferente. Não há folga no calendário, o time treina, viaja e joga sem o intervalo que a tabela normalmente oferece. Felipão ajustou o grupo nesse intervalo curto, e a escolha por manter a base das últimas partidas diz menos sobre cautela e mais sobre continuidade. Quem acompanha o dia a dia do CT sabe que repetir uma formação não é sinal de comodismo: é reconhecer que o entrosamento construído em semanas de trabalho não se refaz da noite para o dia.
O retorno de Pavon ajuda a explicar essa lógica. O argentino cumpriu suspensão, voltou a ficar à disposição e tende a ocupar o setor ofensivo ao lado de Carlos Vinicius e Jovane Cabral. É um trio que mistura velocidade pelos lados e presença de área, algo que o time vinha buscando nas últimas rodadas. A ausência de Amuzu, que treinou mas não embarcou, tira uma opção de velocidade do banco, mas não muda a estrutura pensada por Felipão.
Do outro lado, o Botafogo joga em casa e também tem seus próprios ajustes a fazer. Não cabe a mim antecipar o que o adversário vai fazer, mas é fato que o Nilton Santos costuma impor um ritmo próprio, e o Grêmio precisa lidar com isso desde os primeiros minutos. Jogo atrasado tem um peso extra: são três pontos que mexem na tabela de forma imediata, sem a espera de uma rodada inteira.
Para quem acompanha o Brasileirão, a partida desta quarta serve como termômetro. O Grêmio chega com desfalques conhecidos, sem Marlon e Dodi, e com Pedro Gabriel fora pela suspensão. Ainda assim, mantém uma espinha dorsal que Felipão vem repetindo. É esse conjunto que vai a campo no Rio, e é dele que o time depende para somar pontos fora de casa.
O próximo desafio depois do Botafogo já aparece no horizonte, e a comissão técnica sabe que qualquer resultado aqui muda o planejamento da sequência. Por ora, o foco é o jogo desta quarta, às 19h30, no Nilton Santos.