Inter desmorona dentro e fora do campo: dívida, eleição e risco de rebaixamento
O Internacional vive um dos momentos mais críticos de sua história recente. Após eliminação na Copa do Brasil e derrota em casa para o Santos, o clube afunda na zona de rebaixamento, com dívida de R$ 1,2 bilhão e eleições marcadas para dezembro.
O Internacional vive dias apavorantes. Nos últimos dias, o clube foi eliminado pelo rival na Copa do Brasil e, poucos dias depois, perdeu em casa para o Santos por 3 a 2, na 26ª rodada do Brasileirão 2026. O resultado mantém o time na zona da degola. Mas a crise não se limita ao gramado.
O cenário fora de campo é igualmente preocupante. Alessandro Barcellos, presidente mais longevo da história colorada, com seis anos no comando, deixa um legado de incertezas. Ele conquistou apenas um Gauchão no período, sem títulos de expressão nacional. As eleições para a sucessão estão marcadas para dezembro.
A dívida do clube está em torno de R$ 1,2 bilhão. O valor é alto, mas não é o único problema. O setor de prospecção de atletas está cambaleante, o que compromete a reposição de elenco e o planejamento de longo prazo. A combinação de resultados ruins, gestão contestada e finanças apertadas forma um quadro complexo.
A torcida colorada, acostumada a títulos e glórias, vê o clube protagonizar um filme de terror que se arrasta há anos. A eliminação na Copa do Brasil para o rival e a derrota em casa para o Santos são capítulos recentes de uma história que parece não ter fim.
O futuro imediato reserva desafios: o time precisa reagir no Brasileirão para escapar do rebaixamento, enquanto a diretoria tenta equacionar as contas e preparar a transição para o próximo mandato. A eleição de dezembro será um termômetro da confiança do sócio na atual gestão.
Enquanto isso, o Internacional segue desmoronando, dentro e fora do campo. A pergunta que fica é: quem será o próximo a tentar reconstruir um clube que já foi referência no futebol brasileiro?