"Foi aleatório", diz presidente do Amazonas sobre vídeo com erros de Léo Coelho
O presidente da SAF do Amazonas, Wesley Couto, afirmou que a escolha das imagens do vídeo com erros do zagueiro Léo Coelho foi "aleatória". A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao ge, após a publicação gerar repercussão negativa. A postagem ocorreu dois dias depois de o
"Foi aleatório", diz presidente do Amazonas sobre vídeo com erros de Léo Coelho
O vídeo publicado pelo Amazonas para anunciar a saída do zagueiro Léo Coelho continua gerando repercussão. Em entrevista exclusiva ao ge, o presidente da SAF do clube, Wesley Couto, falou pela primeira vez sobre a polêmica. O dirigente negou que o material tenha sido uma resposta à ação trabalhista movida pelo atleta e afirmou que a escolha das imagens foi "aleatória". A postagem, feita no dia 12, mostra lances em que o defensor aparece envolvido em gols sofridos pela equipe.
O que está por trás do vídeo que gerou polêmica?
A publicação chamou atenção por ocorrer dois dias depois de Léo Coelho ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho. Na ação, o zagueiro pede a rescisão indireta do contrato e cobra R$ 8.125.567,16 do Amazonas. Os valores seriam referentes a supostos atrasos salariais, falta de depósitos do FGTS e outros direitos trabalhistas.
Wesley Couto rebateu as críticas e negou que o vídeo tenha sido uma retaliação. "Foi aleatório", disse o presidente da SAF, em resposta direta às acusações de que o clube teria usado as imagens para prejudicar a imagem do atleta.
Por que a data da publicação importa?
A proximidade entre a ação trabalhista e o vídeo levantou suspeitas. O atleta entrou com o pedido na Justiça no dia 10. O clube publicou o material no dia 12. Para muitos torcedores e observadores, a coincidência de datas não foi inocente. Mas o dirigente manteve a versão de que não houve relação entre os dois eventos.
O que diz a ação trabalhista de Léo Coelho?
Léo Coelho move uma ação contra o Amazonas pedindo a rescisão indireta do contrato. Esse tipo de pedido ocorre quando o jogador alega que o clube descumpriu obrigações contratuais. No caso, os principais pontos são:
- Atrasos salariais recorrentes
- Falta de depósitos do FGTS
- Outros direitos trabalhistas não pagos
O valor cobrado é de R$ 8.125.567,16. A ação foi protocolada na Justiça do Trabalho, dois dias antes do vídeo ser publicado.
A repercussão nas redes sociais
Desde a publicação, torcedores e profissionais do futebol comentaram o caso. Muitos criticaram a postura do clube, considerando o vídeo uma exposição desnecessária do atleta. Outros questionaram a ética da diretoria ao divulgar lances negativos de um jogador que estava deixando a equipe.
Wesley Couto, ao falar pela primeira vez sobre o assunto, tentou encerrar a polêmica. Mas a versão de que a escolha foi "aleatória" não convenceu parte da torcida e da imprensa especializada.
O que esperar do desfecho?
O caso agora segue na Justiça do Trabalho. Léo Coelho busca a rescisão indireta e o pagamento dos valores cobrados. O Amazonas, por sua vez, terá que se defender na ação. Enquanto isso, a imagem do clube e do atleta segue exposta, em meio a uma crise que mistura direito trabalhista e comunicação institucional.
Para quem acompanha o futebol brasileiro, o episódio serve como alerta sobre como a gestão de crises e a comunicação nas redes sociais podem escalar conflitos internos. A decisão do clube de publicar o vídeo, independentemente da intenção, gerou um desgaste que poderia ter sido evitado.
Perguntas Frequentes
O que Léo Coelho cobra na ação trabalhista?
O zagueiro pede a rescisão indireta do contrato e cobra R$ 8.125.567,16 do Amazonas, por supostos atrasos salariais, falta de depósitos do FGTS e outros direitos trabalhistas.
Quando o vídeo foi publicado?
O vídeo foi publicado no dia 12, dois dias após a entrada da ação trabalhista.
O que Wesley Couto disse sobre o vídeo?
O presidente da SAF do Amazonas afirmou que a escolha das imagens foi "aleatória" e negou que tenha sido uma resposta à ação do atleta.
Qual foi a reação do público?
Torcedores e imprensa criticaram a postura do clube, questionando a ética de divulgar lances negativos de um jogador em saída.
O caso já tem desfecho?
Não. A ação trabalhista segue em andamento na Justiça do Trabalho, e o Amazonas ainda não se manifestou oficialmente sobre os valores cobrados.