Futebol

Juventus da Mooca cria equipe de futebol formado por atletas amputados

ResumoO Juventus da Mooca lançou uma equipe de futebol composta por atletas amputados ou com má formação congênita, em parceria com a APAC. A iniciativa visa ampliar a visibilidade da modalidade adaptada no Brasil e superar barreiras estruturais. O projeto representa um avanço na inclusão esportiva, oferecendo oportunidade competitiva e social a esse público.

O Juventus da Mooca criou uma equipe de futebol com atletas amputados ou com má formação congênita, em parceria com a APAC. O projeto busca dar visibilidade e desafiar as limitações da modalidade no país.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 09 de setembro de 2026
Juventus da Mooca cria equipe de futebol formado por atletas amputados

O Juventus da Mooca anunciou, em agosto, a criação de uma equipe de futebol formada por atletas amputados ou com má formação congênita. A iniciativa é uma parceria com a APAC (Associação Paulista de Amputados da Capital) e busca dar visibilidade a uma modalidade que ainda enfrenta barreiras no país.

A aproximação entre o clube e a associação nasceu por iniciativa de Fabio D'Angelo, o Fumaça, diretor de Futebol Associado do Juventus. Depois de conhecer o esporte, ele foi convidado pelos próprios atletas para que a instituição incorporasse a categoria oficialmente. "Assim que conheci essa modalidade, achei uma causa nobre e fiquei muito interessado em trazer o time para o clube", afirma.

O Brasil é uma das principais referências mundiais no futebol de amputados, mas os atletas ainda esbarram em falta de patrocínio, infraestrutura e apoio institucional. A participação de clubes centenários ajuda a reduzir parte dessas dificuldades e tira do anonimato uma prática que segue distante do grande público.

Os números dimensionam o desafio. Entre janeiro de 2012 e maio de 2023, o SUS realizou mais de 282 mil cirurgias de amputação de membros inferiores, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Hoje, a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação estima que o país tenha cerca de 500 mil pessoas amputadas.

Para o presidente do Juventus, Tadeu Deradeli, o projeto extrapola o competitivo. "A nossa equipe simboliza o nosso desejo de constantemente ampliar nossa atuação como espaço de cultura, lazer e de atividades sociais", afirma.

A reabilitação, nesse processo, vai além do médico. Envolve reconstruir autonomia, autoestima e laços sociais. Integrar uma equipe, disputar competições e vestir a camisa de uma instituição tradicional reforça o pertencimento. O esporte, aqui, vira ferramenta de inclusão. E a entrada de clubes como o Juventus nesse cenário mostra que a modalidade não precisa esperar o próximo ciclo paralímpico para ganhar espaço. futebol de amputados no Brasil

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