# Guia rápido da Ligue 1 2026/27: favoritos, surpresas e decepções

> A Ligue 1 2026/27 abre com o Paris Saint-Germain como favorito absoluto à 15ª conquista. Lyon e Lille despontam como principais ameaças ao título. A estreia de Filipe Luís no comando do Monaco gera expectativa. O Olympique de Marseille inicia a temporada com elenco reformulado e incertezas sobre o desempenho coletivo.

*Esporte Notícia · Futebol · 25 de agosto de 2026 · Juliana Prado*

A Ligue 1 2026/27 começa com PSG em busca da 15ª taça, Lyon e Lille como principais ameaças, a estreia de Filipe Luís no Monaco e um Marseille cheio de incertezas.

A Ligue 1 2026/27 vai começar nesta sexta-feira (21), com Olympique de Marseille x Strasbourg às 15h45 (de Brasília). O atual campeão Paris Saint-Germain (PSG) busca a 15ª taça do torneio, e os destaques brasileiros aparecem dentro e fora de campo. O técnico Filipe Luís, por exemplo, vai estrear em jogos de liga nacional na Europa com o Monaco, que inicia contra o Le Havre fora de casa no domingo (23), às 12h15. Os parisienses enfrentam o Rennes no mesmo dia, às 15h45.

O favoritismo ao topo deixou de ser uma questão complicada há anos. O PSG conquistou os últimos cinco troféus de forma consecutiva e conta com um elenco ainda mais forte. Luis Enrique reformulou o clube de dentro para fora, e o ataque agora tem Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia, Désiré Doué, além de Maghnes Akliouche (ex-Monaco), Mika Godts (ex-Ajax) e Ferran Torres (ex-Barcelona). Com Matvey Safónov consolidado no gol, o time é entrosado, veloz e gosta de dominar adversários.

Tão difícil quanto desbancar o PSG é projetar quem pode ser a maior pedra no sapato. As principais alternativas incluem Lyon e Lille. O Lyon vai para a segunda jornada completa com Paulo Fonseca, que recebeu reforços como Mads Bidstrup, Julien Duranville, Felix Bacher, Noham Kamara e o empréstimo de Lois Openda. Para brigar pelo primeiro lugar, o desafio é melhorar o desempenho fora de casa: foram seis vitórias em 17 possíveis em 2025/26, com 23 gols feitos e 22 tomados. O Lille, por sua vez, precisa se adaptar à metodologia de Davide Ancelotti após dois anos com Bruno Génésio.

O Lens, dono da segunda melhor campanha da temporada passada com seis pontos a menos que o campeão, mostrou que pode desafiar o PSG ao vencer a Supercopa por 1 a 0. Mas o técnico Pierre Sage foi para o Crystal Palace, e Dino Toppmoller assumiu. O jornalista Maxime Brun, do Top Mercato, analisa à Trivela: "Parece pouco provável que o Lens tenha uma temporada semelhante à passada. A prioridade vai ser terminar entre o segundo e o quarto lugar ou entre o quinto e o sexto. Essa deve ser, acima de tudo, uma temporada para desfrutar do retorno à Champions e terminar em sétimo na Ligue 1."

Filipe Luís, no Monaco, pretende implementar um sistema de domínio. Com Eric Dier, Vanderson, Folarin Balogun e Ansu Fati, o time sofreu baixas com as saídas de Akliouche, Aladji Bamba e Caio Henrique. Foram 54 gols tomados na campanha anterior. Romain Lantheaume, do Top Mercato, diz à Trivela: "Sem ninguém realmente atrás do PSG, o Monaco acaba iniciando em pé de igualdade com seus rivais no que diz respeito ao principal objetivo: voltar à Champions League."

No Marseille, uma nuvem de incertezas paira no Stade Vélodrome. A campanha passada foi complicada, com entrevero de Adrien Rabiot e Jonathan Rowe, cobrança pública a jogadores, saída de Pablo Longoria da presidência e demissão de Roberto De Zerbi. Ainda assim, a equipe ficou em quinto lugar, mas não dá para colocá-la entre os favoritos por ora.

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